A neutralidade da rede está em perigo e você deveria se preocupar com isso!

Na última quinta-feira, dia 14 de dezembro, a Comissão Federal das Comunicações dos Estados Unidos (FCC, sigla em inglês), órgão que regula a área de telecomunicação e radiodifusão nesse país, decidiu deixar de classificar a internet banda larga como um serviço de utilidade pública. Isso trará consequências muito sérias para os consumidores estadunidenses e, mesmo sendo algo que ocorreu fora, nós brasileiros devemos ficar atentos sobre esse tema.

O que é a neutralidade da rede?

O ponto central da neutralidade da rede é: todo o tráfego na internet deve ser tratado igualmente. As companhias de telecomunicação, que fornecem acesso à internet, não podem dar prioridade a um serviço em detrimento de outro. Uma mensagem enviada pelo WhatsApp deve possuir a mesma prioridade de uma exibição de um vídeo no YouTube; um serviço não pode ficar mais lento para beneficiar outro. Continuar lendo “A neutralidade da rede está em perigo e você deveria se preocupar com isso!”

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A neutralidade da rede está em perigo e você deveria se preocupar com isso!

Minhas Leituras #43: A senhora do lago – Andrzej Sapkowski

Título: A senhora do lago, v. 1 e 2
Autor: Andrzej Sapkowski
Editora: WMF Martins Fontes
Ano: 2017
Páginas: 304 e 266
Tradução: Olga Bagińska-Shinzato
Veja o livro no site da editora: http://www.wmfmartinsfontes.com.br/produto/318199-senhora-do-lago-a-the-witcher-a-saga-do-bruxo-geralt-de-rivia-livro-7-vol-2

“Até um homem simples, inclusive cheio de alegria, até eufórico, deveria entender que a política também é uma espécie de guerra, embora travada de uma maneira um pouco diferente” (SAPKOWSKI, Andrzej. A senhora do lago, v.2. WMF Martins Fontes, 2017, p. 139)

Em 2011, chegava às livrarias brasileiras ‘O último desejo’, uma coletânea de contos de um tal bruxo Geralt de Rívia, o primeiro livro de uma série composta por sete (oito, se contarmos um prelúdio, lançado recentemente). Agora, em 2017, a saga chega ao fim, fechando o arco dessa incrível história de fantasia em grande estilo. Continuar lendo “Minhas Leituras #43: A senhora do lago – Andrzej Sapkowski”

Minhas Leituras #43: A senhora do lago – Andrzej Sapkowski

5 livros que causaram polêmica

Não é difícil uma obra de arte gerar polêmica. Vire e mexe algum artista fere uma moral, uma religião, uma ideologia, ou um governo. Ou pode ser por causas bem diferentes, como a arte sendo utilizada para justificar atrocidades.

Muitos livros já sofreram com isso ao longo da história. Hoje a liberdade é maior, se compararmos ao que acontecia em outras épocas, como no moralista século XIX. Todavia, mesmo hoje temos casos de tentativa de censura.

Pensando nisso, apresento uma lista com cinco livros que causaram polêmica por algum motivo. E não vai pensando que apenas trago clássicos, a lista apresenta exemplos de que os autores atuais também passam por esse tipo de problema.

Sem mais delongas, confira a lista! Continuar lendo “5 livros que causaram polêmica”

5 livros que causaram polêmica

O que é a Epidemiologia?

A epidemiologia é a ciência que estuda as epidemias. As primeiras observações epidemiológicas foram feitas pelo médico John Snow que investigou óbitos causados por cólera. Ele analisou as residências que tiveram e que não tiveram casos de óbito. O médico percebeu que as residências que haviam tido casos de morte pela doença tinham água fornecida por uma determinada empresa, diferente das outras casas que onde não foi detetada a doença. Concluiu-se, então, que o causador da epidemia de cólera era a água fornecida por aquela empresa.

Essa ciência estuda quantitativamente os fatores de saúde-doença de um grupo, bem como os elementos ambientais, genéticos e exposição a elementos tóxicos que podem levar ao contágio e/ou à morte, para que assim seja possível elaborar estratégias para a prevenção, controle e eliminação dos fatores que levam à enfermidades. Continuar lendo “O que é a Epidemiologia?”

O que é a Epidemiologia?

MINHAS LEITURAS #30: MANIFESTO DO PARTIDO COMUNISTA – MARX E ENGELS

Título: Manifesto do Partido Comunista
Autor: Karl Marx e Friedrich Engels
Editora: Penguin-Companhia das Letras
Ano: 2012
Páginas: 112
Tradução: Sergio Tellaroli
Veja o livro no site da editora: https://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=85058

“Que as classes dominantes tremam ante a revolução comunista. Os proletários nada mais têm perder com ela do que seus grilhões. Têm, sim, um mundo a ganhar. Proletários de todos os países, unam-se!” (MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto do Partido Comunista. Penguin-Companhia das Letras, 2012, p. 83)

O século XIX foi um período de grande importância para o mundo. A partir desse período muita coisa mudou e as bases de nossa sociedade atual foram criadas. Houve muitos movimentos políticos, onde trabalhadores buscavam ter voz perante as decisões de seus países e por reformas nas condições de trabalho e salário. Uma das obras literárias de maior impacto nessa época foi o ‘Manifesto do Partido Comunista’. As ideias contidas nesse pequeno livro mudaram o rumo da história e a forma de se enxergar o mundo e as relações humanas. Amados por muitos, odiado por outros, possui conceitos que ainda são atuais, porém outros nem tanto. Continuar lendo “MINHAS LEITURAS #30: MANIFESTO DO PARTIDO COMUNISTA – MARX E ENGELS”

MINHAS LEITURAS #30: MANIFESTO DO PARTIDO COMUNISTA – MARX E ENGELS

EDUCAÇÃO INCLUSIVA: O QUE É?

Estudiosos concordam que inclusão não se refere apenas às crianças com deficiência, mas também a todos que sofrem qualquer forma de exclusão educacional (FERREIRA, 2005). A Educação Inclusiva vem crescendo no mundo todo, propondo que toda criança tem direito à uma educação de qualidade, para isso as escolas devem se adaptar. Esse movimento cresceu muito após a Declaração Mundial de Educação para Todos e Diretrizes de Ação para o Encontro das Necessidades Básicas de Aprendizagem, em 1990.

O principal objetivo do movimento pelas escolas inclusivas é o de rompimento com práticas pedagógicas autoritárias e alienantes (FERREIRA, 2005). A maioria dos professores não dão espaço aos alunos, com práticas que não promovem autonomia, mas sim práticas de controle. Continuar lendo “EDUCAÇÃO INCLUSIVA: O QUE É?”

EDUCAÇÃO INCLUSIVA: O QUE É?

CAPITALISMO E DIREITOS HUMANOS

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, redigida em 1948, após as atrocidades cometidas durante a Segunda Guerra Mundial, é uma tentativa de delinear uma série de direitos básicos e foi adotada pela Organização das Nações Unidas (ONU). Se compreendermos esses diretos como pré-estatais, caímos na ideia liberal de direito natural; considerando-os direitos morais, são direitos sem valor algum diante de um tribunal (Lohmann, 2013). Para que os Direitos Humanos se tornem direitos jurídicos, é preciso que o Estado forneça meios de garanti-los, através de políticas públicas, a partir do momento em que os Estados se comprometeram a promover uma cooperação com a Declaração (ONU, 1948).

Segundo Alves (2012), os Direitos Humanos saíram de moda. Isso se deve, em grande parte, ao fato da grande onda neoliberal que assola o mundo desde a década de 1980. Uma sociedade liberal é pautada no capitalismo e no individualismo, assim como no enfraquecimento do poder do Estado. Desde essa época, estados de bem-estar social, provedores de direitos, tendem a sucumbir (Justo, 2008). Continuar lendo “CAPITALISMO E DIREITOS HUMANOS”

CAPITALISMO E DIREITOS HUMANOS

UM RESUMO SOBRE A HISTÓRIA DA LUTA ANTIMANICOMIAL

A loucura já foi compreendida de diversas maneiras ao longo dos séculos: já se pensou que se tratava de uma possessão demoníaca, já tentaram isolar os “loucos”, mantendo-os afastados da população, até chegarmos à lógica médica-psiquiátrica de internação. Essa lógica de manter a pessoa em sofrimento psíquico (um termo mais adequado) sob constante vigilância e punição foi muito discutido por Michel Foucault em suas obras ‘Vigiar e punir’ e ‘A história da loucura’. Essa lógica contribuiu para a criação dos manicômios, que davam um tratamento moral aos pacientes, isolando a doença do resto do sujeito. Enfim, esses “hospitais” se tornaram laboratórios de pesquisas com doenças e doentes e um espaço de reprodução do saber médico. Na década de 60, essas instituições eram utilizadas por grupos econômicos para a “fabricação da loucura”, com o interesse de fomentar a cronificação, mantendo a clientela, ao invés de oferecer um tratamento aos pacientes.

O tratamento dentro dessas instituições pode ser considerado como, no mínimo, desumano e insuficiente. Baseado em medicação, métodos violentos como o eletrochoque, total descaso com os pacientes, que eram deixados “às traças”, sem qualquer tipo de cuidado. Não havia o intuito de promover a emancipação do sujeito, sua autossuficiência, pois esses eram privados da liberdade e interação social. O que ocorria era a total alienação e a perda de identidade. Viver isolado, com tratamentos cruéis, com intenso uso de medicamentos — medicamentos são importantes, porém, sozinhos, trazem mais problemas do que ganhos, podendo levar à dependência — apenas contribuía para a formação de pessoas dóceis, tornando o trabalho dos funcionários, de vigiar e punir, mais simples.

Da década de 60 em diante, os próprios funcionários dessas instituições começaram a perceber que o que ocorria ali dentro não estava certo. Isso deu início à diversas discussões e movimentos em prol de tratamentos mais humanos. Em 1987 houve, na cidade de Bauru/SP, o Congresso de Trabalhadores de Serviços de Saúde Mental, que deu visibilidade ao movimento da Luta Antimanicomial. Esse congresso ocorreu no dia 18 de maio, por isso esse movimento é lembrado nessa data. Quais foram os avanços obtidos na área da saúde mental desde a década de 1980 até os dias de atuais? Continuar lendo “UM RESUMO SOBRE A HISTÓRIA DA LUTA ANTIMANICOMIAL”

UM RESUMO SOBRE A HISTÓRIA DA LUTA ANTIMANICOMIAL

MINHAS LEITURAS #18: TRAVESSURAS DA MENINA MÁ – MARIO VARGAS LLOSA

Título: Travessuras da menina má
Autor: Mario Vargas Llosa
Editora: Alfaguara
Ano: 2006
Páginas: 304
Tradução: Ari Roitman e Paulina Wacht
Veja o livro no site da editora: http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=27028089

Bem, no fundo eu sabia que [ela] nunca seria uma mulher normal. Nem queria que fosse, porque o que amava nela era também o indômito e imprevisível da sua personalidade. (LLOSA, Mario Vargas. Travessuras da menina má. Alfaguara, 2006, p. 240)

Ao ler a citação acima, já é possível obter uma ideia sobre a personalidade da menina má e do amor que o protagonista sente por ela. Sim, esse é um romance sobre uma história de amor, entretanto não se trata de um livro que fica preso a isso. Vargas Llosa consegue proporcionar ao leitor tanto uma história sobre um amor que perdura anos, recheada de momentos bem quentes, como também uma breve história da América Latina e sua situação política nas décadas de 60, 70 e 80. Continuar lendo “MINHAS LEITURAS #18: TRAVESSURAS DA MENINA MÁ – MARIO VARGAS LLOSA”

MINHAS LEITURAS #18: TRAVESSURAS DA MENINA MÁ – MARIO VARGAS LLOSA

MINHAS LEITURAS #17: NÓS – IEVGUÊNI ZAMIÁTIN

Título: Nós
Autor: Ievguêni Zamiátin
Editora: Aleph
Ano: 2017
Páginas: 344
Tradução: Gabriela Soares
Veja o livro no site da editora: http://www.editoraaleph.com.br/nos/p

— E que última revolução é essa que você quer? Não há última, as revoluções são infinitas. (ZAMIÁTIN, Ievguêni. Nós. Aleph, 2017, p. 237)

A obra mais conhecida do escritor russo Ievguêni Zamiátin [“Nós”] possui a fama de ser a distopia original, aquela que inspirou trabalhos posteriores como “Admirável mundo novo”, de Aldous Huxley, “1984”, de George Orwell e “Cântico”, da também russa, Ayn Rand (nesse a influência é extremamente evidente). Se não fosse por esse romance, finalizado em 1920, talvez esse gênero literário não se consagrasse, talvez esses autores citados não se interessassem em escrever histórias do tipo. Uma distopia é, basicamente, uma utopia que deu errado, ou uma utopia que certas pessoas acham que deu errado, pois são enredos que falam sobre governos totalitários, que abdicam sua população de qualquer forma de liberdade. O livro sofreu censura e não foi publicado na Rússia, devido ao período histórico no qual Zamiátin estava inserido: época posterior a Revolução Russa de 1917, com a ascensão Stálin ao poder. A citação acima demonstra um pouco o teor do enredo, que não ia muito de acordo com os ideais do governo stalinista. Continuar lendo “MINHAS LEITURAS #17: NÓS – IEVGUÊNI ZAMIÁTIN”

MINHAS LEITURAS #17: NÓS – IEVGUÊNI ZAMIÁTIN