Maio paralisado

Para o Brasil, dentre tudo o que aconteceu no país em maio, o fato mais marcante foi a greve dos caminhoneiros, que paralisou diversos setores da economia. Um fato muito interessante este, pois evidencia a necessidade de uma reforma radical na política nacional. O Estado brasileiro é inchado, caro e ineficiente; independente de quem o governe, é necessário fazer cortes (começando pelos supersalários de parlamentares, juízes e etc.). Mas, quem disse que político pensa nisso? É mais fácil criar impostos, elevar os preços e as taxas, mas jamais eliminar regalias. Essa greve serve como uma boa reflexão para as eleições que estão por vir; seria interessante fugir de candidatos que estão “loucos no estatismo”.

Vou deixar o assunto polêmico de lado, não é esse o objetivo do post.

Ao contrário do Brasil, que parou, minhas leituras não pararam durante o mês de maio, continuando a todo vapor. Com exceção de ‘A assombração da Casa da Colina’, os livros que li são muito bons e de grande importância para a História e para a Literatura. Um deles, como você verá, é muito importante de ser lido em ano de eleições. Foram leituras bem distintas entre si, livros de gêneros e estilos bem diferentes.

Muita coisa parou em maio, mas, como a vida segue, sigo apresentando o ranking das leituras mensais. Preparado para a lista? Continuar lendo “Maio paralisado”

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Maio paralisado

Deficiência e sociedade

Antes de individual, a deficiência é um fenômeno social, que ocorre em uma família, em uma comunidade ou em uma sociedade. Não basta apenas olhar para o indivíduo, é preciso compreender também os conceitos e valores da sociedade onde ele está inserido. Como essa população encara a deficiência? Afinal, a sociedade tem grande influência sobre nossos comportamentos, em como agimos.

Por muito tempo, o sujeito deficiente foi visto por uma perspectiva médica: sadio ou não sadio. Todavia, estudos da antropologia e da psicologia social apontam que essas pessoas são encaradas como “desviantes”, pois fogem de um padrão de comportamento pré-estabelecido por uma sociedade, e o fato de seus comportamentos serem “indesejados” seria uma justificativa para a forma como são tratados (como divergentes). As sociedades criam um padrão de “normalidade”, quem se desvia desse padrão acaba sendo visto como diferente. Continuar lendo “Deficiência e sociedade”

Deficiência e sociedade

Minhas Leituras #57: Memórias da casa dos mortos – Fiódor Dostoiévski

“A sangrenta realidade de um presídio russo do século XIX”

Título: Memórias da casa dos mortos
Autor: Fiódor Dostoiévski
Editora: Martin Claret
Ano: 2016
Páginas: 334
Tradução: Oleg Almeida
Encontre este livro na Amazon: https://amzn.to/2KChU7w

“Qualquer pessoa, seja ela quem for e por mais humilhada que esteja, vem a exigir, embora por mero instinto, embora inconscientemente, que respeitem sua dignidade humana.” (DOSTOIÉVSKI, Fiódor. Memórias da casa dos mortos. Martin Claret, 2016, p. 136)

Baseando-se em experiências pessoais, Dostoiévski apresentou ao mundo como funcionava o sistema carcerário do Império Russo durante boa parte do século XIX, neste livro narrado pela perspectiva de um ex-detento. Continuar lendo “Minhas Leituras #57: Memórias da casa dos mortos – Fiódor Dostoiévski”

Minhas Leituras #57: Memórias da casa dos mortos – Fiódor Dostoiévski

O PAI PROVEDOR

Um homem passa por diversas etapas durante sua vida, umas mais fáceis, outras que se mostram um imenso desafio. Podemos situar a etapa de ser pai entre as mais desafiadoras. Há aqueles que escolhem inserir essa etapa em suas  vidas, assim como existem os que encaram essa tarefa meio que por acidente, meio sem querer.

Ser pai não é algo simples e nem todos conseguem desenvolver esse papel de maneira positiva. Como é possível observar, em cada função, ou em cada papel, há quem se destaca, e há quem falha, quem encontra dificuldades.

Refletindo acerca desse pensamento, podemos conceituar pais dos mais diversos tipos. Nesse post, pretendo analisar apenas dois desses tipos: o pai provedor, e o pai ideal. Todo homem é igual e diferente ao mesmo tempo. Mesmo que cresçam em ambientes completamente distintos, certas circunstâncias estarão presentes na vida de todos em determinado momento. Esses conceitos que estou criando, serão explicados no decorrer do texto, com uma análise sobre o que é ser homem e como isso implica em ser pai. Continuar lendo “O PAI PROVEDOR”

O PAI PROVEDOR

A HISTÓRIA DA ORIENTAÇÃO VOCACIONAL NO BRASIL

O texto a seguir foi parte de um trabalho que desenvolvi na faculdade, no meu curso de Psicologia. Foi um projeto de Orientação Vocacional executado em algumas escolas de Ensino Médio de minha cidade.

O processo de escolha de uma profissão é fundamental na vida de uma pessoa, pois, a partir dela, seu futuro será traçado. Geralmente essa escolha acontece na adolescência, um período de grande conflito e dúvidas. Muitos jovens encontram-se desorientados no meio de um turbilhão de cursos e carreiras disponíveis.

A visão e o conhecimento da Psicologia podem trazer diversos benefícios aos jovens que buscam conhecer melhor as profissões e a si mesmos. Trabalhando como facilitadores, os estagiários podem despertar novas ideias nesses adolescentes que estão em pleno momento de decisão. O trabalho com diálogos, debates de ideias e dinâmicas de grupo pode levantar questões e criar um ambiente para que esses alunos falem abertamente; um espaço que, muitas vezes, a família e a escola não proporcionam. Continuar lendo “A HISTÓRIA DA ORIENTAÇÃO VOCACIONAL NO BRASIL”

A HISTÓRIA DA ORIENTAÇÃO VOCACIONAL NO BRASIL

A SOCIEDADE A PARTIR DE DURKHEIM

A sociedade contemporânea vive e se organiza de maneira individualista, por conta do modelo econômico em que estamos inseridos: o capitalismo. O sentimento de pertencer ocorre em âmbitos mais estreitos, como pertencer à família. É raro ter o sentimento de pertencer a algo que extrapole os limites da família, como pertencer à comunidade onde se vive.

Os laços que prendem os indivíduos nos mais diferentes tipos de sociedade são dados pela solidariedade social. Segundo Émile Durkheim, essas solidariedades podem ser do tipo mecânica e orgânica (Ribeiro, 2016).

Para melhor compreender o conceito de solidariedade social, temos que entender dois conceitos: a consciência coletiva e a consciência individual. A consciência individual, como o próprio nome diz, é própria, possui características peculiares, ligada à nossa personalidade, de certo modo. Já a consciência coletiva seria a combinação de todas as consciências individuais, influenciando-as. Os valores morais referem-se aos sentimentos comuns do grupo onde se está inserido enquanto indivíduo, sendo transmitida pela vida social, de geração em geração (Ribeiro, 2016). Continuar lendo “A SOCIEDADE A PARTIR DE DURKHEIM”

A SOCIEDADE A PARTIR DE DURKHEIM