MINHAS LEITURAS #16: MITOLOGIA NÓRDICA – NEIL GAIMAN

Título: Mitologia Nórdica
Autor: Neil Gaiman
Editora: Intrínseca
Ano: 2017
Páginas: 288
Tradução: Edmundo Barreiros
Veja o livro no site da editora: http://www.intrinseca.com.br/livro/727/

A mitologia nórdica nos apresenta os mitos de um lugar gelado, com noites muito, muito longas no inverno e dias intermináveis no verão; mitos de um povo que não confiava plenamente em seus deuses ou nem sequer gostava deles, ainda que os respeitasse e temesse. (GAIMAN, Neil. Mitologia nórdica. Intrínseca, 2017, p. 10-11)

Talvez a mitologia nórdica nunca esteve tão em alta quanto está hoje em dia. Os filmes da Marvel, com os personagens Thor e Loki, são sucessos de bilheteria e estão na boca do povo. Os quadrinhos também estão fazendo bastante sucesso. Mesmo que essas adaptações possuam grande influência dos mitos escandinavos, elas ainda são adaptações, contam partes desses mitos de maneira distorcida. Em “Mitologia nórdica”, Neil Gaiman pretende apresentar esses mitos de maneira fiel, mesmo que em forma de romance, com menos alterações possíveis. Não poderia haver momento mais propício para sua publicação. Neste livro, conhecemos o começo de tudo, a criação do mundo e de onde vieram deuses como Odin, Thor, Loki, Balder, entre outros, até chegar ao final de tudo, o fim do tempo dos deuses, o Ragnarök. Continuar lendo “MINHAS LEITURAS #16: MITOLOGIA NÓRDICA – NEIL GAIMAN”

MINHAS LEITURAS #16: MITOLOGIA NÓRDICA – NEIL GAIMAN

AS QUESTÕES QUE ESTÃO ALÉM DO ALCANCE DOS NOSSOS OLHOS

O intuito desse título, assim como o do resto do texto, é causar reflexão. Você já parou para pensar que existem questões além do concreto, além daquilo que podemos ver? Quem vive 100% no mundo palpável não compreende nem 10% dele. Sim, porque o mundo concreto e o mundo abstrato coexistem e um não existe sem o outro. Por isso que existem as ciências humanas, pois só as ciências exatas não dariam conta de explicar os fenômenos que nos cercam e fazem parte de nossas vidas, de nossos egos. Por isso que existe a filosofia, a psicologia, os estudos das línguas: para explicar os fenômenos do que estão por trás daquilo que é visível.

Algumas dessas questões

Antes de tudo, devemos compreender que somos seres biopsicossociais, ou seja, possuímos nossa estrutura orgânica (fisiológica), somos dotados de um psiquismo (questões abstratas) e somos também seres sociais (pois vivemos em sociedade, em relação com o outro). Cada um desse aspecto compõe nossa subjetividade e eles estão em sintonia entre si, numa constante interação dialética.

Nossa estrutura orgânica é aquilo que podemos observar, e a partir dela nos alertamos sobre as questões psíquicas, pois sinais físicos podem indicar que algo vai errado com o psiquismo. Nossas interações sociais afetam nosso psicológico, e vice-versa, assim como a questão orgânica. Dá para entender como tudo está relacionado e tudo faz parte de cada um de nós?

Essas interações esculpem nossa subjetividade, os aspectos que nos tornam cada pessoa única, pois cada um possui um modelo de funcionamento diferente, criado pela relação de todas essas questões ao longo de nossas vidas. Por isso o entendimento desses três mundos diferentes é essencial para a compreensão do funcionamento de determinada pessoa. Não podemos considerar apenas uma dessas variáveis, pois estaremos olhando para menos de ¼ desse indivíduo. Infelizmente, essa não é a maneira de pensar da grande maioria.

O determinismo e a falta de conhecimento

Negar que ideias deterministas ainda imperam no Brasil, quiçá no mundo, é um ato de ingenuidade ou de falta de caráter. Um bom exemplo é o de apontar o dedo para pessoas pobres e dizer: “É pobre porque quer, se trabalhasse, se não fosse vagabundo, não estaria nessa situação. Isso é preguiça!”. Uma fala muito estúpida, até porque todo mundo adora ser pobre e é pobre porque quer, né? Não, isso é uma ideia determinista carregada de preconceito. Você observou a história de vida do sujeito? Ele já nasceu pobre ou isso ocorreu em determinado momento de sua vida? Como foi sua escolaridade? Será que ele passou fome na infância, precisando trabalhar para ajudar a família, consequentemente abandonando os estudos?

É muito fácil apontar causas e razões para problemas alheios quando se vive uma vida boa, sem qualquer tipo de dificuldades. Além de que cada um possui um ciclo vida diferente, há variáveis que interferem no destino de cada um, traçando caminhos diferentes. Também é mais fácil apontar o defeito da pessoa, fazer dela ser o único motivo de suas desventuras; é mais fácil culpar a vítima do que tentar resolver o caso. Voltamos ao tópico anterior, quando se deixa uma questão de lado, as outras perdem seu valor.

Podemos ligar o determinismo à ideais elitistas, ideais que buscam a manutenção do poder. Se o problema do pobre é resolvido com mais trabalho, o rico, dono de empresas, agradece, pois haverá muito mais mão de obra, muito mais oferta. Quem sabe ele pode até oferecer piores condições de trabalho e salários mais baixos, até porque essas questões não importam, o importante e ter emprego e isso resolverá todos os problemas do mundo. O governante perpetua seus discursos e seu poder, mantendo a população na ignorância, oferecendo uma educação muito básica, de qualidade questionável, mas ainda assim sendo venerado, por ser uma pessoa muito boa e oferecer serviços gratuitos à população (gratuitos e péssimos, mas são gratuitos, oras). E assim, alguns empresários e governos se aliam, visando apenas benefícios próprios, deixando a população às traças.

Dessa maneira as ideias deterministas de perpetuam, se aproveitando da ignorância de um povo, que é incapaz de pensar por si, de ser crítico perante os fatos que interferem diretamente em suas vidas. Dessa forma o social interfere no psiquismo, que interfere no orgânico, que interfere no social e assim vai…

Relacionando isso a eventos atuais

Vamos falar sobre uma questão que está em alta nas últimas semanas e que podemos ligar a tudo o que foi apresentado até aqui. Vamos falar sobre suicídio e o jogo da baleia azul.

São assuntos muito sérios, que devem ser tratados com extremo cuidado, e que hoje estão na boca do povo. E como o povo é formado por muita gente, por gente que pensa de maneira determinista, que desconsidera diversas questões, até esse assunto que é sério, está sendo banalizado.

Encontrar piadinhas ou discursos superficiais sobre o caso da baleia azul é muito fácil, basta acessar o Facebook. Há piadas que dizem “Se essas pessoas jogassem o jogo ‘carteira azul’ – uma alusão à carteira de trabalho – elas não pensariam em se matar”. Esse é mais um exemplo de ideia determinista, que tenta dizer que o trabalho resolve todos os problemas que uma pessoa pode ter. O trabalho pode tanto solucionar, quanto causar problemas na vida de alguém. Outros discursos dizem que tudo seria resolvido com uma boa chinelada. Não passam de uma visão desfocada sobre todas as questões que englobam o suicídio e esse jogo.

Um levantamento feito pela WHO (World Health Organization), aponta que quase 800,000 pessoas cometem suicídio a cada ano, no mundo todo. No Brasil, o índice aponta que a cada 100 000 pessoas, 6,3 se suicidam. Levando em conta que o suicídio é uma contradição ao nosso instinto de sobrevivência, esse é um número alarmante.

Um olhar biopsicossocial sobre a questão

Diversas variáveis podem levar alguém a cometer o ato de se suicidar. Por isso um olhar abrangente é o mais adequado para essa situação. Até mesmo no atendimento de pessoas com comportamentos suicidas não se considera apenas uma especialidade, sendo necessário um trabalho multidisciplinar. O psicólogo, por exemplo, que atender essa pessoa não trabalhará sozinho, ele contará com a ajuda do psiquiatra, do fisioterapeuta, de todo profissional que estiver disponível para ajudar a pessoa que está em sofrimento. A família também constitui parte importantíssima dessa equipe, talvez até a mais importante. Há diversos artigos acadêmicos que abordam esse assunto, como ESSE, por exemplo.

Uma pessoa que começa a jogar o jogo da baleia azul, pode ser alguém que já pensou em se matar, ou até mesmo alguém que jamais pensou nisso, apenas um curioso. E como os mais interessados são crianças e jovens adolescentes, as pessoas por trás disso, que estão ali manipulando esses seres ingênuos, acabam desencadeando os problemas que se sucederão. Uma criança certamente ficará com medo de ameaças, mesmo que esse tal moderador more longe, pois ela é apenas uma criança. Uma pessoa com comportamentos suicidas pode encontrar no jogo um pretexto para concretizar o ato, ou ele pode funcionar como um reforçador para a ocorrência esse tipo de pensamento e comportamento. O problema não está nas pessoas, está em suas questões sociais, nas questões que englobam a vida, e também está na pessoa que comanda esse tipo de jogo.

Como encontrar uma solução?

Temos aqui uma pergunta nada simples de ser respondida. Entretanto temos alguns recursos que ajudarão. O debate sobre esse tema, o fato de estar sendo divulgado pela grande mídia, é um algo muito importante, ao menos nesse caso, já que se trata de uma mídia corrupta. Não se ouvia falar sobre suicídio antes disso, não muito. Agora todos falam sobre o tema. É preciso que um fato lastimável, de grande proporção, aconteça para que as pessoas se toquem, para que abram os olhos e passem a enxergar além. Também é muito bom ver famosos falando sobre esse assunto, pois é uma maneira mais eficaz de levar essa discussão para as camadas menos instruídas da população. Porém, não basta apenas isso.

Não é muito comum ver profissionais da saúde se pronunciando nos grandes veículos de comunicação sobre o tema, muito menos ver psicólogos debatendo, levando um argumento com mais credibilidade à população. Ainda não há esse espaço. Uma grande pena, pois quem melhor do que pessoas que estudam esse tipo de assunto para criar um debate construtivo? Não seria essa uma maneira de quebrar paradigmas e apontar a importância de um olhar biopsicossocial sobre essa e outras questões? Bem, ainda há muito o que se fazer para que isso se torne uma realidade. Até mesmo os conselhos, que deveriam proteger suas respectivas profissões, não trabalham para que essa situação se altere. Principalmente os Conselhos de Psicologia, que apresentam uma deficiência nesse olhar mais amplo perante a profissão.

Comportamentos suicidas podem indicar um pedido de ajuda, por isso é um grande erro banalizá-los. Deve-se conduzir essa situação com carinho e atenção, e contar com a ajuda de profissionais especializados e capacitados. A morte para um suicida pode representar um alivio ou libertação, porém é um grande sofrimento para quem fica, para a pessoa que ficará a vida toda buscando um porquê. São questões que envolvem o indivíduo e a sociedade, jamais será algo individual.

Textões não resolverão esses problemas, porém são grandes fontes de informação, reflexão e debate (quando escritos de forma construtiva). Qualquer forma construtiva de se colocar o tema em evidência é válida. A internet está cheia de informações boas e ruins, basta filtrá-las. O conhecimento nunca é demais. Fugir da ignorância é sempre o melhor caminho.

Fica aqui a recomendação de leitura do livro “O último adeus” (Darkside Books, 2016). Nele, a escritora Cynthia Hand narra a sobre o sofrimento de uma família, na qual um membro acabou se suicidando. Muito da história é baseado na vida pessoal da escritora, pois o mesmo aconteceu em sua família. Uma boa reflexão sobre o assunto. E é isso que espero de você ao final dessa leitura, uma maior reflexão.

Por que não tentar acolher um sujeito passando por algum tipo de sofrimento, oferecendo ajuda, orientação e afeto, ao invés de criticá-lo?

Alan Martins

as_questoes_alem_dos_olhos
Imagem de Jim Jackson (Modificado). Publicada sob licença CC0 1.0 Universal (CC0 1.0). Disponível em: https://www.pexels.com/photo/black-and-white-man-young-lonely-48566/.

Licença Creative Commons
Este blog está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

AS QUESTÕES QUE ESTÃO ALÉM DO ALCANCE DOS NOSSOS OLHOS

MINHAS LEITURAS #15: CAÇANDO CARNEIROS – HARUKI MURAKAMI

Título: Caçando carneiros
Autor: Haruki Murakami
Editora: Alfaguara
Ano: 2014
Páginas: 336
Tradutora: Leiko Gotoda
Veja o livro no site da editora: http://www.objetiva.com.br/livro_ficha.php?id=1427

— As células se renovam a cada mês, até mesmo neste exato momento em que conversamos — disse ela estendendo a mão delicada diante dos meus olhos. — Quase tudo o que você pensa saber a meu respeito são apenas lembranças. (MURAKAMI, H. 2014, p. 183-184)

Esta obra, que é uma mistura de muitos gêneros, é o último livro da chamada “Trilogia do Rato”, além de ser o primeiro romance publicado do grande nome da literatura japonesa contemporânea, Haruki Murakami. Bem, essa é a parte final da trilogia, porém o livro “Dance dance dance” (Alfaguara, 2015), funciona como um quarto episódio, talvez como um epílogo; porém não é tão parte da trilogia por trazer apenas alguns personagens dos livros anteriores. Enfim, aparentemente é uma trilogia, que possui um quarto livro com uma certa conexão. “Caçando carneiros” segue a história do protagonista sem nome e de seu amigo, o Rato, apresentados nas histórias anteriores “Ouça a canção do vento & Pinball 1973” (Alfaguara, 2016). VEJA a resenha que fiz sobre essas duas novelas que foram publicadas em volume único aqui no Brasil. Continuar lendo “MINHAS LEITURAS #15: CAÇANDO CARNEIROS – HARUKI MURAKAMI”

MINHAS LEITURAS #15: CAÇANDO CARNEIROS – HARUKI MURAKAMI

5 LIVROS QUE DARIAM ÓTIMOS PESOS DE PORTA

Quando decidi criar esta lista, fiquei em dúvida quanto ao título que a daria. Eu poderia chama-la de “5 livros que poderiam ser utilizados como arma”, até porque vou falar sobre livros enormes, que, se arremessados na cabeça de alguém, poderiam matar o indivíduo ou causarem sérios danos. Mas eu não quero fazer apologia à violência aqui no meu blog. Não, prezo pela paz e espero que você também siga esse caminho, caro leitor.

Minha amiga Jéssica, que é mais louca por livros do que eu e é dona do canal Jéssica Lopes (faz sentido), sugeriu o título “Calhamaços da estante”, que eu não achei chamativo, preferi esse que utilizei, pelo tom humorístico que carrega (espero que você ache esse um título engraçado – desculpa, Jéssica). Enfim, a Jéssica e eu decidimos criar um conteúdo com a mesma ideia, ela em formato de vídeo para o seu canal, e eu escrevendo um post. Dessa forma, com bom humor, venho apresentar 5 “tijolos” que possuo em minha estante, que são tão bons quanto o número de páginas que possuem (confesso que não li todos eles ainda). Livros grandes assim demandam muito tempo e vontade do leitor, ainda mais se apresentarem uma leitura arrastada, porém o final da leitura é recompensado pelo sentimento de uma missão extremamente difícil que foi concluída com sucesso. Após conferir minha lista, dê uma olhada na LISTA da Jéssica, para encontrar mais calhamaços como esses. Continuar lendo “5 LIVROS QUE DARIAM ÓTIMOS PESOS DE PORTA”

5 LIVROS QUE DARIAM ÓTIMOS PESOS DE PORTA

DA INOCÊNCIA À REALIDADE: A INFÂNCIA E A VIDA ADULTA

Se perguntarmos para alguém sobre a diferença entre a infância e a vida adulta, uma resposta será dada sem qualquer dificuldade. Uma diferença, seja qual for, será apontada. Isso mostra com total clareza que a vida muda quando deixamos de ser criança e nos vemos como adultos. São fases distintas e muito bem caracterizadas. Dentre as milhões de divergências que poderiam ser pontuadas entre essas duas fases, esse post vai discutir sobre uma em particular, uma característica muito marcante, porém uma que poucos localizariam logo de cara, como uma primeira resposta. Talvez uma criança possa apontar isso com mais facilidade, todavia seria uma resposta mais rara em um adulto, a não ser que se trate de um adulto sonhador. Acredito que o título resume muito bem a discussão que virá a seguir, apenas com menos detalhes. Continuar lendo “DA INOCÊNCIA À REALIDADE: A INFÂNCIA E A VIDA ADULTA”

DA INOCÊNCIA À REALIDADE: A INFÂNCIA E A VIDA ADULTA

CORRA! CONCURSO LITERÁRIO NA CIDADE DE TUPÃ/SP

Como alguns do seguidores deste modesto blog são artistas, escritores de contos e poesias, sinto a necessidade de divulgar essa informação.

Esse ano está ocorrendo em Tupã, uma cidade do interior de São Paulo, onde nasci e resido, o Prêmio Nacional de Artes da Estância Turística de Tupã – 6° Festival de Literatura. Trata-se de um concurso literário, que visa incentivar a escrita e a leitura no município, que apesar de pequeno, conta com uma ampla gama de leitores e escritores. O município até conta com uma academia de letras, a ACLAT (Acadêmia de Letras e Artes de Tupã). Por ser um concurso nacional, a inscrição não está restrita somente à população local, mas sim para todo território nacional. E muita gente de fora se inscreve mesmo. Continuar lendo “CORRA! CONCURSO LITERÁRIO NA CIDADE DE TUPÃ/SP”

CORRA! CONCURSO LITERÁRIO NA CIDADE DE TUPÃ/SP

MINHAS LEITURAS #14: OUÇA A CANÇÃO DO VENTO & PINBALL 1973 – HARUKI MURAKAMI

Título: Ouça a canção do vento & Pinball 1973
Autor: Haruki Murakami
Editora: Alfaguara
Ano: 2016
Páginas: 264
Veja o livro no site da editora: http://www.objetiva.com.br/livro_ficha.php?id=1693
Tradutora: Rita Kohl

Onde há uma entrada, há sempre uma saída. A maioria das coisas é assim. Caixas de correio, aspiradores de pó, zoológicos, garrafas de shoyu. Também tem coisas que não são assim, claro. Ratoeiras, por exemplo (Murakami, 2016, p. 139).

Um ícone da literatura japonesa

Talvez a literatura japonesa não seja a literatura estrangeira mais difundida no Brasil, a influência dos animes e dos videogames japoneses parece ser muito maior do que a da literatura por aqui. Entretanto, Haruki Murakami, um dos maiores nomes da escrita japonesa da atualidade, é muito apreciado pelos brasileiros. Murakami é um autor aclamado mundialmente, vencedor de diversos prêmios, com toda certeza seu nome será lembrado por muitos anos. Ouça a canção do vento & Pinball 1973 são suas primeiras publicações. Trata-se de duas novelas que, junto do romance Caçando carneiros (Alfaguara, 2014), fazem parte de uma trilogia, a trilogia do Rato. As duas novelas foram publicadas separadamente, em 1979 e 1980 respectivamente, porém a editora Alfaguara publicou-as juntas em um único livro, pela primeira vez no Brasil. Continuar lendo “MINHAS LEITURAS #14: OUÇA A CANÇÃO DO VENTO & PINBALL 1973 – HARUKI MURAKAMI”

MINHAS LEITURAS #14: OUÇA A CANÇÃO DO VENTO & PINBALL 1973 – HARUKI MURAKAMI

MINHAS LEITURAS #13: ESSENCIAL FRANZ KAFKA – FRANZ KAFKA

Título: Essencial Franz Kafka
Autor: Franz Kafka
Editora: Penguin-Companhia
Ano: 2011
Páginas: 304
Veja o livro no site da editora: http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=85033

Apesar de considerarmos, hoje, Franz Kafka um dos maiores prosadores do século XX, ao lado de James Joyce e Marcel Proust, devemos ficar cientes de que nem sempre foi assim. Sua carreira como escritor foi curta, assim com sua vida; faleceu antes de completar 41 anos, vítima de tuberculose – é incrível como vários autores famosos do final do século XIX e início do século XX morreram por consequências dessa doença, parecia até um pré-requisito para se tornar um escritor. Em vida, foi um autor quase desconhecido, seu sucesso e reconhecimento vieram após sua morte, infelizmente. Sua produção literária não é tão vasta, escreveu alguns romances, porém gostava mesmo era de escrever contos e novelas, alguns publicados durante sua vida, outros posteriormente, pelo amigo Max Brod, que não queimou os manuscritos de Kafka, como ele mesmo havia solicitado. O livro Essencial Franz Kafka reúne alguns contos e novelas mais importantes do autor de língua alemã mais lido no mundo (tirando os best-sellers, que são considerados uma cultura criada pelo comércio e não arte, como diz Modesto Carone), e que influencia o mundo literário até hoje. Kafka é a arte em sua versão mais refinada. Continuar lendo “MINHAS LEITURAS #13: ESSENCIAL FRANZ KAFKA – FRANZ KAFKA”

MINHAS LEITURAS #13: ESSENCIAL FRANZ KAFKA – FRANZ KAFKA

MINHAS LEITURAS #12: JOYLAND – STEPHEN KING

Título: Joyland
Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Ano: 2015
Páginas: 240
Veja o livro no site da editora: http://www.objetiva.com.br/livro_ficha.php?id=1568

Stephen King é um dos meus autores favoritos, já li vários de seus livros e tenho muitos outros que ainda estão na fila. Conhecido como “O Mestre das histórias de terror”, ultimamente tem escrito obras que fogem um pouco desse gênero que o consagrou como um dos maiores escritores dos Estados Unidos. Noto, também, que seus livros mais recentes possuem uma escrita em primeira pessoa. Joyland segue esse padrão “King mais maduro”. Foi publicado, originalmente, pela editora estadunidense Hard Case Crime, que publica crime fictions, ou seja, romances policiais (em uma tradução aproximada). A capa do livro traz a seguinte citação da revista Entertainment Weekly: “Uma das histórias mais bem escritas de King… Profunda, divertida, cheia de reviravoltas, despretensiosa e, por fim, arrasadoramente triste.”. Concordo em partes. Essa é, sim, uma das histórias mais bem escritas de King, o tempo só fez bem a sua habilidade, hoje ele é um escritor muito melhor do que 20 anos atrás. Posso concordar até com o restante, mas não com a parte das reviravoltas, só há uma nessa história, que fica até meio óbvia com o desenrolar do enredo. Continuar lendo “MINHAS LEITURAS #12: JOYLAND – STEPHEN KING”

MINHAS LEITURAS #12: JOYLAND – STEPHEN KING

MINHAS LEITURAS #11: ANDROIDES SONHAM COM OVELHAS ELÉTRICAS? – PHILIP K. DICK

Título: Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?
Autor: Philip K. Dick
Editora: Aleph
Ano: 2014
Páginas: 272
Veja o livro no site da editora: http://www.editoraaleph.com.br/androides-sonham-ovelhas-eletricas-/p

O que nos torna humano? O que nos diferencia de outras coisas? Seria a empatia? Essa talvez seja a principal questão abordada por Philip Kindred Dick em Androides Sonham com Ovelhas Elétricas?. Livro que não é apenas uma simples ficção científica, das boas aliás, mas é um livro que aborda questões sobre o ser humano, com grande teor filosófico. Continuar lendo “MINHAS LEITURAS #11: ANDROIDES SONHAM COM OVELHAS ELÉTRICAS? – PHILIP K. DICK”

MINHAS LEITURAS #11: ANDROIDES SONHAM COM OVELHAS ELÉTRICAS? – PHILIP K. DICK