MINHAS LEITURAS #30: MANIFESTO DO PARTIDO COMUNISTA – MARX E ENGELS

Título: Manifesto do Partido Comunista
Autor: Karl Marx e Friedrich Engels
Editora: Penguin-Companhia das Letras
Ano: 2012
Páginas: 112
Tradução: Sergio Tellaroli
Veja o livro no site da editora: https://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=85058

“Que as classes dominantes tremam ante a revolução comunista. Os proletários nada mais têm perder com ela do que seus grilhões. Têm, sim, um mundo a ganhar. Proletários de todos os países, unam-se!” (MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto do Partido Comunista. Penguin-Companhia das Letras, 2012, p. 83)

O século XIX foi um período de grande importância para o mundo. A partir desse período muita coisa mudou e as bases de nossa sociedade atual foram criadas. Houve muitos movimentos políticos, onde trabalhadores buscavam ter voz perante as decisões de seus países e por reformas nas condições de trabalho e salário. Uma das obras literárias de maior impacto nessa época foi o ‘Manifesto do Partido Comunista’. As ideias contidas nesse pequeno livro mudaram o rumo da história e a forma de se enxergar o mundo e as relações humanas. Amados por muitos, odiado por outros, possui conceitos que ainda são atuais, porém outros nem tanto. Continuar lendo “MINHAS LEITURAS #30: MANIFESTO DO PARTIDO COMUNISTA – MARX E ENGELS”

MINHAS LEITURAS #30: MANIFESTO DO PARTIDO COMUNISTA – MARX E ENGELS

EDUCAÇÃO INCLUSIVA: O QUE É?

Estudiosos concordam que inclusão não se refere apenas às crianças com deficiência, mas também a todos que sofrem qualquer forma de exclusão educacional (FERREIRA, 2005). A Educação Inclusiva vem crescendo no mundo todo, propondo que toda criança tem direito à uma educação de qualidade, para isso as escolas devem se adaptar. Esse movimento cresceu muito após a Declaração Mundial de Educação para Todos e Diretrizes de Ação para o Encontro das Necessidades Básicas de Aprendizagem, em 1990.

O principal objetivo do movimento pelas escolas inclusivas é o de rompimento com práticas pedagógicas autoritárias e alienantes (FERREIRA, 2005). A maioria dos professores não dão espaço aos alunos, com práticas que não promovem autonomia, mas sim práticas de controle. Continuar lendo “EDUCAÇÃO INCLUSIVA: O QUE É?”

EDUCAÇÃO INCLUSIVA: O QUE É?

CAPITALISMO E DIREITOS HUMANOS

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, redigida em 1948, após as atrocidades cometidas durante a Segunda Guerra Mundial, é uma tentativa de delinear uma série de direitos básicos e foi adotada pela Organização das Nações Unidas (ONU). Se compreendermos esses diretos como pré-estatais, caímos na ideia liberal de direito natural; considerando-os direitos morais, são direitos sem valor algum diante de um tribunal (Lohmann, 2013). Para que os Direitos Humanos se tornem direitos jurídicos, é preciso que o Estado forneça meios de garanti-los, através de políticas públicas, a partir do momento em que os Estados se comprometeram a promover uma cooperação com a Declaração (ONU, 1948).

Segundo Alves (2012), os Direitos Humanos saíram de moda. Isso se deve, em grande parte, ao fato da grande onda neoliberal que assola o mundo desde a década de 1980. Uma sociedade liberal é pautada no capitalismo e no individualismo, assim como no enfraquecimento do poder do Estado. Desde essa época, estados de bem-estar social, provedores de direitos, tendem a sucumbir (Justo, 2008). Continuar lendo “CAPITALISMO E DIREITOS HUMANOS”

CAPITALISMO E DIREITOS HUMANOS

UM RESUMO SOBRE A HISTÓRIA DA LUTA ANTIMANICOMIAL

A loucura já foi compreendida de diversas maneiras ao longo dos séculos: já se pensou que se tratava de uma possessão demoníaca, já tentaram isolar os “loucos”, mantendo-os afastados da população, até chegarmos à lógica médica-psiquiátrica de internação. Essa lógica de manter a pessoa em sofrimento psíquico (um termo mais adequado) sob constante vigilância e punição foi muito discutido por Michel Foucault em suas obras ‘Vigiar e punir’ e ‘A história da loucura’. Essa lógica contribuiu para a criação dos manicômios, que davam um tratamento moral aos pacientes, isolando a doença do resto do sujeito. Enfim, esses “hospitais” se tornaram laboratórios de pesquisas com doenças e doentes e um espaço de reprodução do saber médico. Na década de 60, essas instituições eram utilizadas por grupos econômicos para a “fabricação da loucura”, com o interesse de fomentar a cronificação, mantendo a clientela, ao invés de oferecer um tratamento aos pacientes.

O tratamento dentro dessas instituições pode ser considerado como, no mínimo, desumano e insuficiente. Baseado em medicação, métodos violentos como o eletrochoque, total descaso com os pacientes, que eram deixados “às traças”, sem qualquer tipo de cuidado. Não havia o intuito de promover a emancipação do sujeito, sua autossuficiência, pois esses eram privados da liberdade e interação social. O que ocorria era a total alienação e a perda de identidade. Viver isolado, com tratamentos cruéis, com intenso uso de medicamentos — medicamentos são importantes, porém, sozinhos, trazem mais problemas do que ganhos, podendo levar à dependência — apenas contribuía para a formação de pessoas dóceis, tornando o trabalho dos funcionários, de vigiar e punir, mais simples.

Da década de 60 em diante, os próprios funcionários dessas instituições começaram a perceber que o que ocorria ali dentro não estava certo. Isso deu início à diversas discussões e movimentos em prol de tratamentos mais humanos. Em 1987 houve, na cidade de Bauru/SP, o Congresso de Trabalhadores de Serviços de Saúde Mental, que deu visibilidade ao movimento da Luta Antimanicomial. Esse congresso ocorreu no dia 18 de maio, por isso esse movimento é lembrado nessa data. Quais foram os avanços obtidos na área da saúde mental desde a década de 1980 até os dias de atuais? Continuar lendo “UM RESUMO SOBRE A HISTÓRIA DA LUTA ANTIMANICOMIAL”

UM RESUMO SOBRE A HISTÓRIA DA LUTA ANTIMANICOMIAL

MINHAS LEITURAS #18: TRAVESSURAS DA MENINA MÁ – MARIO VARGAS LLOSA

Título: Travessuras da menina má
Autor: Mario Vargas Llosa
Editora: Alfaguara
Ano: 2006
Páginas: 304
Tradução: Ari Roitman e Paulina Wacht
Veja o livro no site da editora: http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=27028089

Bem, no fundo eu sabia que [ela] nunca seria uma mulher normal. Nem queria que fosse, porque o que amava nela era também o indômito e imprevisível da sua personalidade. (LLOSA, Mario Vargas. Travessuras da menina má. Alfaguara, 2006, p. 240)

Ao ler a citação acima, já é possível obter uma ideia sobre a personalidade da menina má e do amor que o protagonista sente por ela. Sim, esse é um romance sobre uma história de amor, entretanto não se trata de um livro que fica preso a isso. Vargas Llosa consegue proporcionar ao leitor tanto uma história sobre um amor que perdura anos, recheada de momentos bem quentes, como também uma breve história da América Latina e sua situação política nas décadas de 60, 70 e 80. Continuar lendo “MINHAS LEITURAS #18: TRAVESSURAS DA MENINA MÁ – MARIO VARGAS LLOSA”

MINHAS LEITURAS #18: TRAVESSURAS DA MENINA MÁ – MARIO VARGAS LLOSA

MINHAS LEITURAS #17: NÓS – IEVGUÊNI ZAMIÁTIN

Título: Nós
Autor: Ievguêni Zamiátin
Editora: Aleph
Ano: 2017
Páginas: 344
Tradução: Gabriela Soares
Veja o livro no site da editora: http://www.editoraaleph.com.br/nos/p

— E que última revolução é essa que você quer? Não há última, as revoluções são infinitas. (ZAMIÁTIN, Ievguêni. Nós. Aleph, 2017, p. 237)

A obra mais conhecida do escritor russo Ievguêni Zamiátin [“Nós”] possui a fama de ser a distopia original, aquela que inspirou trabalhos posteriores como “Admirável mundo novo”, de Aldous Huxley, “1984”, de George Orwell e “Cântico”, da também russa, Ayn Rand (nesse a influência é extremamente evidente). Se não fosse por esse romance, finalizado em 1920, talvez esse gênero literário não se consagrasse, talvez esses autores citados não se interessassem em escrever histórias do tipo. Uma distopia é, basicamente, uma utopia que deu errado, ou uma utopia que certas pessoas acham que deu errado, pois são enredos que falam sobre governos totalitários, que abdicam sua população de qualquer forma de liberdade. O livro sofreu censura e não foi publicado na Rússia, devido ao período histórico no qual Zamiátin estava inserido: época posterior a Revolução Russa de 1917, com a ascensão Stálin ao poder. A citação acima demonstra um pouco o teor do enredo, que não ia muito de acordo com os ideais do governo stalinista. Continuar lendo “MINHAS LEITURAS #17: NÓS – IEVGUÊNI ZAMIÁTIN”

MINHAS LEITURAS #17: NÓS – IEVGUÊNI ZAMIÁTIN

AS QUESTÕES QUE ESTÃO ALÉM DO ALCANCE DOS NOSSOS OLHOS

O intuito desse título, assim como o do resto do texto, é causar reflexão. Você já parou para pensar que existem questões além do concreto, além daquilo que podemos ver? Quem vive 100% no mundo palpável não compreende nem 10% dele. Sim, porque o mundo concreto e o mundo abstrato coexistem e um não existe sem o outro. Por isso que existem as ciências humanas, pois só as ciências exatas não dariam conta de explicar os fenômenos que nos cercam e fazem parte de nossas vidas, de nossos egos. Por isso que existe a filosofia, a psicologia, os estudos das línguas: para explicar os fenômenos do que estão por trás daquilo que é visível. Continuar lendo “AS QUESTÕES QUE ESTÃO ALÉM DO ALCANCE DOS NOSSOS OLHOS”

AS QUESTÕES QUE ESTÃO ALÉM DO ALCANCE DOS NOSSOS OLHOS

5 LIVROS QUE DARIAM ÓTIMOS PESOS DE PORTA

Quando decidi criar esta lista, fiquei em dúvida quanto ao título que a daria. Eu poderia chama-la de “5 livros que poderiam ser utilizados como arma”, até porque vou falar sobre livros enormes, que, se arremessados na cabeça de alguém, poderiam matar o indivíduo ou causarem sérios danos. Mas eu não quero fazer apologia à violência aqui no meu blog. Não, prezo pela paz e espero que você também siga esse caminho, caro leitor.

Minha amiga Jéssica, que é mais louca por livros do que eu e é dona do canal Jéssica Lopes (faz sentido), sugeriu o título “Calhamaços da estante”, que eu não achei chamativo, preferi esse que utilizei, pelo tom humorístico que carrega (espero que você ache esse um título engraçado – desculpa, Jéssica). Enfim, a Jéssica e eu decidimos criar um conteúdo com a mesma ideia, ela em formato de vídeo para o seu canal, e eu escrevendo um post. Dessa forma, com bom humor, venho apresentar 5 “tijolos” que possuo em minha estante, que são tão bons quanto o número de páginas que possuem (confesso que não li todos eles ainda). Livros grandes assim demandam muito tempo e vontade do leitor, ainda mais se apresentarem uma leitura arrastada, porém o final da leitura é recompensado pelo sentimento de uma missão extremamente difícil que foi concluída com sucesso. Após conferir minha lista, dê uma olhada na LISTA da Jéssica, para encontrar mais calhamaços como esses. Continuar lendo “5 LIVROS QUE DARIAM ÓTIMOS PESOS DE PORTA”

5 LIVROS QUE DARIAM ÓTIMOS PESOS DE PORTA

UMA PALAVRA SOBRE O DIA INTERNACIONAL DA MULHER

O dia 8 de março é uma data que possui um grande significado e marca uma série de reivindicações que ocorreram no final do século XIX e início do século XX, por parte das mulheres. A inserção da mulher no mercado de trabalho ocorre desde essa época, porém o grande aumento da inserção delas no setor trabalhista é algo mais recente. Assim como a luta por melhores condições de trabalho, valorização e melhores salários, que são reivindicações que ocorrem desde o passado, mas que persistem até hoje, já que a tão sonhada igualdade ainda não foi atingida em sua plenitude. Por que será que, após mais de 100 anos que marcam a história do Dia Internacional da Mulher, ainda há muito o que se melhorar? Continuar lendo “UMA PALAVRA SOBRE O DIA INTERNACIONAL DA MULHER”

UMA PALAVRA SOBRE O DIA INTERNACIONAL DA MULHER

MINHAS LEITURAS #6: CÂNTICO– AYN RAND

Título: Cântico
Autora: Ayn Rand
Editora: Vide Editorial
Ano: 2015
Páginas: 116
Veja o livro no site da editora: http://videeditorial.com.br/cantico-vide
Tradutor: André Assi Barreto

As ideologias destroem a linguagem, uma vez que, tendo perdido o contato com a realidade, o pensador ideológico passa a construir símbolos não mais para expressá-la, mas para expressar sua alienação a ela. (Voegelin, 2008, p. 39 apud Rand, 2015, p. 13).

Dessa vez escreverei sobre um livro que pode ser classificado como “incomum”. Trata-se do primeiro romance publicado de Ayn Rand, filósofa russa que se mudou para os Estados Unidos. É interessante discorrer um pouco sobre a história da autora, pois sua vida tem tudo a ver com suas obras. Nascida na Rússia em 1905, presenciou a revolução russa e toda a mudança causada na população, estilo de vida, economia e cultura. Foi grande crítica do coletivismo. Grande seguidora de Aristóteles, criou um sistema filosófico que preza o individualismo e o racionalismo: o Objetivismo. Seus romances baseiam-se nesse sistema, dessa maneira é possível compreendê-lo a partir da leitura dos romances, já que Rand também escreveu diversos textos acadêmicos. Continuar lendo “MINHAS LEITURAS #6: CÂNTICO– AYN RAND”

MINHAS LEITURAS #6: CÂNTICO– AYN RAND