POEMA: A CADA DIA

Estou lendo ‘Diário do subsolo’, de Dostoiévski — esse que será o próximo post da sessão “Minhas Leituras”. Não é um livro alegre, nem muito positivo. O autor faz uma análise do subsolo que cada um de nós carrega. O protagonista do livro é muito crítico, passando a ver sua vida como algo banal, sempre com a mesma rotina, se calando, reprimindo suas vontades.

Essa brilhante obra do autor russo é uma das inspirações para esse poema. A vida rotineira que levamos é outra. Vivemos sempre postergando as coisas, dando importância àquilo que não deveria ser importante, deixando de lado o que realmente importa. O Futuro do Pretérito é o tempo verbal que mais conjugamos.

Aviso que esse não é um poema alegre, é até triste. Triste porque diz verdades, e verdades doem na maior parte do tempo. Mais do que tudo, são versos que lhe farão refletir sobre a rotina, sobre nossas ações e escolhas. Foge um pouco dos meus padrões, mas padrões sempre mudam (ou deveriam).

Espero que seja uma poesia que lhe agrade. Continuar lendo “POEMA: A CADA DIA”

POEMA: A CADA DIA

OUTRO LADO ARTÍSTICO

Escrever é uma arte. Considero qualquer tipo de escrita uma arte, o que vai dizer se é boa arte, ou não, é a qualidade do texto. Como qualquer pessoa que visita meu blog pode ver, escrever é algo do qual gosto muito. A escrita é uma arte peculiar, pois quem escreve possui apenas as palavras como ferramenta de trabalho, com a ajuda da imaginação do leitor.

Toda pessoa que desenvolve alguma forma de arte, não fica apenas em uma, apesar de possuir um foco principal, sempre há outra maneira de expressão artística que lhe interessará. É comum ver, por exemplo, atores que são grandes cantores, ou o contrário, entre diversos outros exemplos que poderiam ser citados — o importante aqui é a ideia central do que quero dizer.

Sempre gostei de desenhos animados, principalmente quando eu era criança. Era uma alegria acordar cedo aos sábados para assistir meus personagens favoritos (hoje em dia acordar cedo em um sábado é o pior dos pesadelos). Eu sempre imaginava como os desenhos eram produzidos, como as pessoas faziam para o que era visto na tela se movimentasse. Já na adolescência, aprendi como tudo isso funciona. Meu primeiro contato, após os flip books, foi com o programa Flash, na época pertencente à Macromedia, que foi comprada pela Adobe. Continuar lendo “OUTRO LADO ARTÍSTICO”

OUTRO LADO ARTÍSTICO

O PAI PROVEDOR

Um homem passa por diversas etapas durante sua vida, umas mais fáceis, outras que se mostram um imenso desafio. Podemos situar a etapa de ser pai entre as mais desafiadoras. Há aqueles que escolhem inserir essa etapa em suas  vidas, assim como existem os que encaram essa tarefa meio que por acidente, meio sem querer.

Ser pai não é algo simples e nem todos conseguem desenvolver esse papel de maneira positiva. Como é possível observar, em cada função, ou em cada papel, há quem se destaca, e há quem falha, quem encontra dificuldades.

Refletindo acerca desse pensamento, podemos conceituar pais dos mais diversos tipos. Nesse post, pretendo analisar apenas dois desses tipos: o pai provedor, e o pai ideal. Todo homem é igual e diferente ao mesmo tempo. Mesmo que cresçam em ambientes completamente distintos, certas circunstâncias estarão presentes na vida de todos em determinado momento. Esses conceitos que estou criando, serão explicados no decorrer do texto, com uma análise sobre o que é ser homem e como isso implica em ser pai. Continuar lendo “O PAI PROVEDOR”

O PAI PROVEDOR

MINHAS LEITURAS #30: MANIFESTO DO PARTIDO COMUNISTA – MARX E ENGELS

Título: Manifesto do Partido Comunista
Autor: Karl Marx e Friedrich Engels
Editora: Penguin-Companhia das Letras
Ano: 2012
Páginas: 112
Tradução: Sergio Tellaroli
Veja o livro no site da editora: https://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=85058

“Que as classes dominantes tremam ante a revolução comunista. Os proletários nada mais têm perder com ela do que seus grilhões. Têm, sim, um mundo a ganhar. Proletários de todos os países, unam-se!” (MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto do Partido Comunista. Penguin-Companhia das Letras, 2012, p. 83)

O século XIX foi um período de grande importância para o mundo. A partir desse período muita coisa mudou e as bases de nossa sociedade atual foram criadas. Houve muitos movimentos políticos, onde trabalhadores buscavam ter voz perante as decisões de seus países e por reformas nas condições de trabalho e salário. Uma das obras literárias de maior impacto nessa época foi o ‘Manifesto do Partido Comunista’. As ideias contidas nesse pequeno livro mudaram o rumo da história e a forma de se enxergar o mundo e as relações humanas. Amados por muitos, odiado por outros, possui conceitos que ainda são atuais, porém outros nem tanto. Continuar lendo “MINHAS LEITURAS #30: MANIFESTO DO PARTIDO COMUNISTA – MARX E ENGELS”

MINHAS LEITURAS #30: MANIFESTO DO PARTIDO COMUNISTA – MARX E ENGELS

POEMA: DOR

Há uma semana, mais ou menos, eu estava sentindo muita dor, eu não estava bem. E uma ideia me surge de uma situação adversa, mais uma vez.

Quem é que nunca sentiu dor? Já nascemos com ela, ao respirar o ar que nossos pulmões não estavam acostumados a receber. Se trata de um sentimento que nos acompanha pelo resto da vida, ruim pois senti-la não é bom, mas ao mesmo tempo nos faz lembrar de que estamos vivos e devemos seguir em frente.

Gosto de ser engraçado e acredito possuir certa facilidade em criar algo que possa fazer rir. Por isso a primeira estrofe que criei foi a última, que parece um pouco boba até, mas que é divertira (eu acho). O resto foi se desenrolando ao me lembrar de situações em que a dor passou pela minha vida.

Foi um poema bom de se escrever, e espero que seja bom de ler. Espero que goste. Pode dizer o que achou nos comentários. Seja sincero. Continuar lendo “POEMA: DOR”

POEMA: DOR

MINHAS LEITURAS #27: O SOL É PARA TODOS – HARPER LEE

Título: O Sol é para todos
Autor: Harper Lee
Editora: José Olympio
Ano: 2015
Páginas: 364
Tradução: Beatriz Horta
Veja o livro no site da editora: http://www.record.com.br/livro_sinopse.asp?id_livro=28725

“Você só consegue entender uma pessoa de verdade quando vê as coisas do ponto de vista dela”. (LEE, Harper. O Sol é para todos. José Olympio, 2015, p. 43)

Poucos livros conseguem descrever um momento histórico de maneira tão precisa. Harper Lee conseguiu. ‘O Sol é para todos’ consegue transmitir de maneira muito clara como era a sociedade do Sul dos Estados Unidos na década de 1930. Racismo, conservadorismo, coerção social, tudo está presente nesse livro. E melhor de tudo: é uma prosa gostosa e muito fácil de ler. Uma obra que aborda um tema pesado de maneira inteligente e interessante. Que tal conhecer um pouco mais sobre essa autora e seu livro, considerado um dos melhores romances de seu país? Continuar lendo “MINHAS LEITURAS #27: O SOL É PARA TODOS – HARPER LEE”

MINHAS LEITURAS #27: O SOL É PARA TODOS – HARPER LEE

A SOCIEDADE A PARTIR DE DURKHEIM

A sociedade contemporânea vive e se organiza de maneira individualista, por conta do modelo econômico em que estamos inseridos: o capitalismo. O sentimento de pertencer ocorre em âmbitos mais estreitos, como pertencer à família. É raro ter o sentimento de pertencer a algo que extrapole os limites da família, como pertencer à comunidade onde se vive.

Os laços que prendem os indivíduos nos mais diferentes tipos de sociedade são dados pela solidariedade social. Segundo Émile Durkheim, essas solidariedades podem ser do tipo mecânica e orgânica (Ribeiro, 2016).

Para melhor compreender o conceito de solidariedade social, temos que entender dois conceitos: a consciência coletiva e a consciência individual. A consciência individual, como o próprio nome diz, é própria, possui características peculiares, ligada à nossa personalidade, de certo modo. Já a consciência coletiva seria a combinação de todas as consciências individuais, influenciando-as. Os valores morais referem-se aos sentimentos comuns do grupo onde se está inserido enquanto indivíduo, sendo transmitida pela vida social, de geração em geração (Ribeiro, 2016). Continuar lendo “A SOCIEDADE A PARTIR DE DURKHEIM”

A SOCIEDADE A PARTIR DE DURKHEIM

MINHAS LEITURAS #23: O RETRATO DE DORIAN GRAY – OSCAR WILDE

Título: O retrato de Dorian Gray
Autor: Oscar Wilde
Editora: Penguin-Companhia
Ano: 2012
Páginas: 264
Tradução: Paulo Schiller
Veja o livro no site da editora: http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=85056

“[…]gente extremamente antiquada que não se dera conta de que vivia em uma época em que as coisas desnecessárias eram as únicas necessidades[…]” (WILDE, Oscar. O retrato de Dorian Gray. Penguin-Companhia, 2012. p. 112)

Um romance filosófico do final do século XIX, que ainda se mantém atual. O único romance publicado de Oscar Wilde gerou muita polêmica em sua época e hoje é considerado um clássico da literatura britânica. Um pouco da vida do autor e de suas ideias estão refletidas nesse livro, pois ele possuía uma vida tão polêmica quanto suas obras. Conheça um pouco sobre o autor e esse título, que é repleto de interpretações, um prato cheio para quem gosta de uma boa leitura e, principalmente, para quem gosta de psicologia. Continuar lendo “MINHAS LEITURAS #23: O RETRATO DE DORIAN GRAY – OSCAR WILDE”

MINHAS LEITURAS #23: O RETRATO DE DORIAN GRAY – OSCAR WILDE

EDUCAÇÃO INCLUSIVA: O QUE É?

Estudiosos concordam que inclusão não se refere apenas às crianças com deficiência, mas também a todos que sofrem qualquer forma de exclusão educacional (FERREIRA, 2005). A Educação Inclusiva vem crescendo no mundo todo, propondo que toda criança tem direito à uma educação de qualidade, para isso as escolas devem se adaptar. Esse movimento cresceu muito após a Declaração Mundial de Educação para Todos e Diretrizes de Ação para o Encontro das Necessidades Básicas de Aprendizagem, em 1990.

O principal objetivo do movimento pelas escolas inclusivas é o de rompimento com práticas pedagógicas autoritárias e alienantes (FERREIRA, 2005). A maioria dos professores não dão espaço aos alunos, com práticas que não promovem autonomia, mas sim práticas de controle. Continuar lendo “EDUCAÇÃO INCLUSIVA: O QUE É?”

EDUCAÇÃO INCLUSIVA: O QUE É?

CAPITALISMO E DIREITOS HUMANOS

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, redigida em 1948, após as atrocidades cometidas durante a Segunda Guerra Mundial, é uma tentativa de delinear uma série de direitos básicos e foi adotada pela Organização das Nações Unidas (ONU). Se compreendermos esses diretos como pré-estatais, caímos na ideia liberal de direito natural; considerando-os direitos morais, são direitos sem valor algum diante de um tribunal (Lohmann, 2013). Para que os Direitos Humanos se tornem direitos jurídicos, é preciso que o Estado forneça meios de garanti-los, através de políticas públicas, a partir do momento em que os Estados se comprometeram a promover uma cooperação com a Declaração (ONU, 1948).

Segundo Alves (2012), os Direitos Humanos saíram de moda. Isso se deve, em grande parte, ao fato da grande onda neoliberal que assola o mundo desde a década de 1980. Uma sociedade liberal é pautada no capitalismo e no individualismo, assim como no enfraquecimento do poder do Estado. Desde essa época, estados de bem-estar social, provedores de direitos, tendem a sucumbir (Justo, 2008). Continuar lendo “CAPITALISMO E DIREITOS HUMANOS”

CAPITALISMO E DIREITOS HUMANOS