A TEORIA COMPORTAMENTAL

A Terapia Comportamental (TC) é baseada nas terapias do comportamento que se desenvolveram no início do século XX, principalmente com J. B. Watson, que foi influenciado pelos estudos de Pavlov; sua grande repercussão ocorreu na década de 1950 com os estudos de B. F. Skinner (BAHLS; NAVOLAR, 2004).

Os estudos da teoria comportamental permitiram a criação de leis gerais do comportamento, tornando-o previsível. Existem dois tipos de comportamento dentro dessa perspectiva: o comportamento respondente (ou comportamento reflexo, involuntário) e o comportamento operante (os comportamentos voluntários, que modificam o ambiente e estão sujeitos a alterações de suas consequências) (BAHLS; NAVOLAR, 2004)

Comportamentos podem ser condicionados, ou seja, podem ser alterados dependendo das mudanças no ambiente. Os fatores causadores desse condicionamento são os reforçadores (negativos ou positivos) e/ou estímulos aversivos (BAHLS; NAVOLAR, 2004). Continuar lendo “A TEORIA COMPORTAMENTAL”

A TEORIA COMPORTAMENTAL

A HISTÓRIA DA ORIENTAÇÃO VOCACIONAL NO BRASIL

O texto a seguir foi parte de um trabalho que desenvolvi na faculdade, no meu curso de Psicologia. Foi um projeto de Orientação Vocacional executado em algumas escolas de Ensino Médio de minha cidade.

O processo de escolha de uma profissão é fundamental na vida de uma pessoa, pois, a partir dela, seu futuro será traçado. Geralmente essa escolha acontece na adolescência, um período de grande conflito e dúvidas. Muitos jovens encontram-se desorientados no meio de um turbilhão de cursos e carreiras disponíveis.

A visão e o conhecimento da Psicologia podem trazer diversos benefícios aos jovens que buscam conhecer melhor as profissões e a si mesmos. Trabalhando como facilitadores, os estagiários podem despertar novas ideias nesses adolescentes que estão em pleno momento de decisão. O trabalho com diálogos, debates de ideias e dinâmicas de grupo pode levantar questões e criar um ambiente para que esses alunos falem abertamente; um espaço que, muitas vezes, a família e a escola não proporcionam. Continuar lendo “A HISTÓRIA DA ORIENTAÇÃO VOCACIONAL NO BRASIL”

A HISTÓRIA DA ORIENTAÇÃO VOCACIONAL NO BRASIL

MINHAS LEITURAS #26: SOLARIS – STANISLAW LEM

Título: Solaris
Autor: Stanislaw Lem
Editora: Aleph
Ano: 2017
Páginas: 320
Tradução: Eneida Favre
Veja o livro no site da editora: http://www.editoraaleph.com.br/solaris/p

“O homem saiu para encontrar outros mundos, outras civilizações, sem saber nada sobre seus próprios recessos, ruas sem saída, poços e portas bloqueadas e escuras”. (LEM, Stanislaw. Solaris. Aleph, 2017, p. 239)

A Aleph, uma editora focada em livros de ficção científica, está repleta de lançamentos em 2017. Um desses lançamentos é o livro ‘Solaris’, do autor polonês Stanislaw Lem. Nessa obra, acompanhamos o psicólogo Kris Kelvin em sua visita ao planeta Solaris. Esta magnífica descoberta da humanidade guarda muitos segredos e pode marcar o primeiro contato do ser humano com a vida extraterrestre. Entretanto, as coisas não saem muito bem como Kelvin havia imaginado. Descubra um pouco mais sobre esse clássico da ficção científica, que possui um teor filosófico, além do especulativo. Continuar lendo “MINHAS LEITURAS #26: SOLARIS – STANISLAW LEM”

MINHAS LEITURAS #26: SOLARIS – STANISLAW LEM

A SOCIEDADE A PARTIR DE DURKHEIM

A sociedade contemporânea vive e se organiza de maneira individualista, por conta do modelo econômico em que estamos inseridos: o capitalismo. O sentimento de pertencer ocorre em âmbitos mais estreitos, como pertencer à família. É raro ter o sentimento de pertencer a algo que extrapole os limites da família, como pertencer à comunidade onde se vive.

Os laços que prendem os indivíduos nos mais diferentes tipos de sociedade são dados pela solidariedade social. Segundo Émile Durkheim, essas solidariedades podem ser do tipo mecânica e orgânica (Ribeiro, 2016).

Para melhor compreender o conceito de solidariedade social, temos que entender dois conceitos: a consciência coletiva e a consciência individual. A consciência individual, como o próprio nome diz, é própria, possui características peculiares, ligada à nossa personalidade, de certo modo. Já a consciência coletiva seria a combinação de todas as consciências individuais, influenciando-as. Os valores morais referem-se aos sentimentos comuns do grupo onde se está inserido enquanto indivíduo, sendo transmitida pela vida social, de geração em geração (Ribeiro, 2016). Continuar lendo “A SOCIEDADE A PARTIR DE DURKHEIM”

A SOCIEDADE A PARTIR DE DURKHEIM

‘NÃO ESTOU LOUCO PARA FAZER TERAPIA!’

É comum ouvir esse tipo de frase vinda de alguém que não está muito por dentro sobre o que se trata a área da Psicologia. Não seria correto culpar as pessoas por isso, não de todo, afinal, por ser uma área fortemente ligada à saúde mental, muitos estigmas foram criados sobre a profissão ao longo das décadas. Temos linhas teóricas como a psicanálise, com um vasto e aprofundado estudo sobre a psicose; temos o histórico da psiquiatria, que rotulou pessoas e as trancou em manicômios durante muito tempo; e temos preconceitos, cristalizados na sociedade por esses motivos citados e também por muitos outros.

Uma coisa é certa: a Psicologia não é um estudo sobre a loucura (uma palavra com teor muito agressivo e negativo, que agride muito mais do que descreve), o fato de psicólogos não gostarem de rotular as pessoas com doenças mostra que esse não é bem o caso. A ideia de louco, geralmente se refere à pessoa que rompe com a realidade, um psicótico, que é uma parte muito baixa das pessoas que buscam, ou são levadas à terapia. A grande maioria da população não vive em situações extremas de delírios. Todo mundo tem problemas que poderiam ser amenizados com uma psicoterapia, desde a falta de habilidades sociais, até um caso de depressão mais aguda.

Porém, nem só de terapia vive o psicólogo. Esse é um profissional que está inserido em diversos contextos, a área de atuação é ampla. Na maioria dessas áreas, sequer ocorre uma terapia (não aos moldes tradicionais, de acordo com o setting terapêutico). Continue lendo e descubra que Psicologia não é uma “coisa de louco”. Continuar lendo “‘NÃO ESTOU LOUCO PARA FAZER TERAPIA!’”

‘NÃO ESTOU LOUCO PARA FAZER TERAPIA!’

MINHAS LEITURAS #24: O MÉDICO E O MONSTRO – ROBERT LOUIS STEVENSON

Título: O médico e o monstro: o estranho caso do dr. Jekyll e sr. Hyde
Autor: Robert Louis Stevenson
Editora: Penguin-Companhia
Ano: 2015
Páginas: 160
Tradução: Jorio Dauster
Veja o livro no site da editora: https://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=85136

“Causei a mim próprio uma punição e um perigo que não posso revelar. Se sou o maior pecador, sou também o maior sofredor […]” (STEVENSON, Robert Louis. O médico e o monstro: o estranho caso do dr. Jekyll e sr. Hyde. Penguin-Companhia das Letras, 2015. p. 96)

Poucos livros conseguem se tornar ícones de um gênero literário. A obra de maior sucesso de Stevenson é lembrada até hoje, mais de cem anos após sua publicação original, em 1886. A grande maioria das pessoas já ouviu falar em ‘O médico e o monstro’, inspiração para diversos autores, livros, filmes e peças de teatro. Um clássico da literatura gótica e do horror, que vai muito além da intenção de espantar o leitor: é também uma leitura do homem e de seus desejos mais obscuros. Continuar lendo “MINHAS LEITURAS #24: O MÉDICO E O MONSTRO – ROBERT LOUIS STEVENSON”

MINHAS LEITURAS #24: O MÉDICO E O MONSTRO – ROBERT LOUIS STEVENSON

ORGANIZAÇÕES QUE APRENDEM E GESTÃO DO CONHECIMENTO

As organizações do século XXI têm investido pesado na gestão do conhecimento, pois isso é algo que pode diferenciar uma empresa das demais. O conhecimento sobre um bem, um produto ou cliente passa a ser uma informação valiosíssima para uma empresa. Temos hoje o desafio de se considerar a gestão do conhecimento como ferramenta estratégica, como uma forma de gerir pessoas que busque a eficiência e eficácia, pois só dessa maneira uma empresa pode sobreviver nessa nova realidade, que é a Era das Informações.

A criação de valores que se transformam em estratégias competitivas nesse mercado competitivo é uma vantagem que uma empresa pode obter sobre outra. Um dos pilares das iniciativas de gestão de conhecimento no âmbito organizacional é a infraestrutura tecnológica, pois proporciona segurança, disponibilidade e acesso rápido ao conhecimento. Continuar lendo “ORGANIZAÇÕES QUE APRENDEM E GESTÃO DO CONHECIMENTO”

ORGANIZAÇÕES QUE APRENDEM E GESTÃO DO CONHECIMENTO

MINHAS LEITURAS #23: O RETRATO DE DORIAN GRAY – OSCAR WILDE

Título: O retrato de Dorian Gray
Autor: Oscar Wilde
Editora: Penguin-Companhia
Ano: 2012
Páginas: 264
Tradução: Paulo Schiller
Veja o livro no site da editora: http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=85056

“[…]gente extremamente antiquada que não se dera conta de que vivia em uma época em que as coisas desnecessárias eram as únicas necessidades[…]” (WILDE, Oscar. O retrato de Dorian Gray. Penguin-Companhia, 2012. p. 112)

Um romance filosófico do final do século XIX, que ainda se mantém atual. O único romance publicado de Oscar Wilde gerou muita polêmica em sua época e hoje é considerado um clássico da literatura britânica. Um pouco da vida do autor e de suas ideias estão refletidas nesse livro, pois ele possuía uma vida tão polêmica quanto suas obras. Conheça um pouco sobre o autor e esse título, que é repleto de interpretações, um prato cheio para quem gosta de uma boa leitura e, principalmente, para quem gosta de psicologia. Continuar lendo “MINHAS LEITURAS #23: O RETRATO DE DORIAN GRAY – OSCAR WILDE”

MINHAS LEITURAS #23: O RETRATO DE DORIAN GRAY – OSCAR WILDE

EDUCAÇÃO INCLUSIVA: O QUE É?

Estudiosos concordam que inclusão não se refere apenas às crianças com deficiência, mas também a todos que sofrem qualquer forma de exclusão educacional (FERREIRA, 2005). A Educação Inclusiva vem crescendo no mundo todo, propondo que toda criança tem direito à uma educação de qualidade, para isso as escolas devem se adaptar. Esse movimento cresceu muito após a Declaração Mundial de Educação para Todos e Diretrizes de Ação para o Encontro das Necessidades Básicas de Aprendizagem, em 1990.

O principal objetivo do movimento pelas escolas inclusivas é o de rompimento com práticas pedagógicas autoritárias e alienantes (FERREIRA, 2005). A maioria dos professores não dão espaço aos alunos, com práticas que não promovem autonomia, mas sim práticas de controle. Continuar lendo “EDUCAÇÃO INCLUSIVA: O QUE É?”

EDUCAÇÃO INCLUSIVA: O QUE É?

UM RESUMO SOBRE A HISTÓRIA DA LUTA ANTIMANICOMIAL

A loucura já foi compreendida de diversas maneiras ao longo dos séculos: já se pensou que se tratava de uma possessão demoníaca, já tentaram isolar os “loucos”, mantendo-os afastados da população, até chegarmos à lógica médica-psiquiátrica de internação. Essa lógica de manter a pessoa em sofrimento psíquico (um termo mais adequado) sob constante vigilância e punição foi muito discutido por Michel Foucault em suas obras ‘Vigiar e punir’ e ‘A história da loucura’. Essa lógica contribuiu para a criação dos manicômios, que davam um tratamento moral aos pacientes, isolando a doença do resto do sujeito. Enfim, esses “hospitais” se tornaram laboratórios de pesquisas com doenças e doentes e um espaço de reprodução do saber médico. Na década de 60, essas instituições eram utilizadas por grupos econômicos para a “fabricação da loucura”, com o interesse de fomentar a cronificação, mantendo a clientela, ao invés de oferecer um tratamento aos pacientes.

O tratamento dentro dessas instituições pode ser considerado como, no mínimo, desumano e insuficiente. Baseado em medicação, métodos violentos como o eletrochoque, total descaso com os pacientes, que eram deixados “às traças”, sem qualquer tipo de cuidado. Não havia o intuito de promover a emancipação do sujeito, sua autossuficiência, pois esses eram privados da liberdade e interação social. O que ocorria era a total alienação e a perda de identidade. Viver isolado, com tratamentos cruéis, com intenso uso de medicamentos — medicamentos são importantes, porém, sozinhos, trazem mais problemas do que ganhos, podendo levar à dependência — apenas contribuía para a formação de pessoas dóceis, tornando o trabalho dos funcionários, de vigiar e punir, mais simples.

Da década de 60 em diante, os próprios funcionários dessas instituições começaram a perceber que o que ocorria ali dentro não estava certo. Isso deu início à diversas discussões e movimentos em prol de tratamentos mais humanos. Em 1987 houve, na cidade de Bauru/SP, o Congresso de Trabalhadores de Serviços de Saúde Mental, que deu visibilidade ao movimento da Luta Antimanicomial. Esse congresso ocorreu no dia 18 de maio, por isso esse movimento é lembrado nessa data. Quais foram os avanços obtidos na área da saúde mental desde a década de 1980 até os dias de atuais? Continuar lendo “UM RESUMO SOBRE A HISTÓRIA DA LUTA ANTIMANICOMIAL”

UM RESUMO SOBRE A HISTÓRIA DA LUTA ANTIMANICOMIAL