CÉU, UM QUADRO VIVO

Quando vi esse post do Fernando, do blog ChronosFeR, me lembrei que eu já havia tirado certas fotografias do céu. Olhar para o alto é algo tão simples e muito impressionante. O céu é um quadro vivo, onde a natureza é o pintor. A cada momento, uma pintura diferente, dependendo do clima, diferentes tipos de técnicas e pinceladas. Pensando assim, fica fácil entender a razão de muitas religiões prometerem o Reino dos Céus, afinal, a ideia de se passar a eternidade em um lugar de tamanha beleza, é agradável.

Por isso, resolvi criar este post, para compartilhar algumas imagens que capturei dessa obra de arte que paira sobre nós. Não sou fotógrafo, então não espere encontrar imagens de alta qualidade, muito menos possuo um bom equipamento. São imagens de momentos oportunos, que registram um sentimento de admiração por aquilo que a natureza oferece (são momentos únicos, é pegar ou largar).

Como grande apreciador de poesia, tenho no céu uma grande fonte de inspiração. Às vezes, observando, admirando sua imensidão, é bem fácil se perder em pensamentos, notando como somos pequenos perante certas coisas. Na correria do dia a dia, sequer prestamos atenção em determinadas coisas. Mas, na maior parte do tempo, é assim: esquecemos de valorizar aquilo que a natureza nos proporciona de maneira gratuita. Basta um simples movimento de levantar a cabeça e o seu dia pode ficar muito melhor.

E aí, você já olhou para o céu hoje? Continuar lendo “CÉU, UM QUADRO VIVO”

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CÉU, UM QUADRO VIVO

MINHAS LEITURAS #31: DIÁRIO DO SUBSOLO – FIÓDOR DOSTOIÉVSKI

Título: Diário do subsolo
Autor: Fiódor Dostoiévski
Editora: Martin Claret
Ano: 2012
Páginas: 144
Tradução: Oleg Almeida
Veja o livro no site da editora: http://martinclaret.com.br/livro/diario-do-subsolo/

“[…] caso o homem fosse mesmo uma tecla de piano, caso o provassem mesmo, por meio das ciências naturais e da matemática, nem assim ele mudaria de ideia, mas propositalmente faria algo contrário, apenas por ingratidão, para impor a sua opinião. (DOSTOIÉVSKI, Fiódor. Diário do subsolo. Martin Claret, 2012, p. 45)

Dostoiévski foi um dos maiores autores do século XIX. Está entre os grandes nomes da literatura russa, assim como da literatura mundial. ‘Diário do subsolo’ (1864) pode não ser sua obra mais conhecida, porém isso não retira sua importância, muito menos diminui sua grandeza. Essa novela, com tons filosóficos, narra a história de um homem que vive no subsolo, mas não estamos falando de um espaço físico, trata-se do subsolo da alma. Continuar lendo “MINHAS LEITURAS #31: DIÁRIO DO SUBSOLO – FIÓDOR DOSTOIÉVSKI”

MINHAS LEITURAS #31: DIÁRIO DO SUBSOLO – FIÓDOR DOSTOIÉVSKI

POEMA: A CADA DIA

Estou lendo ‘Diário do subsolo’, de Dostoiévski — esse que será o próximo post da sessão “Minhas Leituras”. Não é um livro alegre, nem muito positivo. O autor faz uma análise do subsolo que cada um de nós carrega. O protagonista do livro é muito crítico, passando a ver sua vida como algo banal, sempre com a mesma rotina, se calando, reprimindo suas vontades.

Essa brilhante obra do autor russo é uma das inspirações para esse poema. A vida rotineira que levamos é outra. Vivemos sempre postergando as coisas, dando importância àquilo que não deveria ser importante, deixando de lado o que realmente importa. O Futuro do Pretérito é o tempo verbal que mais conjugamos.

Aviso que esse não é um poema alegre, é até triste. Triste porque diz verdades, e verdades doem na maior parte do tempo. Mais do que tudo, são versos que lhe farão refletir sobre a rotina, sobre nossas ações e escolhas. Foge um pouco dos meus padrões, mas padrões sempre mudam (ou deveriam).

Espero que seja uma poesia que lhe agrade. Continuar lendo “POEMA: A CADA DIA”

POEMA: A CADA DIA

OUTRO LADO ARTÍSTICO

Escrever é uma arte. Considero qualquer tipo de escrita uma arte, o que vai dizer se é boa arte, ou não, é a qualidade do texto. Como qualquer pessoa que visita meu blog pode ver, escrever é algo do qual gosto muito. A escrita é uma arte peculiar, pois quem escreve possui apenas as palavras como ferramenta de trabalho, com a ajuda da imaginação do leitor.

Toda pessoa que desenvolve alguma forma de arte, não fica apenas em uma, apesar de possuir um foco principal, sempre há outra maneira de expressão artística que lhe interessará. É comum ver, por exemplo, atores que são grandes cantores, ou o contrário, entre diversos outros exemplos que poderiam ser citados — o importante aqui é a ideia central do que quero dizer.

Sempre gostei de desenhos animados, principalmente quando eu era criança. Era uma alegria acordar cedo aos sábados para assistir meus personagens favoritos (hoje em dia acordar cedo em um sábado é o pior dos pesadelos). Eu sempre imaginava como os desenhos eram produzidos, como as pessoas faziam para o que era visto na tela se movimentasse. Já na adolescência, aprendi como tudo isso funciona. Meu primeiro contato, após os flip books, foi com o programa Flash, na época pertencente à Macromedia, que foi comprada pela Adobe. Continuar lendo “OUTRO LADO ARTÍSTICO”

OUTRO LADO ARTÍSTICO

O PAI PROVEDOR

Um homem passa por diversas etapas durante sua vida, umas mais fáceis, outras que se mostram um imenso desafio. Podemos situar a etapa de ser pai entre as mais desafiadoras. Há aqueles que escolhem inserir essa etapa em suas  vidas, assim como existem os que encaram essa tarefa meio que por acidente, meio sem querer.

Ser pai não é algo simples e nem todos conseguem desenvolver esse papel de maneira positiva. Como é possível observar, em cada função, ou em cada papel, há quem se destaca, e há quem falha, quem encontra dificuldades.

Refletindo acerca desse pensamento, podemos conceituar pais dos mais diversos tipos. Nesse post, pretendo analisar apenas dois desses tipos: o pai provedor, e o pai ideal. Todo homem é igual e diferente ao mesmo tempo. Mesmo que cresçam em ambientes completamente distintos, certas circunstâncias estarão presentes na vida de todos em determinado momento. Esses conceitos que estou criando, serão explicados no decorrer do texto, com uma análise sobre o que é ser homem e como isso implica em ser pai. Continuar lendo “O PAI PROVEDOR”

O PAI PROVEDOR

MINHAS LEITURAS #30: MANIFESTO DO PARTIDO COMUNISTA – MARX E ENGELS

Título: Manifesto do Partido Comunista
Autor: Karl Marx e Friedrich Engels
Editora: Penguin-Companhia das Letras
Ano: 2012
Páginas: 112
Tradução: Sergio Tellaroli
Veja o livro no site da editora: https://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=85058

“Que as classes dominantes tremam ante a revolução comunista. Os proletários nada mais têm perder com ela do que seus grilhões. Têm, sim, um mundo a ganhar. Proletários de todos os países, unam-se!” (MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto do Partido Comunista. Penguin-Companhia das Letras, 2012, p. 83)

O século XIX foi um período de grande importância para o mundo. A partir desse período muita coisa mudou e as bases de nossa sociedade atual foram criadas. Houve muitos movimentos políticos, onde trabalhadores buscavam ter voz perante as decisões de seus países e por reformas nas condições de trabalho e salário. Uma das obras literárias de maior impacto nessa época foi o ‘Manifesto do Partido Comunista’. As ideias contidas nesse pequeno livro mudaram o rumo da história e a forma de se enxergar o mundo e as relações humanas. Amados por muitos, odiado por outros, possui conceitos que ainda são atuais, porém outros nem tanto. Continuar lendo “MINHAS LEITURAS #30: MANIFESTO DO PARTIDO COMUNISTA – MARX E ENGELS”

MINHAS LEITURAS #30: MANIFESTO DO PARTIDO COMUNISTA – MARX E ENGELS

POEMA: DOR

Há uma semana, mais ou menos, eu estava sentindo muita dor, eu não estava bem. E uma ideia me surge de uma situação adversa, mais uma vez.

Quem é que nunca sentiu dor? Já nascemos com ela, ao respirar o ar que nossos pulmões não estavam acostumados a receber. Se trata de um sentimento que nos acompanha pelo resto da vida, ruim pois senti-la não é bom, mas ao mesmo tempo nos faz lembrar de que estamos vivos e devemos seguir em frente.

Gosto de ser engraçado e acredito possuir certa facilidade em criar algo que possa fazer rir. Por isso a primeira estrofe que criei foi a última, que parece um pouco boba até, mas que é divertira (eu acho). O resto foi se desenrolando ao me lembrar de situações em que a dor passou pela minha vida.

Foi um poema bom de se escrever, e espero que seja bom de ler. Espero que goste. Pode dizer o que achou nos comentários. Seja sincero. Continuar lendo “POEMA: DOR”

POEMA: DOR

MINHAS LEITURAS #27: O SOL É PARA TODOS – HARPER LEE

Título: O Sol é para todos
Autor: Harper Lee
Editora: José Olympio
Ano: 2015
Páginas: 364
Tradução: Beatriz Horta
Veja o livro no site da editora: http://www.record.com.br/livro_sinopse.asp?id_livro=28725

“Você só consegue entender uma pessoa de verdade quando vê as coisas do ponto de vista dela”. (LEE, Harper. O Sol é para todos. José Olympio, 2015, p. 43)

Poucos livros conseguem descrever um momento histórico de maneira tão precisa. Harper Lee conseguiu. ‘O Sol é para todos’ consegue transmitir de maneira muito clara como era a sociedade do Sul dos Estados Unidos na década de 1930. Racismo, conservadorismo, coerção social, tudo está presente nesse livro. E melhor de tudo: é uma prosa gostosa e muito fácil de ler. Uma obra que aborda um tema pesado de maneira inteligente e interessante. Que tal conhecer um pouco mais sobre essa autora e seu livro, considerado um dos melhores romances de seu país? Continuar lendo “MINHAS LEITURAS #27: O SOL É PARA TODOS – HARPER LEE”

MINHAS LEITURAS #27: O SOL É PARA TODOS – HARPER LEE

A SOCIEDADE A PARTIR DE DURKHEIM

A sociedade contemporânea vive e se organiza de maneira individualista, por conta do modelo econômico em que estamos inseridos: o capitalismo. O sentimento de pertencer ocorre em âmbitos mais estreitos, como pertencer à família. É raro ter o sentimento de pertencer a algo que extrapole os limites da família, como pertencer à comunidade onde se vive.

Os laços que prendem os indivíduos nos mais diferentes tipos de sociedade são dados pela solidariedade social. Segundo Émile Durkheim, essas solidariedades podem ser do tipo mecânica e orgânica (Ribeiro, 2016).

Para melhor compreender o conceito de solidariedade social, temos que entender dois conceitos: a consciência coletiva e a consciência individual. A consciência individual, como o próprio nome diz, é própria, possui características peculiares, ligada à nossa personalidade, de certo modo. Já a consciência coletiva seria a combinação de todas as consciências individuais, influenciando-as. Os valores morais referem-se aos sentimentos comuns do grupo onde se está inserido enquanto indivíduo, sendo transmitida pela vida social, de geração em geração (Ribeiro, 2016). Continuar lendo “A SOCIEDADE A PARTIR DE DURKHEIM”

A SOCIEDADE A PARTIR DE DURKHEIM