A neutralidade da rede está em perigo e você deveria se preocupar com isso!

Na última quinta-feira, dia 14 de dezembro, a Comissão Federal das Comunicações dos Estados Unidos (FCC, sigla em inglês), órgão que regula a área de telecomunicação e radiodifusão nesse país, decidiu deixar de classificar a internet banda larga como um serviço de utilidade pública. Isso trará consequências muito sérias para os consumidores estadunidenses e, mesmo sendo algo que ocorreu fora, nós brasileiros devemos ficar atentos sobre esse tema.

O que é a neutralidade da rede?

O ponto central da neutralidade da rede é: todo o tráfego na internet deve ser tratado igualmente. As companhias de telecomunicação, que fornecem acesso à internet, não podem dar prioridade a um serviço em detrimento de outro. Uma mensagem enviada pelo WhatsApp deve possuir a mesma prioridade de uma exibição de um vídeo no YouTube; um serviço não pode ficar mais lento para beneficiar outro. Continuar lendo “A neutralidade da rede está em perigo e você deveria se preocupar com isso!”

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A neutralidade da rede está em perigo e você deveria se preocupar com isso!

Utilizando o brincar na Terapia Comportamental

Independente do pressuposto teórico, o brincar é um instrumento necessário para o atendimento psicológico infantil, uma ferramenta de intervenção e de comunicação indispensável. O brincar pode significar instrumento de exploração do mundo, expressão de sentimento ou meio de comunicação.

O brincar como terapia

O brinquedo passou a ser investigado com mais seriedade a partir do final do século XIX. Analisando por uma perspectiva histórica, Freud deve ser considerado o primeiro a reconhecer a utilidade da brincadeira num processo terapêutico, com seu relato do caso do “Pequeno Hans”, entretanto ele não gostava da ideia de uma psicanálise infantil. Os trabalhos de Melanie Klein (a desenvolvedora da técnica do brincar como conhecemos atualmente), Ana Freud (que discordava de Klein em vários pontos) e Winnicott (que via o brincar como algo terapêutico em si mesmo), desde a década de 1920, são modelos de utilização da brincadeira como instrumento de entendimento da criança. Na década de 1950, Piaget observou de forma sistemática o papel do jogo nas fases do desenvolvimento infantil. Continuar lendo “Utilizando o brincar na Terapia Comportamental”

Utilizando o brincar na Terapia Comportamental

Minhas Leituras #47: O hobbit – J. R. R. Tolkien

Título: O hobbit
Autor: J. R. R. Tolkien
Editora: WMF Martins Fontes
Ano: 2012
Páginas: 328
Tradução: Lenita Maria Rimoli Esteves e Almiro Pisetta
Veja o livro no site da editora: https://www.martinsfontespaulista.com.br/hobbit-o-encadernado-435323.aspx/p

“Se mais de nós dessem mais valor a comida, bebida e música do que a tesouros, o mundo seria mais alegre”. (TOLKIEN, J. R. R. O hobbit. WMF Martins Fontes, 2012, p. 281)

Um dos primeiros grandes sucessos literários do gênero fantasia, livro que deu início à saga do anel — que continua em ‘O Senhor dos anéis’ — além de marcar o começo de uma mitologia completa criada pelo grande mestre da fantasia. Continuar lendo “Minhas Leituras #47: O hobbit – J. R. R. Tolkien”

Minhas Leituras #47: O hobbit – J. R. R. Tolkien

Citações #2

Há um tempo atrás, fiz um post com diversas imagens que continham citações de livros que li, e foi muito bem recebido por quem acompanha o blog. Resolvi escrever sua continuação, afinal as leituras cresceram desde então, como consequência disso, anotei muitas outras citações.

Foi um hábito que iniciei nesse ano, que, além de proporcionar relembrar momentos marcantes de algum livro, também rende algumas frases para a vida, para algum momento, seja por sua mensagem, ou por sua beleza e significado. Continuar lendo “Citações #2”

Citações #2

Minhas Leituras #46: Edda em prosa – Snorri Sturluson

Título: Edda em prosa: Gylfaginning e Skáldskaparmál
Autor: Snorri Sturluson
Editora: Ed. Barbudânia
Ano: 2014
Páginas: 344
Tradução: Artur Avelar
Veja o livro no site da editora: https://www.facebook.com/Barbudania/

Eles não sabiam onde era o seu reino, mas eles acreditavam que ele governava tudo na terra e nas nuvens, o céu e as estrelas, o mar e o clima. A fim de que isso pudesse estar relacionado e ser relembrado, eles deram seus próprios nomes a tudo, mas com as migrações de povos e multiplicação de línguas, essa crença mudou de muitas maneiras. (STURLUSON, Snorri. Edda em prosa: Gylfaginning e Skáldskaparmál. Ed. Barbudânia, 2014, p. 14)

Nunca a mitologia nórdica esteve tão em alta na cultura pop. Há diversas séries e filmes inspirados nesse tema. Uma das fontes mais preciosas sobre essa mitologia é o ‘Edda em prosa’, escrito no século XIII, livro sobre o qual falarei neste post, atualmente a edição mais completa disponível no Brasil. Continuar lendo “Minhas Leituras #46: Edda em prosa – Snorri Sturluson”

Minhas Leituras #46: Edda em prosa – Snorri Sturluson

Minhas Leituras #45: Primeiro amor – Ivan Turguêniev

Título: Primeiro amor
Autor: Ivan Turguêniev
Editora: Penguin-Companhia das Letras
Ano: 2015
Páginas: 112
Tradução: Rubens Figueiredo
Veja o livro no site da editora: https://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=85121

“Isso é a paixão!… Como não se rebelar, como suportar um golpe de qualquer mão que seja!… Mesmo da mão mais querida! Mas parece que é possível, quando se ama…” (TURGUÊNIEV, Ivan. Primeiro amor. Penguin-Companhia das Letras, 2015, p. 103-104)

Quem nunca se apaixonou pela primeira vez? Você se lembra de como se sentiu, as novas sensações que experimentou? É sobre isso que Ivan Turguêniev escreve nessa novela, dentre toda sua obra, uma das mais cultuadas. Continuar lendo “Minhas Leituras #45: Primeiro amor – Ivan Turguêniev”

Minhas Leituras #45: Primeiro amor – Ivan Turguêniev

Novembro e a luz no fim do túnel

Foi mais ou menos dessa forma que vi o mês de novembro. Muita coisa iria melhorar quando esse mês terminasse, e isso estava claro logo em seu início: os trinta dias que estavam por vir seriam duros, porém, ao final, haveria alívio. Último bimestre, últimas provas, trabalhos para serem entregues, estágio se encerrando, prazos apertados.

Dezembro iniciou-se sexta-feira, hoje é domingo, o terceiro dia do mês que encerra o ano. Consigo respirar com mais tranquilidade, afinal estou de férias, ao menos da faculdade, o que já significa uma preocupação a menos. Novembro foi puxado nos estudos, entretanto muito recompensador. O estágio prático, que ocorreu ao longo do ano e encerrou-se em novembro, parte da formação de um psicólogo, foi uma grande experiência. Tive uma ótima supervisora, grande conhecedora das técnicas da Análise do Comportamento. Aprendi muito com ela e com os atendimentos práticos. Passei a conversar com pessoas da minha sala com as quais eu não possuía um grande contanto, pois tornaram-se meus colegas de supervisão.

Apesar da correria, não deixei o blog de lado e mantive as postagens constantes, algo que gosto muito. Espero, nesses dois meses de férias, criar posts mais interessantes. Sem outras preocupações e com mais tempo livre para escrever e pensar, acho que isso será possível. Ademais, espero ler ainda mais nessas férias, hábito que mantive em novembro. Em geral, foram livros mais curtos, por conta da escassez de tempo, porém tamanho não quer dizer qualidade. Uma obra pode dizer muito em poucas páginas, isso depende da habilidade do escritor.

Seguindo um outro hábito, vamos ao ranking do mês de novembro! Continuar lendo “Novembro e a luz no fim do túnel”

Novembro e a luz no fim do túnel

Transtornos de ansiedade: uma visão analítico-comportamental

A definição de ansiedade dá-se como um estado emocional desagradável acompanhado de desconforto somático, que guarda relação com o medo. Também é frequentemente definida por três perspectivas de observação diferentes: uma com base na descrição verbal do estado interno; pela avaliação de padrões fisiológicos e comportamentais; e por meio de operações experimentais. Enquanto fenômeno clínico, define-se a ansiedade: quando implica um comportamento ocupacional do indivíduo, que comprometa suas atividades profissionais, sociais e acadêmicas; quando envolve um grau de sofrimento considerado pelo indivíduo como significativo; e quando as respostas de evitação e eliminação ocuparem a maior parte do dia.

Esquiva fóbica, uma resposta emitida na presença de um evento ameaçador, com a intenção de amenizar ou adiar esse evento, é um padrão característico dos transtornos de ansiedade. A contingência de fuga/esquiva pode ser mantida pelo adiamento ou retirada do evento aversivo. Atualmente, propõe-se a exposição com prevenção de respostas como principal estratégia, que pode ser realizada de maneira imaginária ou com a exposição real. Porém, também é importante verificar as variáveis de natureza encoberta e como a proposta de intervenção poderia ser ampliada. Continuar lendo “Transtornos de ansiedade: uma visão analítico-comportamental”

Transtornos de ansiedade: uma visão analítico-comportamental

Freud e o ato falho

Em um breve texto de 1935, intitulado ‘As sutilezas de um ato falho’, Sigmund Freud (1856-1939), o fundador da psicanálise, apresenta um de seus conceitos, o ato falho, e como o título deixa bem claro, a questão central é a sutileza desse ato.

Caracteriza-se um ato falho um erro na fala, escrita, memória ou até mesmo uma ação física. O sujeito o compreende como errado, por exemplo, ter dito uma palavra, quando sua real intenção era falar outra. Entretanto, para a psicanálise, não houve um erro, mas sim um desejo do inconsciente que foi realizado através do ato falho, que acaba tomado por um erro devido ao conteúdo inconsciente ser desconhecido ao sujeito. Continuar lendo “Freud e o ato falho”

Freud e o ato falho

Minhas Leituras #44: O estrangeiro – Albert Camus

Título: O estrangeiro
Autor: Albert Camus
Editora: Record/Altaya
Ano: 1995
Páginas: 122
Tradução: Valerie Rumjanek
Veja o livro no site da editora: http://www.record.com.br/livro_sinopse.asp?id_livro=24974

“Perguntou-me, depois, se eu não estava interessado em uma mudança de vida. Respondi que nunca se muda de vida; que, em todo caso, todas se equivaliam, e que a minha, aqui, não me desagradava em absoluto”. (CAMUS, Albert. O estrangeiro. Record-Altaya, 1995, p. 46)

Um livro curto, mas que diz muito, pois nos faz pensar. Esse é ‘O estrangeiro’, um romance filosófico, a obra mais conhecida de Albert Camus, que também falou muito, apesar de uma vida consideravelmente curta aqui neste mundo. Continuar lendo “Minhas Leituras #44: O estrangeiro – Albert Camus”

Minhas Leituras #44: O estrangeiro – Albert Camus