O que é Humanização e qual o papel do psicólogo nesse processo?

Ter um contato direto com seres humanos coloca o profissional de a saúde em uma situação conflituosa. Se ele não ter um contato direto com esses conflitos, ele pode acabar se distanciando, evitando o contato. Esses profissionais são colocados diante de situações delicadas, onde qualquer erro pode ser fatal. Sendo assim, cuidar de quem cuida é uma forma de desenvolver ações em prol da humanização da assistência.

O que é humanização?

A humanização é um processo complexo, pois requer mudanças de comportamento que podem despertar insegurança; ademais, não é uma receita pronta, mas sim um processo que se desenvolve de acordo com a realidade de cada instituição.

Devido à necessidade de mudança nas políticas públicas, diversos projetos de humanização estão sendo desenvolvidos, em áreas como a saúde da mulher, humanização no parto e na saúde da criança. Humanizar é um processo que deve se constituir como uma vertente orgânica do sistema clínico de saúde, facilitando a relação entre profissionais e usuários e entre as unidades de saúde. Continuar lendo “O que é Humanização e qual o papel do psicólogo nesse processo?”

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O que é Humanização e qual o papel do psicólogo nesse processo?

Breve história do Hospital

Procurar o atendimento em um hospital, hoje, é algo bem simples e rotineiro. Temos em mente toda uma imagem sobre o ambiente que encontraremos, as variedades de profissionais e de especialidades. Porém, historicamente, o hospital nem sempre existiu dessa forma que conhecemos hoje.

A palavra hospital vem do latim hospes (hóspede), que deu origem a hospitalis e hospitium (designação do lugar onde se hospedavam viajantes, enfermos e peregrinos). Um estabelecimento ocupado por pobres, incuráveis e insanos era chamado de hospituim (hospício, termo utilizado para se referir a um hospital de psiquiatria).

Os médicos da Grécia, Egito e Índia antigos aprendiam medicina junto aos templos e atuavam no domicilio das pessoas enfermas. Em templos da Grécia, os enfermos eram colocados ante a estátua de um deus, para que, em associação a medicamentos, os sacerdotes pudessem curá-los. Em diversas estradas da Índia antiga, foram criadas construções “hospitalares”, que seriam utilizadas como locais de descanso e tratamento para o exército e civis. Continuar lendo “Breve história do Hospital”

Breve história do Hospital

CONSIDERAÇÕES SOBRE A ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA

Há uma escassez de bibliográfica para o psicólogo, mesmo na especialização, quando o assunto são o SUS (Sistema Único de Saúde), e a ESF (Estratégia Saúde da Família), sendo que o material disponível está relacionado à uma ou outra ESF (FRANÇA; VIANA, 2006).

A constituição da República Federativa do Brasil de 1988 diz que todo cidadão brasileiro tem direito a saúde e o Estado tem o dever de garanti-la. O SUS foi criado para garantir esse direito à população. Em 19 de setembro de 1990 a lei n° 8080 foi criado, regulamentando-o.

A gestão do SUS é descentralizada, não ficando somente no nível da União, mas também dando autonomia às cidades e aos Estados. Isso garante a instalação da ESF nos municípios, já que as USFs (Unidades Saúde da Família) são de responsabilidade dos Governos Municipais. Continuar lendo “CONSIDERAÇÕES SOBRE A ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA”

CONSIDERAÇÕES SOBRE A ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA

UM RESUMO SOBRE A HISTÓRIA DA LUTA ANTIMANICOMIAL

A loucura já foi compreendida de diversas maneiras ao longo dos séculos: já se pensou que se tratava de uma possessão demoníaca, já tentaram isolar os “loucos”, mantendo-os afastados da população, até chegarmos à lógica médica-psiquiátrica de internação. Essa lógica de manter a pessoa em sofrimento psíquico (um termo mais adequado) sob constante vigilância e punição foi muito discutido por Michel Foucault em suas obras ‘Vigiar e punir’ e ‘A história da loucura’. Essa lógica contribuiu para a criação dos manicômios, que davam um tratamento moral aos pacientes, isolando a doença do resto do sujeito. Enfim, esses “hospitais” se tornaram laboratórios de pesquisas com doenças e doentes e um espaço de reprodução do saber médico. Na década de 60, essas instituições eram utilizadas por grupos econômicos para a “fabricação da loucura”, com o interesse de fomentar a cronificação, mantendo a clientela, ao invés de oferecer um tratamento aos pacientes.

O tratamento dentro dessas instituições pode ser considerado como, no mínimo, desumano e insuficiente. Baseado em medicação, métodos violentos como o eletrochoque, total descaso com os pacientes, que eram deixados “às traças”, sem qualquer tipo de cuidado. Não havia o intuito de promover a emancipação do sujeito, sua autossuficiência, pois esses eram privados da liberdade e interação social. O que ocorria era a total alienação e a perda de identidade. Viver isolado, com tratamentos cruéis, com intenso uso de medicamentos — medicamentos são importantes, porém, sozinhos, trazem mais problemas do que ganhos, podendo levar à dependência — apenas contribuía para a formação de pessoas dóceis, tornando o trabalho dos funcionários, de vigiar e punir, mais simples.

Da década de 60 em diante, os próprios funcionários dessas instituições começaram a perceber que o que ocorria ali dentro não estava certo. Isso deu início à diversas discussões e movimentos em prol de tratamentos mais humanos. Em 1987 houve, na cidade de Bauru/SP, o Congresso de Trabalhadores de Serviços de Saúde Mental, que deu visibilidade ao movimento da Luta Antimanicomial. Esse congresso ocorreu no dia 18 de maio, por isso esse movimento é lembrado nessa data. Quais foram os avanços obtidos na área da saúde mental desde a década de 1980 até os dias de atuais? Continuar lendo “UM RESUMO SOBRE A HISTÓRIA DA LUTA ANTIMANICOMIAL”

UM RESUMO SOBRE A HISTÓRIA DA LUTA ANTIMANICOMIAL