Como conhecemos as pessoas?

O que é conhecer alguém? Como esse processo acontece?

“Não vemos as pessoas como elas são, mas sim como nós somos”.

Em nossa interação com as outras pessoas, registramos o que acontece de forma mais ou menos distorcida, em função de nossos interesses, vieses, atitudes e formas de fazer atribuições.

Dificilmente não temos uma teoria implícita de personalidade, da qual pessoas com determinados traços seguirão os comportamentos já esperados. A crença nesse tipo de teoria facilita nosso entendimento sobre as intenções e comportamentos das pessoas. Às vezes possuímos teorias sobre determinados grupos. É o que os psicólogos sociais chamam de estereótipos e que consistem na atribuição de determinados traços aos membros de um certo grupo.

Esses estereótipos possuem algo de verdadeiro, porém podem ser totalmente falsos em um caso particular. É comum dizer que todo político é corrupto, mas há exceções, alguns políticos são honestos, pois esses estereótipos decorrem da generalização de observações individuais dos indivíduos desse grupo. Um estereótipo integrado por aspectos puramente negativos, como o do exemplo acima, é chamado de preconceito. Continuar lendo “Como conhecemos as pessoas?”

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Como conhecemos as pessoas?

Minhas Leituras #34: Madame Bovary – Gustave Flaubert

Título: Madame Bovary
Autor: Gustave Flaubert
Editora: Nova Alexandria
Ano: 2009
Páginas: 360
Tradução: Fúlvia M. L. Moretto
Veja o livro no site da editora: http://www.lojanovaalexandria.com.br/madame-bovary.html

“O amor não precisaria, como as plantas indianas, terrenos preparados, uma temperatura própria?” (FLAUBERT, Gustave. Madame Bovary. Nova Alexandria, 2009, p. 64)

Considerado o “romance dos romances”, ‘Madame Bovary’ é o marco da narrativa realista moderna. Romance tanto em gênero literário, quanto em estilo de composição em prosa, este livro inspirou diversos autores, para citar um, por exemplo, o vencedor do Nobel Mario Vargas Llosa. Como boa parte dos clássicos do século XIX, gerou polêmica quando foi publicado, recebendo uma tentativa de censura. Conheça um pouco mais sobre essa obra, cultuada até os dias atuais e que estava à frente de seu tempo. Continuar lendo “Minhas Leituras #34: Madame Bovary – Gustave Flaubert”

Minhas Leituras #34: Madame Bovary – Gustave Flaubert

Jamiroquai: o Acid Jazz não morreu

Liderada por Jay Kay, a banda britânica, formada em 1992, fez grande sucesso em sua primeira década de existência, principalmente em 1997, com o álbum ‘Travelling without moving’, que rendeu um Grammy na categoria ‘Melhor performance pop por um duo ou grupo com vocais’.

Em seus primeiros anos, o Jamiroquai criou uma identidade própria. Suas canções ficaram marcadas pela renovação que trouxeram ao jazz e ao funk, tornando-se um dos grandes nomes do movimento ‘Acid jazz’. O vocalista, Kay, talvez seja a maior marca da banda, com seu modo particular de se vestir nos shows e por seus chapéus extravagantes. Ele inspirou o logo que está presente em quase todos os álbuns, a silhueta intitulada ‘Buffalo Man’. Continuar lendo “Jamiroquai: o Acid Jazz não morreu”

Jamiroquai: o Acid Jazz não morreu

Alguns (dos vários) pontos negativos da liminar que permite tratar a homossexualidade como doença

Com a decisão tomada pelo juiz federal Waldemar Cláudio de Carvalho na última sexta-feira, 15/09, uma liminar que permite psicólogos tratarem a homossexualidade como uma doença foi concedida. Essa medida enfraquece a resolução 01/1999 do Conselho Federal de Psicologia (CFP), resolução essa que estabelece normas em relação à atuação do psicólogo em questões sobre a orientação sexual e não impede que estudos nessa área sejam realizados.

Essa decisão desagradou a categoria e grande parte da população, pois representa um grande retrocesso para a comunidade LGBT, que sempre foi discriminada ao longo das décadas e, recentemente, após diversas mudanças constitucionais, vinha obtendo o respeito que merece, assim como qualquer ser humano. Além disso, demonstra uma enorme falta de empatia e assemelha-se a uma maneira de se mascarar preconceitos (Freud chamaria isso de sublimação).

Vários pontos negativos surgirão a partir de então. Tentarei elencar alguns que mostram como a liminar, concedida pela Justiça Federal do Distrito Federal, não faz nenhum sentido e trará diversos prejuízos para os homossexuais, para a profissão de psicólogo e para a sociedade. Continuar lendo “Alguns (dos vários) pontos negativos da liminar que permite tratar a homossexualidade como doença”

Alguns (dos vários) pontos negativos da liminar que permite tratar a homossexualidade como doença

IT, A COISA – O LIVRO E O FILME

Na última sexta-feira, fui ao cinema assistir esse filme, que após várias mudanças de diretor e de projeto e uma grande campanha de marketing (ano passado havia uma onda de palhaços assassinos nos EUA, por exemplo), acabou gerando muita expectativa, se tornando o filme de terror mais aguardado do ano. Dirigido por Andy Muschietti, conhecido pelo filme ‘Mama’ (2013), e que, agora, passará a ser conhecido por ser o diretor de ‘It, a coisa’, de tão bom que o filme ficou.

O livro, uma das obras mais conhecidas e aclamadas de Stephen King é um calhamaço com mais de mil páginas e fora adaptado para uma minissérie de TV em 1991, porém nunca para o cinema, até então. Não sou a Ju Orosco, que faz grandes resenhas sobre filmes, porém vou deixar aqui minha impressão sobre o que assisti e, sendo um grande fã de King e por já ter lido a obra na qual a película se baseou, fazer uma comparação entre livro e filme. Continuar lendo “IT, A COISA – O LIVRO E O FILME”

IT, A COISA – O LIVRO E O FILME

POEMA: OLHE DEBAIXO DA CAMA

Um dos gêneros literários que mais gosto é o Terror. Livros que mexem com o imaginário, com os medos mais inconscientes. Acredito que atingir esse objetivo na literatura não deve ser algo fácil, é preciso muita criatividade e usar bem as palavras. Pensando nisso, resolvi escrever um poema voltado ao terror, com uma história sobre algo desconhecido, que persegue o narrador e que não pode ser visto. O desconhecido é sempre aterrorizante.

Será possível um poema causar medo? Continuar lendo “POEMA: OLHE DEBAIXO DA CAMA”

POEMA: OLHE DEBAIXO DA CAMA

POEMA: AQUELE SENTIMENTO ♥

Todo mundo conhece esse sentimento em questão. Conhecer por definição sim, mas dizer que todo mundo já o tenha sentido, é outra coisa.

Ele existe em diversas formas: fraternal, maternal, carnal, vários “als”. Porém sua forma mais marcante é aquela que te pega de surpresa, que te faz pensar “ferrou!”. Sabe aquele calor que dá ao conhecer alguém que lhe tira da zona do conforto? Que te faz ter pensamentos loucos? É disso que o poema fala.

O que seria de nós sem ele? Ah, aquele sentimento… Continuar lendo “POEMA: AQUELE SENTIMENTO ♥”

POEMA: AQUELE SENTIMENTO ♥

PHOENIX, OS MUTANTES FRANCESES

Calma, eu não vou falar sobre experimentos científicos feitos na França, muito menos querer fazer uma comparação com a banda brasileira formada nos anos 1960. Até o final do texto, explicarei a razão do título.

Formado no final da década de 1990 em Versalhes, França, o grupo de Rock Alternativo é composto pelos músicos Thomas Mars (vocais), Deck d’Arcy (baixo e teclado), Laurent Brancowitz (guitarra e teclado) e Christian Mazzalai (guitarra) — os dois últimos são irmãos. Em turnê, juntam-se a eles Robin Coudert, tecladista, e Thomas Hedlund, que dá um show a parte na bateria.

São grandes amigos, o que fica evidente pelo tempo que estão juntos, mais de vinte anos de carreira, sem qualquer briga ou separação. Possuem laços com outros grandes nomes do cenário pop francês, como o duo Daft Punk e a banda Air. No início, a pegada indie era muito forte, o que não mudou muito hoje, porém a fama trouxe contratos com grandes gravadoras. Cresceram sem perder a essência. Venceram, em 2009, o Grammy na categoria de ‘Melhor álbum alternativo’; esse que foi o ano em que alcançaram o ápice do sucesso. Continuar lendo “PHOENIX, OS MUTANTES FRANCESES”

PHOENIX, OS MUTANTES FRANCESES

MINHAS LEITURAS #33: CONTOS, VOLUME 1 – H. P. LOVECRAFT

Título: Contos, volume 1
Autor: H. P. Lovecraft
Editora: Martin Claret
Ano: 2017
Páginas: 213
Tradução: Alda Porto; Lenita Maria Rimoli Esteves; Vilma Maria da Silva
Veja o livro no site da editora: http://martinclaret.com.br/livro/contos-h-p-lovecraft-volume-1/

“O máximo horror muitas vezes paralisa a memória de uma forma misericordiosa”. (LOVECRAFT, H. P.. Os ratos na parede. In: Contos, volume 1. Martin Claret, 2017, p. 115)

Quando se fala em literatura de terror, um nome que não podemos esquecer é o de Howard Phillips Lovecraft. Autor clássico do gênero, é uma inspiração para qualquer autor atual. Suas obras marcam um tipo de terror cósmico, de algo que vem de fora, que é estranho. Esta edição reúne dez contos de temáticas distintas, porém sempre com algo em comum: uma situação estranha e assustadora que envolve os protagonistas. Preparado para conhecer um pouco sobre o horror clássico? Continuar lendo “MINHAS LEITURAS #33: CONTOS, VOLUME 1 – H. P. LOVECRAFT”

MINHAS LEITURAS #33: CONTOS, VOLUME 1 – H. P. LOVECRAFT

OS MELHORES DESENHOS QUE VOCÊ JÁ VIU! (OU NÃO)

Como mostrei em outro post, gosto muito de animação, tanto de assistir, quanto de produzir. Uma animação nada mais é do que várias imagens apresentadas em sequência, que dão a sensação de movimento. Os filmes de cinema, geralmente, são exibidos a 24 quadros por segundo, ou seja, a cada 1 segundo, 24 imagens foram exibidas na tela. Para uma animação, isso não é diferente, é preciso 24 desenhos diferentes para se produzir 1 segundo de filme. Parece algo desafiador, e não nego que é, porém, hoje, existem muitas técnicas e softwares muito avançados, que deixam o trabalho mais fácil. E, por essa maior comodidade, é que muitos profissionais preferem o 3-D.

Dessa forma, se eu gosto de produzir animação, eu também gosto de desenhar. Isso é verdade. Eu cheguei a criar um site para postar esses desenhos. São desenhos digitais, feitos diretamente no computador com uma mesa digitalizadora. Eu até que tentava fazer alguns desenhos mais realistas, mas meu forte sempre foi o traço mais cartunesco. Utilizo o verbo no passado porque não desenho algo há um certo tempo, estou enferrujado, imagino.

Selecionei alguns desses desenhos e os inseri nesse post. Uns são humorísticos, outros com tendências mais realistas, outros críticos. Espero que você goste. Diga nos comentários o que achou!

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OS MELHORES DESENHOS QUE VOCÊ JÁ VIU! (OU NÃO)