Aplicação da Terapia Cognitiva em contexto hospitalar

Aron T. Beck desenvolveu a Terapia Cognitiva (TC) no início da década de 1960, como uma psicoterapia breve, estruturada, orientada ao presente, direcionada a resolver problemas atuais e modificar os pensamentos e comportamentos disfuncionais. O modelo cognitivo supõe que emoções e comportamentos são influenciados pela percepção do sujeito sobre os eventos.

A mudança cognitiva dos pensamentos e crenças dos clientes, visando uma mudança emocional e comportamental, é o objetivo do terapeuta cognitivo. A TC segue os seguintes princípios básicos: estabelecer uma aliança terapêutica; identificar o pensamento atual que mantém os sentimentos negativos e comportamentos disfuncionais; ênfase na participação ativa e colaboração do cliente; criação de metas e foco em problemas, enumerados em conjunto com o cliente; foco no aqui-agora; prevenção de recaídas; duração limitada, com sessões estruturadas. Continuar lendo “Aplicação da Terapia Cognitiva em contexto hospitalar”

Anúncios
Aplicação da Terapia Cognitiva em contexto hospitalar

O que é Humanização e qual o papel do psicólogo nesse processo?

Ter um contato direto com seres humanos coloca o profissional de a saúde em uma situação conflituosa. Se ele não ter um contato direto com esses conflitos, ele pode acabar se distanciando, evitando o contato. Esses profissionais são colocados diante de situações delicadas, onde qualquer erro pode ser fatal. Sendo assim, cuidar de quem cuida é uma forma de desenvolver ações em prol da humanização da assistência.

O que é humanização?

A humanização é um processo complexo, pois requer mudanças de comportamento que podem despertar insegurança; ademais, não é uma receita pronta, mas sim um processo que se desenvolve de acordo com a realidade de cada instituição.

Devido à necessidade de mudança nas políticas públicas, diversos projetos de humanização estão sendo desenvolvidos, em áreas como a saúde da mulher, humanização no parto e na saúde da criança. Humanizar é um processo que deve se constituir como uma vertente orgânica do sistema clínico de saúde, facilitando a relação entre profissionais e usuários e entre as unidades de saúde. Continuar lendo “O que é Humanização e qual o papel do psicólogo nesse processo?”

O que é Humanização e qual o papel do psicólogo nesse processo?

Minhas Leituras #74: A imaginação educada – Northrop Frye

“Poderia a literatura existir sem a imaginação?”

Título: A imaginação educada
Autor: Northrop Frye
Editora: Vide Editorial
Ano: 2017
Páginas: 136
Tradução: Adriel Teixeira; Bruno Geraidine; Cristiano Gomes
Encontre este livro na Amazon: https://amzn.to/2JYfQu0

“Liberdade nada tem a ver com falta de exercício: ela é produto de exercício. Não se é livre para ir e vir a menos que se tenha aprendido a andar, e não se é livre para tocar piano a menos que se pratique.” (FRYE, Northrop. A imaginação educada. Vide Editorial, 2017, p. 128)

Estudar um idioma sem estudar, em conjunto, a literatura criada a partir do mesmo, é um ato incompleto. E falar em literatura sem falar em imaginação, é algo praticamente impossível. É o que Northrop Frye defende neste livro: a literatura é fruto de uma imaginação educada. Continuar lendo “Minhas Leituras #74: A imaginação educada – Northrop Frye”

Minhas Leituras #74: A imaginação educada – Northrop Frye

Terapia Cognitivo-Comportamental: atuação hospitalar

A função do psicólogo hospitalar é o de utilizar técnicas e conhecimentos voltados a uma atividade curativa e preventiva, visando restabelecer o estado de saúde do doente e de seus acompanhantes. Sua atuação não se restringe apenas ao ambiente hospitalar; a psicologia hospitalar também se insere no campo da psicologia da saúde, que objetiva o tratamento da saúde e prevenção de doenças.

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) diz que o psicólogo hospitalar atua nos âmbitos secundário e terciário de atenção à saúde. No Brasil, a atuação do psicólogo em hospitais aconteceu de forma tardia. Os primeiros trabalhos eram pautados na psicologia clínica, pois ainda se tratava de um campo indefinido. Com o tempo, profissionais passaram a se interessar pela área, e diversas entidades, como a Sociedade Brasileira de Psicologia Hospitalar, foram criadas. Porém, ainda hoje a psicologia hospitalar busca maior definição de seu espaço teórico-prático. Continuar lendo “Terapia Cognitivo-Comportamental: atuação hospitalar”

Terapia Cognitivo-Comportamental: atuação hospitalar

Minhas Leituras #73: O tempo desconjuntado – Philip K. Dick

“Você já desconfiou da própria realidade?”

Título: O tempo desconjuntado
Autor: Philip K. Dick
Editora: Suma
Ano: 2018
Páginas: 272
Tradução: Braulio Tavares
Encontre este livro na Amazon: https://amzn.to/2xYIUga

“De qualquer modo, por piores que sejam alguns livros, não são tão ruins quanto aqueles filmes de sexo para adolescentes, sobre corridas de carros, filmes do tipo James Dean e tudo o mais.” (DICK, Philip K. O tempo desconjuntado. Suma, 2018, p. 11)

Publicado pela primeira vez no Brasil, ‘O tempo desconjuntado’ explora os limites da realidade, fazendo o leitor se questionar sobre a concretude de sua percepção acerca do mundo que o cerca. Continuar lendo “Minhas Leituras #73: O tempo desconjuntado – Philip K. Dick”

Minhas Leituras #73: O tempo desconjuntado – Philip K. Dick

Minhas Leituras #72: Lolita – Vladimir Nabokov

“Perversão, amor e polêmica”

Título: Lolita
Autor: Vladimir Nabokov
Editora: Alfaguara
Ano: 2011
Páginas: 392
Tradução: Sergio Flaksman
Encontre este livro na Amazon: https://amzn.to/2LCQoaG

“Lolita, luz da minha vida, fogo da minha carne. Minha, alma, meu pecado” (NABOKOV, Vladimir. Lolita. Alfaguara, 2011, p. 13)

Publicado pela primeira vez em 1955, ‘Lolita’ causou polêmica antes mesmo de sua publicação, por narrar a paixão doentia de um homem adulto por uma menina pré-adolescente — o que gerou grande receio em diversos editores. Continuar lendo “Minhas Leituras #72: Lolita – Vladimir Nabokov”

Minhas Leituras #72: Lolita – Vladimir Nabokov

Citações 7

Mais um mês repleto de leituras chegou ao fim. Agora que outro se inicia, é hora de compartilhar as experiências proporcionadas pelos livros que foram lidos; experiências bem variadas, por sinal, muitos mundos bem distintos.

Como é de costume, a maneira de compartilhar um pouco de cada livro desse tipo de post é por meio de citações. Uma pequena amostra do que uma obra tem a oferecer pode capturar a atenção de um possível leitor, e é isso que eu espero que aconteça aqui.

Se você não faz ideia do que ler, tire uns minutinhos do seu dia para observar as imagens a seguir, aprecie um pouco do que cada autor criou, daquilo que o aguarda em cada livro. Continuar lendo “Citações 7”

Citações 7

Breve história do Hospital

Procurar o atendimento em um hospital, hoje, é algo bem simples e rotineiro. Temos em mente toda uma imagem sobre o ambiente que encontraremos, as variedades de profissionais e de especialidades. Porém, historicamente, o hospital nem sempre existiu dessa forma que conhecemos hoje.

A palavra hospital vem do latim hospes (hóspede), que deu origem a hospitalis e hospitium (designação do lugar onde se hospedavam viajantes, enfermos e peregrinos). Um estabelecimento ocupado por pobres, incuráveis e insanos era chamado de hospituim (hospício, termo utilizado para se referir a um hospital de psiquiatria).

Os médicos da Grécia, Egito e Índia antigos aprendiam medicina junto aos templos e atuavam no domicilio das pessoas enfermas. Em templos da Grécia, os enfermos eram colocados ante a estátua de um deus, para que, em associação a medicamentos, os sacerdotes pudessem curá-los. Em diversas estradas da Índia antiga, foram criadas construções “hospitalares”, que seriam utilizadas como locais de descanso e tratamento para o exército e civis. Continuar lendo “Breve história do Hospital”

Breve história do Hospital

Maio paralisado

Para o Brasil, dentre tudo o que aconteceu no país em maio, o fato mais marcante foi a greve dos caminhoneiros, que paralisou diversos setores da economia. Um fato muito interessante este, pois evidencia a necessidade de uma reforma radical na política nacional. O Estado brasileiro é inchado, caro e ineficiente; independente de quem o governe, é necessário fazer cortes (começando pelos supersalários de parlamentares, juízes e etc.). Mas, quem disse que político pensa nisso? É mais fácil criar impostos, elevar os preços e as taxas, mas jamais eliminar regalias. Essa greve serve como uma boa reflexão para as eleições que estão por vir; seria interessante fugir de candidatos que estão “loucos no estatismo”.

Vou deixar o assunto polêmico de lado, não é esse o objetivo do post.

Ao contrário do Brasil, que parou, minhas leituras não pararam durante o mês de maio, continuando a todo vapor. Com exceção de ‘A assombração da Casa da Colina’, os livros que li são muito bons e de grande importância para a História e para a Literatura. Um deles, como você verá, é muito importante de ser lido em ano de eleições. Foram leituras bem distintas entre si, livros de gêneros e estilos bem diferentes.

Muita coisa parou em maio, mas, como a vida segue, sigo apresentando o ranking das leituras mensais. Preparado para a lista? Continuar lendo “Maio paralisado”

Maio paralisado

Minhas Leituras #71: Admirável mundo novo – Aldous Huxley

“Individualismo e liberdade são importantes?”

Título: Admirável mundo novo
Autor: Aldous Huxley
Editora: Biblioteca Azul
Ano: 2014
Páginas: 312
Tradução: Vidal Serrano e Lino Vallandro
Encontre este livro na Amazon: https://amzn.to/2L61Mvt

“Mas é que, quando não se conhece a História, os fatos relativos ao passado, em geral, parecem mesmo incríveis.” (HUXLEY, Aldous. Admirável mundo novo. Biblioteca Azul, 2014, p. 53)

Ao contrário de uma utopia, a distopia apresenta um mundo perfeito e totalmente funcional, realmente utópico, porém com algumas privações, sendo as mais recorrentes as privações de liberdades e individualidades. ‘Admirável mundo novo’ popularizou esse gênero literário tão apreciado hoje. Continuar lendo “Minhas Leituras #71: Admirável mundo novo – Aldous Huxley”

Minhas Leituras #71: Admirável mundo novo – Aldous Huxley