A (in)gratidão de cada dia

Na última sexta-feira, dia 18 de maio, aconteceu algo inusitado na cidade onde vivo, Tupã/SP. Um empresário guardou R$70 mil (em espécie) dentro de um saco de lixo. Por um engano, esse dinheiro acabou indo parar no lixo. Após se dar conta do erro, esse empresário foi atrás dos coletores (que trabalham em trios), que interromperam o serviço e se deslocaram ao aterro sanitário, a fim de encontrar o dinheiro no meio de todo o material que haviam coletado.

O final dessa história foi feliz para o tal empresário, que recuperou seu dinheiro, com a ajuda dos coletores. Estes, por sua vez, disseram (em entrevista a um canal de televisão) que sentiam-se bem por terem devolvido os R$70 mil, gratos pela boa ação. Como recompensa, receberam R$100,00 desse empresário, para que dividissem entre os três. Continuar lendo “A (in)gratidão de cada dia”

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A (in)gratidão de cada dia

Poema: Sem elas

Quinta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Não vou escrever sobre a importância desse dia, ou suas origens. Claro, uma data específica para refletir sobre a mulher na sociedade atual é extremamente relevante, afinal elas ainda enfrentam muitas dificuldades.

Mas, minha intenção com esse post é mostrar minha gratidão às mulheres, que são parte da minha vida, em diversas instâncias. Fico imaginando como seria minha vida sem elas, então vejo como fariam falta. Muito do que sou devo às mulheres que passaram, e ainda passarão, pela minha vida.

Espero que goste dessa simples homenagem, seja você homem ou mulher. Mas, sendo mulher, veja como você é importante, como é grande o seu papel. Uma coisa é certa: vocês mulheres terão sempre o meu respeito e minha eterna gratidão. Continuar lendo “Poema: Sem elas”

Poema: Sem elas

Poema: Breve

Já parou para pensar em como o tempo é breve? A vida é um espaço de tempo, curto, longo; cada indivíduo a percebe de maneira diferente. Há quem vive anos em apenas um mês, assim como existem aqueles que vivem apenas alguns dias em décadas.

Nossa pulsão de vida fala mais alto; por mais que o tempo seja breve, não queremos largá-lo. Aceitar que tudo chega a um fim é uma grande virtude. Por isso devemos fazer valer a pena todo o mínimo com que somos agraciados.

Eis, então, um poema que tenta exprimir a brevidade do tempo, de forma breve, assim como seu título indica, afinal o muito, às vezes, pode significar pouco, e vice-versa. Continuar lendo “Poema: Breve”

Poema: Breve

Versos natalinos

A época do Natal é muito linda. Parece que todos mudam, ao menos um pouquinho, tornando-se mais generosos e menos individualistas. Sentimos vontade de fazer alguém feliz, mesmo que isso signifique um grande sacrifício.

Entretanto, é uma onda que se restringe a amigos e familiares, não sentimos vontade de ser assim com todo mundo — não a maioria de nós —, sequer esse sentimento perdura por muito tempo. É algo passageiro, como uma estação do ano, que possui um início, o apogeu, e um fim.

Como seria legal se isso pudesse ser diferente. Pensando nisso, criei alguns versos para expressar essa ideia. Não é nada muito elaborado, mas acredito que a ideia central, intrínseca a eles, está bem clara. Espero que goste, que essas palavras obtenham algum significado para você! Continuar lendo “Versos natalinos”

Versos natalinos

Poema: O estande

Quem nunca errou, que atire o primeiro ‘não gostei’ nesse post!

Errar é comum, ao longo da vida erraremos incontáveis vezes. Mas, nós humanos, temos a capacidade de raciocinar e também temos concepções sobre aquilo que é certo e errado. Eis nossa perdição.

Acho difícil não existir alguém que nunca se sentiu culpado após cometer um deslize, após dizer o que não deveria, ou após magoar alguém. Isso faz parte de nós, afinal, ninguém quer ser mau.

Alguns desses erros são cometidos de forma inconsciente, mas, a maioria, é exercida com uma noção do que está sendo feito. Podemos fazer escolhas, das quais diversas consequências refletirão, podem ser boas, ou ruins; certas ou erradas.

Esse é um poema reflexivo, sobre esse tema. Continuar lendo “Poema: O estande”

Poema: O estande

Minhas Leituras #41: Ensaio sobre a cegueira – José Saramago

Título: Ensaio sobre a cegueira
Autor: José Saramago
Editora: Companhia das Letras
Ano: 1995
Páginas: 312
Veja o livro no site da editora: https://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=10569

“[…] mas quando a aflição aperta, quando o corpo se nos desmanda de dor e angústia, então é que se vê o animalzinho que somos”. (SARAMAGO, José. Ensaio sobre a cegueira. Companhia das Letras, 1995, p. 243)

Em termos mundiais, o português não é um idioma cultuado, nem valorizado. Isso influencia a literatura, com autores lusófonos pouco conhecidos em países que falam outras línguas. Existem algumas exceções, como José Saramago, único autor, escrevendo em língua portuguesa, a vencer um Prêmio Nobel de literatura. Seu livro mais conhecido, ‘Ensaio sobre a cegueira’, é uma história pós-apocalíptica, com grandes debates filosóficos sobre ética e uma humanidade sem regras. Continuar lendo “Minhas Leituras #41: Ensaio sobre a cegueira – José Saramago”

Minhas Leituras #41: Ensaio sobre a cegueira – José Saramago

Poema: Messias líquido

Não se cria uma poesia à força. Você não se senta numa cadeira e diz “Agora vou escrever um poema”. É até possível sair algo, mas será algo sem inspiração, pois é a inspiração que faz a poesia. Ficar inspirado é algo que acontece e é preciso ficar atendo, ou toda uma boa ideia pode cair no esquecimento.

Esses momentos ocorrem de maneira aleatória. Estava no meu trabalho quando alguns versos surgiram em minha mente. Eram relacionados à água, chuva. Rapidamente os anotei em um pedaço de papel e tentei parar de pensar no assunto. Só voltei a focar nesses versos quando decidi que eles deveriam se transformar em poesia. Chegou o momento de lapidação da ideia original.

Assim formou-se esse poema, a partir da ideia de que a água é a fonte de nossa vida. Afinal, o que seria de nós sem ela? Continuar lendo “Poema: Messias líquido”

Poema: Messias líquido

CÉU, UM QUADRO VIVO

Quando vi esse post do Fernando, do blog ChronosFeR, me lembrei que eu já havia tirado certas fotografias do céu. Olhar para o alto é algo tão simples e muito impressionante. O céu é um quadro vivo, onde a natureza é o pintor. A cada momento, uma pintura diferente, dependendo do clima, diferentes tipos de técnicas e pinceladas. Pensando assim, fica fácil entender a razão de muitas religiões prometerem o Reino dos Céus, afinal, a ideia de se passar a eternidade em um lugar de tamanha beleza, é agradável.

Por isso, resolvi criar este post, para compartilhar algumas imagens que capturei dessa obra de arte que paira sobre nós. Não sou fotógrafo, então não espere encontrar imagens de alta qualidade, muito menos possuo um bom equipamento. São imagens de momentos oportunos, que registram um sentimento de admiração por aquilo que a natureza oferece (são momentos únicos, é pegar ou largar).

Como grande apreciador de poesia, tenho no céu uma grande fonte de inspiração. Às vezes, observando, admirando sua imensidão, é bem fácil se perder em pensamentos, notando como somos pequenos perante certas coisas. Na correria do dia a dia, sequer prestamos atenção em determinadas coisas. Mas, na maior parte do tempo, é assim: esquecemos de valorizar aquilo que a natureza nos proporciona de maneira gratuita. Basta um simples movimento de levantar a cabeça e o seu dia pode ficar muito melhor.

E aí, você já olhou para o céu hoje? Continuar lendo “CÉU, UM QUADRO VIVO”

CÉU, UM QUADRO VIVO

MINHAS LEITURAS #31: DIÁRIO DO SUBSOLO – FIÓDOR DOSTOIÉVSKI

Título: Diário do subsolo
Autor: Fiódor Dostoiévski
Editora: Martin Claret
Ano: 2012
Páginas: 144
Tradução: Oleg Almeida
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“[…] caso o homem fosse mesmo uma tecla de piano, caso o provassem mesmo, por meio das ciências naturais e da matemática, nem assim ele mudaria de ideia, mas propositalmente faria algo contrário, apenas por ingratidão, para impor a sua opinião”. (DOSTOIÉVSKI, Fiódor. Diário do subsolo. Martin Claret, 2012, p. 45)

Dostoiévski foi um dos maiores autores do século XIX. Está entre os grandes nomes da literatura russa, assim como da literatura mundial. ‘Diário do subsolo’ (1864) pode não ser sua obra mais conhecida, porém isso não retira sua importância, muito menos diminui sua grandeza. Essa novela, com tons filosóficos, narra a história de um homem que vive no subsolo, mas não estamos falando de um espaço físico, trata-se do subsolo da alma. Continuar lendo “MINHAS LEITURAS #31: DIÁRIO DO SUBSOLO – FIÓDOR DOSTOIÉVSKI”

MINHAS LEITURAS #31: DIÁRIO DO SUBSOLO – FIÓDOR DOSTOIÉVSKI