ORGANIZAÇÕES QUE APRENDEM E GESTÃO DO CONHECIMENTO

As organizações do século XXI têm investido pesado na gestão do conhecimento, pois isso é algo que pode diferenciar uma empresa das demais. O conhecimento sobre um bem, um produto ou cliente passa a ser uma informação valiosíssima para uma empresa. Temos hoje o desafio de se considerar a gestão do conhecimento como ferramenta estratégica, como uma forma de gerir pessoas que busque a eficiência e eficácia, pois só dessa maneira uma empresa pode sobreviver nessa nova realidade, que é a Era das Informações.

A criação de valores que se transformam em estratégias competitivas nesse mercado competitivo é uma vantagem que uma empresa pode obter sobre outra. Um dos pilares das iniciativas de gestão de conhecimento no âmbito organizacional é a infraestrutura tecnológica, pois proporciona segurança, disponibilidade e acesso rápido ao conhecimento.

Há alguns pontos importantes que a empresa deve viabilizar para a implantação da gestão do conhecimento. Os portais corporativos, que auxiliam a tomada de decisões, por ser uma forma de acesso rápido a um número enorme de informação. Os sistemas de gestores de conteúdo visam a facilitação da codificação e a publicação de conteúdos de maneira imediata. As comunidades práticas são grupos de pessoas, unidos por especialidade, onde compartilham o conhecimento. O ensino à distância, um método de ensino que utiliza a tecnologia como método, em tempo e espaço não-fixos.

Atualmente, as empresas dependem cada vez mais de dados e informações, além de um canal de comunicação que viabilize a manipulação desses recursos. As organizações que aprendem apresentam maior evolução, pois conseguem compartilhar conhecimento e promover a aprendizagem. Essas organizações são formadas por pessoas que sempre estão em busca de aumentar a capacidade de criar resultados. Elas aprendem através do indivíduo, para depois se tornar algo compartilhado. É preciso que a organização enxergue além, removendo qualquer tipo de barreira, dando voz aos seus colaboradores (atualmente é preferível a utilização desse termo em substituição de “funcionário”, que coloca a pessoa como uma ferramenta da empresa — simbolismos que contribuem para uma melhor gestão empresarial).

Para uma organização aprender a reaprender, ela deve dominar algumas disciplinas básicas. O domínio pessoal, que possibilita a expansão da visão pessoal. Os modelos mentais, relacionados a modificações administrativas. A visão compartilhada, a necessidade de um compartilhamento mútuo entre os membros da empresa. A aprendizagem em equipe, onde se presa pelo trabalho em equipe em busca do conhecimento. O pensamento sistêmico, que é uma síntese de todos os outros conhecimentos.

Algumas deficiências podem deixar uma empresa vulnerável, por isso é importante que ela as identifique e trabalhe para corrigi-las. É preciso que uma empresa trabalhe em busca de uma harmonia entre funcionários e organização, sempre prezando o diálogo entre as equipes de trabalho, tornando-se uma empresa que aprende com erros e acertos.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

SANTOS, Valério Givisiez Vilete. A gestão do conhecimento e as organizações que aprendem. Revista Eletrônica FACE, Aracruz, p.1-16, nov. 2012.


O mundo mudou e passou por diversas transformações ao longo das décadas, principalmente após a Revolução Industrial. O mesmo ocorreu com as organizações. Na primeira metade do século XX, a Era da Industrialização Clássica, o poder dentro de uma organização era centralizado e os funcionários cumpriam ordens, dentro de uma hierarquia verticalizada. Após a Segunda Guerra Mundial, o mundo passou por diversas mudanças, Essa foi a Era da Industrialização Neo-Clássica. Foram criados modelos menos centralizados, chamados de laterais. Nessa época que os Recursos Humanos (RH) foram “criados”. Os funcionários eram vistos como recursos das empresas, assim como uma máquina ou ferramenta também é um recurso da mesma.

Na década de 1990, houve uma grande revolução tecnológica, o que dá início à Era da Informação. As empresas precisaram se adaptar a esse novo momento, onde o fluxo de informações é muito rápido e constante. O trabalho precisa ser rápido e eficiente. Hoje temos a Gestão de Pessoas, que é uma evolução do RH. Hoje se preza pela colaboração entre todos em uma empresa, vemos o poder mais descentralizado, a hierarquia não é clara. São modelos que prezam pelo diálogo e o conhecimento. O mundo mudou, todos precisam se adaptar. Um dos modelos mais eficientes da atualidade é a Gestão de Pessoas, que, em um futuro não muito distante, será substituído por outro, mais eficaz.

As mudanças estão sempre aí, é mais interessante se adaptar à elas do que tentar manter uma tradição pautada em modelos antigos e ineficientes.

gestao_pessoas_destaque
Autor da imagem: Geralt. Publicada sob licença CC0 Public Domain. Disponível em: https://pixabay.com/photo-626881/.

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.

ORGANIZAÇÕES QUE APRENDEM E GESTÃO DO CONHECIMENTO

MINHAS LEITURAS #23: O RETRATO DE DORIAN GRAY – OSCAR WILDE

Título: O retrato de Dorian Gray
Autor: Oscar Wilde
Editora: Penguin-Companhia
Ano: 2012
Páginas: 264
Tradução: Paulo Schiller
Veja o livro no site da editora: http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=85056

“[…]gente extremamente antiquada que não se dera conta de que vivia em uma época em que as coisas desnecessárias eram as únicas necessidades[…]” (WILDE, Oscar. O retrato de Dorian Gray. Penguin-Companhia, 2012. p. 112)

Um romance filosófico do final do século XIX, que ainda se mantém atual. O único romance publicado de Oscar Wilde gerou muita polêmica em sua época e hoje é considerado um clássico da literatura britânica. Um pouco da vida do autor e de suas ideias estão refletidas nesse livro, pois ele possuía uma vida tão polêmica quanto suas obras. Conheça um pouco sobre o autor e esse título, que é repleto de interpretações, um prato cheio para quem gosta de uma boa leitura e, principalmente, para quem gosta de psicologia. Continuar lendo “MINHAS LEITURAS #23: O RETRATO DE DORIAN GRAY – OSCAR WILDE”

MINHAS LEITURAS #23: O RETRATO DE DORIAN GRAY – OSCAR WILDE

EDUCAÇÃO INCLUSIVA: O QUE É?

Estudiosos concordam que inclusão não se refere apenas às crianças com deficiência, mas também a todos que sofrem qualquer forma de exclusão educacional (FERREIRA, 2005). A Educação Inclusiva vem crescendo no mundo todo, propondo que toda criança tem direito à uma educação de qualidade, para isso as escolas devem se adaptar. Esse movimento cresceu muito após a Declaração Mundial de Educação para Todos e Diretrizes de Ação para o Encontro das Necessidades Básicas de Aprendizagem, em 1990.

O principal objetivo do movimento pelas escolas inclusivas é o de rompimento com práticas pedagógicas autoritárias e alienantes (FERREIRA, 2005). A maioria dos professores não dão espaço aos alunos, com práticas que não promovem autonomia, mas sim práticas de controle. Continuar lendo “EDUCAÇÃO INCLUSIVA: O QUE É?”

EDUCAÇÃO INCLUSIVA: O QUE É?

MINHAS LEITURAS #22: FANTASMAS DO SÉCULO XX – JOE HILL

Título: Fantasmas do século XX
Autor: Joe Hill
Editora: Sextante
Ano: 2008
Páginas: 288
Tradução: Fernanda Abreu
Veja o livro no site da editora: http://www.editoraarqueiro.com.br/livros/fantasmas-do-seculo-xx-esgotado/

Toda ficção era um faz-de-conta, o que tornava a fantasia mais válida (e mais honesta) do que o realismo. (HILL, Joe. Fantasmas do Século XX, Sextante, 2008. In: O melhor do novo horror, p. 24

A citação acima fala um pouco sobre o livro. Essa é uma coletânea com 17 contos do autor Joe Hill, seu primeiro livro publicado. Apesar do título remeter mais ao terror, pois nos faz pensar em fantasmas, não se trata de histórias aterrorizantes, que te deixarão com medo. O gênero fantasia é mais forte que o horror aqui. Temos uma ampla gama de estilos, temos uma história de fantasma, outra sobre sequestradores, sobre psicopatas com poderes especiais, sobre a vida em família, um escritor excêntrico; enfim, são contos bem diferentes uns dos outros, deixando o livro mais dinâmico, menos repetitivo. E, para quem não sabe, Joe Hill é filho de um autor muito famoso. Continue lendo e descubra mais sobre o autor e essa obra. Continuar lendo “MINHAS LEITURAS #22: FANTASMAS DO SÉCULO XX – JOE HILL”

MINHAS LEITURAS #22: FANTASMAS DO SÉCULO XX – JOE HILL

CAPITALISMO E DIREITOS HUMANOS

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, redigida em 1948, após as atrocidades cometidas durante a Segunda Guerra Mundial, é uma tentativa de delinear uma série de direitos básicos e foi adotada pela Organização das Nações Unidas (ONU). Se compreendermos esses diretos como pré-estatais, caímos na ideia liberal de direito natural; considerando-os direitos morais, são direitos sem valor algum diante de um tribunal (Lohmann, 2013). Para que os Direitos Humanos se tornem direitos jurídicos, é preciso que o Estado forneça meios de garanti-los, através de políticas públicas, a partir do momento em que os Estados se comprometeram a promover uma cooperação com a Declaração (ONU, 1948).

Segundo Alves (2012), os Direitos Humanos saíram de moda. Isso se deve, em grande parte, ao fato da grande onda neoliberal que assola o mundo desde a década de 1980. Uma sociedade liberal é pautada no capitalismo e no individualismo, assim como no enfraquecimento do poder do Estado. Desde essa época, estados de bem-estar social, provedores de direitos, tendem a sucumbir (Justo, 2008). Continuar lendo “CAPITALISMO E DIREITOS HUMANOS”

CAPITALISMO E DIREITOS HUMANOS

E SE AS CAPAS DOS LIVROS FOSSEM MEMES?

Existem livros com capas chamativas, que realmente transmitem a ideia do livro, seja de uma maneira bonita, macabra ou misteriosa. Há, também, aquelas capas bem toscas, que parecem terem sido feitas por crianças de sete anos de idade. Bem, de uma forma ou de outra, a capa do livro chama a atenção de um possível comprador, seja de maneira positiva, ou negativa. Uma boa capa pode cativar e fazer com que o livro seja vendido, uma capa ruim pode espantar o cliente, mesmo que o conteúdo do livro seja bom. Mas, e se a premissa fosse outra? Já pensou se as editoras utilizassem imagens engraçadas, fazendo uso do humor para conseguir mais vendas? A página do Facebook “Obras literárias com capas de memes genuinamente brasileiros” já pensou nisso. A premissa da página é utilizar um meme (imagem engraçada que viraliza na internet) que tenha alguma relação com o título da obra literária, criando uma piada. Além da intenção de ser engraçada, a página acaba incentivando a leitura através do humor. Gostei bastante da ideia, é uma página muito engraçada para quem gosta de ler. Por isso, resolvi compartilhar algumas das postagens mais engraçadas da página. Espero que você goste tanto quanto eu gostei, e se assim for, aproveite e deixe um like na página, para incentivar o trabalho de seus administradores. Continuar lendo “E SE AS CAPAS DOS LIVROS FOSSEM MEMES?”

E SE AS CAPAS DOS LIVROS FOSSEM MEMES?

FUI INDICADO AO “MYSTERY BLOGGER AWARD”!

O Blog do Jauch já havia me indicado ao ‘The Versatile Blogger Award’, e dessa vez me indicou ao ‘Mystery Blogger Award’. Essas duas indicações me deixam muito feliz, pois vejo que o Jauch, um cara tão bacana e dono de um blog tão bacana quanto, curte as minhas postagens, chegando a me indicar à essas brincadeiras.

Mas do que se trata esse ‘Mystery Blogger Award’? Bem, a descrição oficial diz o seguinte:

“O ‘Mystery Blogger Award’ é um prêmio para blogueiros incríveis com postagens engenhosas. Seu blog não só cativa; ele inspira e motiva. Eles são um dos melhores e eles merecem todo reconhecimento que eles conseguem. Este prêmio também é para blogueiros que acham diversão e inspiração em blogs e fazem isso com tanto amor e paixão”. (Okoto Enigma)

São elogios que fazem todo o esforço e trabalho de se manter um blog serem recompensados. Não é fácil criar conteúdo interessante e manter o blog ativo, mas, com o feedback dos leitores, isso torna-se algo gratificante. É muito bom escrever, e é ainda melhor escrever para pessoas interessadas em te ler. Continuar lendo “FUI INDICADO AO “MYSTERY BLOGGER AWARD”!”

FUI INDICADO AO “MYSTERY BLOGGER AWARD”!

POEMA: SOBRE A ESCURIDÃO

Esse é um poema de 2012, escrito por um Alan mais jovem, fascinado por livros, histórias e jogos de terror. O resultado disso não poderia ser diferente, alguns versos sobre algo presente em qualquer boa prosa de horror: a escuridão.

A escuridão é um tema amplo, que pode ser explorado de diversas maneiras. Ninguém sabe o que se esconde na penumbra, quais criaturas se esgueiram por ela, os piores pesadelos que ela pode trazer. Enfim, nossa imaginação parece ganhar uma enorme força quando confrontada com a falta de luz. Ironicamente, a falta é o que dá luz à imaginação.

Deixo o aviso: tome cuidado com a escuridão, ela te observa, pode sentir seu medo. Continuar lendo “POEMA: SOBRE A ESCURIDÃO”

POEMA: SOBRE A ESCURIDÃO

MINHAS LEITURAS #21: ROSTO DE CAVEIRA, OS FILHOS DA NOITE E OUTROS CONTOS – ROBERT E. HOWARD

Título: Rosto de caveira, os filhos da noite e outros contos
Autor: Robert E. Howard
Editora: Martin Claret
Ano: 2013
Páginas: 306
Tradução: Bárbara Guimarães
Veja o livro no site da editora: http://www.martinclaret.com.br/index.php/rosto-de-caveira-os-filhos-da-noite-e-outros-contos/

Eu passei a acreditar que a humanidade flutua sobre as margens de oceanos secretos dos quais não tem nenhum conhecimento. HOWARD, Robert E. Rosto de caveira, os filhos da noite e outros contos. Martin Claret, 2013. In: Na floresta de Villefore, p. 176-177.

A polêmica editora Martin Claret, após sofrer acusações e processos por conta de plágio em suas traduções, o que ocasionou no fracasso da venda de partes de suas ações à Objetiva, em 2007, resolveu se redimir e investir em obras clássicas, de domínio público, com traduções próprias. Pode-se notar, hoje, uma grande quantidade de livros da editora nas lojas, tanto físicas quanto virtuais, em edições caprichadas e com preços acessíveis. Buscando a atenção do público mais jovem, trouxe ao Brasil uma coletânea com algumas histórias de Robert E. Howard, um dos maiores escritores de fantasia e terror dos EUA, que fez grande sucesso nas décadas de 1920 e 1930. Continuar lendo “MINHAS LEITURAS #21: ROSTO DE CAVEIRA, OS FILHOS DA NOITE E OUTROS CONTOS – ROBERT E. HOWARD”

MINHAS LEITURAS #21: ROSTO DE CAVEIRA, OS FILHOS DA NOITE E OUTROS CONTOS – ROBERT E. HOWARD

OS MELHORES DE MAIO

Mais um mês se iniciou para nós, seres cronológicos, termos mais alguns dias para contabilizar semanas, meses e anos; uma rotina que nos move, querendo ou não. Junho começou bem por aqui, fazendo um pouquinho de frio, um clima muito gostoso, ainda mais com as festas juninas se aproximando, não se poderia querer nada melhor. Porém, o assunto do post é outro: é o mês de maio!

Como maio foi, na sua opinião, caro leitor? Espero que tenha sido excelente, porque assim o foi para mim. Apesar da correria com meu trabalho e com a faculdade, que está me levando ao limite da pontualidade, considero que foram ótimos trinta e um dias. Posso levantar vários pontos para sustentar minha afirmação: consegui ser pontual com os trabalhos da faculdade e com o estágio, tudo vai bem em meu emprego, o blog nunca teve tantos visitantes quanto agora, nada de ruim me aconteceu. Uma eventualidade ou outra sempre aparece, mas temos que focar nas coisas boas, as ruins estão aí para serem superadas, são partes intrínsecas da vida, afinal.

Um outro ponto positivo do mês do trabalhador foi o de que fora produtivo para a leitura e para a produção aqui do blog. Consegui fazer três posts semanais, o que foi muito desafiador e gratificante. E como falo muito de literatura por aqui, dou início à uma nova sessão de posts: todo começo de mês irei fazer um ranking das melhores leituras do mês anterior! Temos quatro concorrentes esse mês: ‘As aventuras de Huckleberry Finn’, de Mark Twain; ‘As travessuras da menina má’, de Mário Vargas Llosa; ‘Caixa de pássaros’, de Josh Malerman; e ‘Nós’, de Ievguêni Zamiátin. Dessa forma, lhe apresento as melhores leituras de maio! Continuar lendo “OS MELHORES DE MAIO”

OS MELHORES DE MAIO