Poema: Breve

Já parou para pensar em como o tempo é breve? A vida é um espaço de tempo, curto, longo; cada indivíduo a percebe de maneira diferente. Há quem vive anos em apenas um mês, assim como existem aqueles que vivem apenas alguns dias em décadas.

Nossa pulsão de vida fala mais alto; por mais que o tempo seja breve, não queremos largá-lo. Aceitar que tudo chega a um fim é uma grande virtude. Por isso devemos fazer valer a pena todo o mínimo com que somos agraciados.

Eis, então, um poema que tenta exprimir a brevidade do tempo, de forma breve, assim como seu título indica, afinal o muito, às vezes, pode significar pouco, e vice-versa. Continuar lendo “Poema: Breve”

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Poema: Breve

POEMA: A CADA DIA

Estou lendo ‘Diário do subsolo’, de Dostoiévski — esse que será o próximo post da sessão “Minhas Leituras”. Não é um livro alegre, nem muito positivo. O autor faz uma análise do subsolo que cada um de nós carrega. O protagonista do livro é muito crítico, passando a ver sua vida como algo banal, sempre com a mesma rotina, se calando, reprimindo suas vontades.

Essa brilhante obra do autor russo é uma das inspirações para esse poema. A vida rotineira que levamos é outra. Vivemos sempre postergando as coisas, dando importância àquilo que não deveria ser importante, deixando de lado o que realmente importa. O Futuro do Pretérito é o tempo verbal que mais conjugamos.

Aviso que esse não é um poema alegre, é até triste. Triste porque diz verdades, e verdades doem na maior parte do tempo. Mais do que tudo, são versos que lhe farão refletir sobre a rotina, sobre nossas ações e escolhas. Foge um pouco dos meus padrões, mas padrões sempre mudam (ou deveriam).

Espero que seja uma poesia que lhe agrade. Continuar lendo “POEMA: A CADA DIA”

POEMA: A CADA DIA

UMA NOTÍCIA BOA E UMA POESIA

Há dias em que somos surpreendidos por alguma notícia, boa ou ruim. Nessa última semana, quarta-feira (dia 03/05/2017), para ser mais preciso, recebi uma ligação dizendo que minha poesia fora uma das 50 selecionadas no VI Festival de Literatura de Tupã e iria compor um livro, a “Antologia tupãense”. Confesso que na hora fiquei abismado, foi algo inesperado. Escrevi a poesia que enviei ao concurso de maneira despretensiosa, não tinha em mente a ideia de criar uma obra perfeita, a mais bela de todas. Parece que as coisas funcionam dessa maneira: quando você tenta enfeitar demais algo, acaba dando errado, você estraga tudo. Fico feliz por ter feito o oposto e por tudo ter dado certo.
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UMA NOTÍCIA BOA E UMA POESIA

DA INOCÊNCIA À REALIDADE: A INFÂNCIA E A VIDA ADULTA

Se perguntarmos para alguém sobre a diferença entre a infância e a vida adulta, uma resposta será dada sem qualquer dificuldade. Uma diferença, seja qual for, será apontada. Isso mostra com total clareza que a vida muda quando deixamos de ser criança e nos vemos como adultos. São fases distintas e muito bem caracterizadas. Dentre as milhões de divergências que poderiam ser pontuadas entre essas duas fases, esse post vai discutir sobre uma em particular, uma característica muito marcante, porém uma que poucos localizariam logo de cara, como uma primeira resposta. Talvez uma criança possa apontar isso com mais facilidade, todavia seria uma resposta mais rara em um adulto, a não ser que se trate de um adulto sonhador. Acredito que o título resume muito bem a discussão que virá a seguir, apenas com menos detalhes. Continuar lendo “DA INOCÊNCIA À REALIDADE: A INFÂNCIA E A VIDA ADULTA”

DA INOCÊNCIA À REALIDADE: A INFÂNCIA E A VIDA ADULTA