Um resumo sobre a Psicologia Jurídica no Brasil

A profissão de psicólogo só foi regulamentada no Brasil em 1962, porém, muitos psicólogos já vinham atuando em diversos campos, muito antes disso. Conhecidos até então como psicologistas, esses profissionais ajudaram a moldar a profissão no país, assim como desenvolveram várias técnicas e teorias. A especialidade da psicologia jurídica ganhou importância graças a esses profissionais, especialidade esta que só veio a ser reconhecida pelo Conselho Federal de Psicologia recentemente (se levarmos em consideração que a atuação nesse campo é muito mais antiga), e está especificada na resolução CFP nº 013/2007.

Um pouco de história

Antes, a psicologia jurídica era baseada em uma atuação médica. Era uma espécie de busca pela patologia no crime, como se houvesse uma pré-disposição para o surgimento de um criminoso. O psicólogo era um “testólogo”, aplicando testes para a elaboração de provas que ajudassem o juiz em seu julgamento (testes que, aplicados de forma isolada, produzem resultados tendenciosos). Todavia, não se tratava de uma atuação regulamentada, com o psicólogo inserido dentro do fórum. A entrada formal deu-se apenas em 1985, com o primeiro concurso público para o Tribunal de Justiça de São Paulo. Continuar lendo “Um resumo sobre a Psicologia Jurídica no Brasil”

Anúncios
Um resumo sobre a Psicologia Jurídica no Brasil

Como conhecemos as pessoas?

O que é conhecer alguém? Como esse processo acontece?

“Não vemos as pessoas como elas são, mas sim como nós somos”.

Em nossa interação com as outras pessoas, registramos o que acontece de forma mais ou menos distorcida, em função de nossos interesses, vieses, atitudes e formas de fazer atribuições.

Dificilmente não temos uma teoria implícita de personalidade, da qual pessoas com determinados traços seguirão os comportamentos já esperados. A crença nesse tipo de teoria facilita nosso entendimento sobre as intenções e comportamentos das pessoas. Às vezes possuímos teorias sobre determinados grupos. É o que os psicólogos sociais chamam de estereótipos e que consistem na atribuição de determinados traços aos membros de um certo grupo.

Esses estereótipos possuem algo de verdadeiro, porém podem ser totalmente falsos em um caso particular. É comum dizer que todo político é corrupto, mas há exceções, alguns políticos são honestos, pois esses estereótipos decorrem da generalização de observações individuais dos indivíduos desse grupo. Um estereótipo integrado por aspectos puramente negativos, como o do exemplo acima, é chamado de preconceito. Continuar lendo “Como conhecemos as pessoas?”

Como conhecemos as pessoas?

MINHAS LEITURAS #30: MANIFESTO DO PARTIDO COMUNISTA – MARX E ENGELS

Título: Manifesto do Partido Comunista
Autor: Karl Marx e Friedrich Engels
Editora: Penguin-Companhia das Letras
Ano: 2012
Páginas: 112
Tradução: Sergio Tellaroli
Encontre este livro na Amazon: https://amzn.to/2GGWRyw

“Que as classes dominantes tremam ante a revolução comunista. Os proletários nada mais têm perder com ela do que seus grilhões. Têm, sim, um mundo a ganhar. Proletários de todos os países, unam-se!” (MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto do Partido Comunista. Penguin-Companhia das Letras, 2012, p. 83)

O século XIX foi um período de grande importância para o mundo. A partir desse período muita coisa mudou e as bases de nossa sociedade atual foram criadas. Houve muitos movimentos políticos, onde trabalhadores buscavam ter voz perante as decisões de seus países e por reformas nas condições de trabalho e salário. Uma das obras literárias de maior impacto nessa época foi o ‘Manifesto do Partido Comunista’. As ideias contidas nesse pequeno livro mudaram o rumo da história e a forma de se enxergar o mundo e as relações humanas. Amados por muitos, odiado por outros, possui conceitos que ainda são atuais, porém outros nem tanto. Continuar lendo “MINHAS LEITURAS #30: MANIFESTO DO PARTIDO COMUNISTA – MARX E ENGELS”

MINHAS LEITURAS #30: MANIFESTO DO PARTIDO COMUNISTA – MARX E ENGELS

A SOCIEDADE A PARTIR DE DURKHEIM

A sociedade contemporânea vive e se organiza de maneira individualista, por conta do modelo econômico em que estamos inseridos: o capitalismo. O sentimento de pertencer ocorre em âmbitos mais estreitos, como pertencer à família. É raro ter o sentimento de pertencer a algo que extrapole os limites da família, como pertencer à comunidade onde se vive.

Os laços que prendem os indivíduos nos mais diferentes tipos de sociedade são dados pela solidariedade social. Segundo Émile Durkheim, essas solidariedades podem ser do tipo mecânica e orgânica (Ribeiro, 2016).

Para melhor compreender o conceito de solidariedade social, temos que entender dois conceitos: a consciência coletiva e a consciência individual. A consciência individual, como o próprio nome diz, é própria, possui características peculiares, ligada à nossa personalidade, de certo modo. Já a consciência coletiva seria a combinação de todas as consciências individuais, influenciando-as. Os valores morais referem-se aos sentimentos comuns do grupo onde se está inserido enquanto indivíduo, sendo transmitida pela vida social, de geração em geração (Ribeiro, 2016). Continuar lendo “A SOCIEDADE A PARTIR DE DURKHEIM”

A SOCIEDADE A PARTIR DE DURKHEIM