Lidando com o comportamento suicida em psicoterapia

Falar sobre suicídio é algo delicado, porém muito importante. No Brasil, dados do Ministério da Saúde, coletados entre 2011 e 2015, apontam um crescimento de 12% no número de suicídios. São dados alarmantes, que devem ser colocados em pauta.

As diversas áreas do conhecimento em saúde são de grande importância para a prevenção de novos casos. Uma delas é a psicologia, que possui vasto conhecimento para ajudar na reversão desses desses índices. Não é um texto que aborda uma teoria principal, mas sim questões que todo profissional deve ficar atento ao lidar com clientes com tendências suicidas. Fukumitsu faz bons apontamentos sobre como o psicoterapeuta deve lidar com o comportamento suicida, fiz algumas anotações sobre os principais pontos. Continuar lendo “Lidando com o comportamento suicida em psicoterapia”

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Lidando com o comportamento suicida em psicoterapia

Ensaio Comportamental: trabalhando a assertividade

Ensaio Comportamental é um procedimento utilizado para ensinar comportamentos por meio de treinamentos, em práticas de intervenção. A técnica inspirou-se nos trabalhos de Moreno, criador do Psicodrama, e de Wolpe e Lazarus. Esses autores buscavam a aprendizagem de novos padrões de comportamentos que deveriam ser emitidos diante dos estímulos eliciadores de medo. Salter, autor que apontava a importância da aquisição de comportamentos assertivos nos processos terapêuticos, também serviu como inspiração para a técnica do Ensaio Comportamental; assim como os trabalhos de Skinner, criador do Behaviorismo Radical, que contribuiu para a compreensão das leis que regem os comportamentos. Continuar lendo “Ensaio Comportamental: trabalhando a assertividade”

Ensaio Comportamental: trabalhando a assertividade

Minhas Leituras #43: A senhora do lago – Andrzej Sapkowski

Título: A senhora do lago, v. 1 e 2
Autor: Andrzej Sapkowski
Editora: WMF Martins Fontes
Ano: 2017
Páginas: 304 e 266
Tradução: Olga Bagińska-Shinzato
Veja o livro no site da editora: http://www.wmfmartinsfontes.com.br/produto/318199-senhora-do-lago-a-the-witcher-a-saga-do-bruxo-geralt-de-rivia-livro-7-vol-2

“Até um homem simples, inclusive cheio de alegria, até eufórico, deveria entender que a política também é uma espécie de guerra, embora travada de uma maneira um pouco diferente” (SAPKOWSKI, Andrzej. A senhora do lago, v.2. WMF Martins Fontes, 2017, p. 139)

Em 2011, chegava às livrarias brasileiras ‘O último desejo’, uma coletânea de contos de um tal bruxo Geralt de Rívia, o primeiro livro de uma série composta por sete (oito, se contarmos um prelúdio, lançado recentemente). Agora, em 2017, a saga chega ao fim, fechando o arco dessa incrível história de fantasia em grande estilo. Continuar lendo “Minhas Leituras #43: A senhora do lago – Andrzej Sapkowski”

Minhas Leituras #43: A senhora do lago – Andrzej Sapkowski

5 livros que causaram polêmica

Não é difícil uma obra de arte gerar polêmica. Vire e mexe algum artista fere uma moral, uma religião, uma ideologia, ou um governo. Ou pode ser por causas bem diferentes, como a arte sendo utilizada para justificar atrocidades.

Muitos livros já sofreram com isso ao longo da história. Hoje a liberdade é maior, se compararmos ao que acontecia em outras épocas, como no moralista século XIX. Todavia, mesmo hoje temos casos de tentativa de censura.

Pensando nisso, apresento uma lista com cinco livros que causaram polêmica por algum motivo. E não vai pensando que apenas trago clássicos, a lista apresenta exemplos de que os autores atuais também passam por esse tipo de problema.

Sem mais delongas, confira a lista! Continuar lendo “5 livros que causaram polêmica”

5 livros que causaram polêmica

O significado dos sonhos para a Terapia Comportamental

Muitos veem o behaviorismo como uma teoria dura, que apenas enxerga o concreto, sem considerar o que se passa dentro do cliente, como a psicanálise, por exemplo. O único problema é que não é bem por aí. Para o behaviorismo radical tudo é comportamento, o simples ato de pensar já é um comportamento, que pode ser reforçado e/ou extinto. Dessa forma, esse tipo de terapia também leva em conta sonhos, mas não com interpretações, como na própria psicanálise. Esses são os chamados “eventos encobertos”.

Um pouco de behaviorês

A terapia comportamental, baseada nos conceitos da análise do comportamento, considera que eventos privados, como sentimentos, sonhos e intuições, são comportamentos encobertos. Para Skinner, a acessibilidade limitada de um evento privado não lhe concede qualquer tipo de estrutura especial. Os comportamentos encobertos, por serem considerados comportamentos, não devem ser considerados como eventos mentais ou cognitivos, pois esse tipo de consideração vai contra as propostas do behaviorismo radical. Continuar lendo “O significado dos sonhos para a Terapia Comportamental”

O significado dos sonhos para a Terapia Comportamental

Minhas Leituras #42: Medo clássico – Edgar Allan Poe

 

Título: Medo clássico, v. 1
Autor: Edgar Allan Poe
Editora: Darkside Books
Ano: 2017
Páginas: 384
Tradução: Marcia Heloisa
Veja o livro no site da editora: http://www.darksidebooks.com.br/edgar-allan-poe-medo-classico/

“Àqueles que sonham de dia, é dado a conhecer muito do que escapa aos que sonham apenas à noite”. (POE, Edgar Allan. Eleonora. In: Medo Clássico. Darkside Books, 2017, p. 263)

Inspiração para diversos autores, como H. P. Lovecraft, Stephen King e Neil Gaiman, Edgar Allan Poe ajudou a consolidar diversos gêneros literários e criou uma legião de leitores amantes do horror e do mistério. Dentre sua vasta produção de contos, a editora Darkside Books selecionou 15 e os organizou em uma bela edição, digna à importância desse grande autor. Continuar lendo “Minhas Leituras #42: Medo clássico – Edgar Allan Poe”

Minhas Leituras #42: Medo clássico – Edgar Allan Poe

Aprendendo a lidar com o luto: Terapia Cognitivo-Comportamental

Passar por uma situação de luto não é fácil. Cada um lida de determinada forma com esse momento de perda e tristeza. A Psicologia pode ajudar, também, nesse tipo de situação, acolhendo o sujeito e fornecendo suporte e estratégias para o enfrentamento e superação do luto. Veja como a Terapia Cognitivo-Comportamental pode contribuir nesse tipo de caso.

O luto

Para entender o luto, é necessário compreender as diferentes concepções de morte. Houve um período em que a morte era vista como natural ao ser humano, tranquila e resignada. Sua vivência dava-se no âmbito familiar, numa cerimônia pública, como ocorria na Idade Média. A finitude da morte era ligada às religiões e suas causas eram atribuídas a um ser divino, com a ideia de paraíso, inferno e ressurreição. Algumas mudanças socioculturais provocaram o distanciamento da morte do cotidiano, fazendo com que a morte fosse camuflada, passando a ser vista como tabu. Com o passar dos séculos, houve a ruptura entre morte e religião, foi onde a ciência passou a explicar as doenças e as causas das mortes. Isso impulsionou o desenvolvimento tecnológico, que passou a adiar a morte, novas técnicas e medicamentos. Isso acarretou na impossibilidade de expressão de dor pela morte, uma repressão desses sentimentos. O significado de morte também varia de acordo com a cultura, religião e credo, assim como o tipo de morte. Continuar lendo “Aprendendo a lidar com o luto: Terapia Cognitivo-Comportamental”

Aprendendo a lidar com o luto: Terapia Cognitivo-Comportamental

Poema: O estande

Quem nunca errou, que atire o primeiro ‘não gostei’ nesse post!

Errar é comum, ao longo da vida erraremos incontáveis vezes. Mas, nós humanos, temos a capacidade de raciocinar e também temos concepções sobre aquilo que é certo e errado. Eis nossa perdição.

Acho difícil não existir alguém que nunca se sentiu culpado após cometer um deslize, após dizer o que não deveria, ou após magoar alguém. Isso faz parte de nós, afinal, ninguém quer ser mau.

Alguns desses erros são cometidos de forma inconsciente, mas, a maioria, é exercida com uma noção do que está sendo feito. Podemos fazer escolhas, das quais diversas consequências refletirão, podem ser boas, ou ruins; certas ou erradas.

Esse é um poema reflexivo, sobre esse tema. Continuar lendo “Poema: O estande”

Poema: O estande

Minhas Leituras #41: Ensaio sobre a cegueira – José Saramago

Título: Ensaio sobre a cegueira
Autor: José Saramago
Editora: Companhia das Letras
Ano: 1995
Páginas: 312
Veja o livro no site da editora: https://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=10569

“[…] mas quando a aflição aperta, quando o corpo se nos desmanda de dor e angústia, então é que se vê o animalzinho que somos”. (SARAMAGO, José. Ensaio sobre a cegueira. Companhia das Letras, 1995, p. 243)

Em termos mundiais, o português não é um idioma cultuado, nem valorizado. Isso influencia a literatura, com autores lusófonos pouco conhecidos em países que falam outras línguas. Existem algumas exceções, como José Saramago, único autor, escrevendo em língua portuguesa, a vencer um Prêmio Nobel de literatura. Seu livro mais conhecido, ‘Ensaio sobre a cegueira’, é uma história pós-apocalíptica, com grandes debates filosóficos sobre ética e uma humanidade sem regras. Continuar lendo “Minhas Leituras #41: Ensaio sobre a cegueira – José Saramago”

Minhas Leituras #41: Ensaio sobre a cegueira – José Saramago

Outubro corrido

Chegamos ao penúltimo mês do ano, por incrível que pareça, já estamos em novembro! No início de 2017, achava que não seria tão rápido, porém, sempre que nos aproximamos do fim, temos esse tipo de percepção, de que o tempo passou depressa. Entretanto, não acho que outubro passou tão rápido assim, nessa loucura que são as percepções, na minha, foi um tempo proporcional, nem rápido, nem devagar.

Posso dizer que foi um mês corrido, com muitos prazos e muitos trabalhos; todos sanados e cumpridos, para o bem do meu sossego. Escrevi dois trabalhos acadêmicos para serem apresentados em eventos, um na faculdade onde estudo, outro para ser apresentado em uma universidade de uma cidade próxima. Este último foi uma experiência boa e construtiva, eu não havia participado de um evento semelhante até então. A apresentação onde estudo será na próxima semana, a ansiedade bate, mas o trabalho já está feito, corrigido e entregue. No fim de tudo, é um sentimento muito bom o que fica, um misto de orgulho, dever cumprido e alegria. Continuar lendo “Outubro corrido”

Outubro corrido