Citações #6,5

Há exatamente uma semana, postei algumas citações dos livros que li em abril. Como consegui ler um pouco mais nesse mês, algumas citações (muito boas) acabaram por ficar de fora da postagem.

Por isso decidi criar um novo post, para incluir as citações restantes. Se tratando de uma continuidade (uma segunda parte), preferi dar um título que passasse essa ideia. Afinal, a sétima entrada dessa série de posts só irá ao ar em junho.

Espero que goste das citações a seguir, e que sejam uma forma de incentivo à leitura. Venha conhecer novos livros (ou reencontrar alguns velhos conhecidos)! Continuar lendo “Citações #6,5”

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Citações #6,5

Citações #6

Em abril, apesar do pouco tempo e de outras responsabilidades, consegui ler sete livros, um número bom. Uns mais finos, outros com mais páginas. Acredito que número de páginas não quer dizer muita coisa, afinal, existem autores que conseguem dizer tudo em poucas páginas, enquanto outros escrevem mil páginas de pura enrolação, sem completar qualquer argumento.

Não gostei de todos esses sete livros, alguns me decepcionaram (‘A incendiária’ e ‘O processo’), esperava mais (é o famoso hype). Mas, como costumo dizer, é possível retirar algo de bom até mesmo de um livro ruim, pois nenhum livro é 100% ruim (bem, até hoje nunca me deparei com um assim).

Seguindo essa ideia, dou continuidade aos posts que trazem citações das minhas últimas leituras. Acredito que essa seleção ficou muito boa e será uma ótima maneira de divulgar a literatura. Espero que goste e, caso queira utilizar alguma dessas imagens, sinta-se livre para isso. Continuar lendo “Citações #6”

Citações #6

Abril trabalhoso

Aproveitando que hoje é o Dia do Trabalho, vou falar um pouco sobre como abril foi um mês trabalhoso. Digo isso em um bom sentido, muito trabalho para o blog, muitos livros lidos; foi possível trabalhar para trazer um conteúdo bacana.

Foi divertido conseguir manter a constância das postagens, apesar de ter muito trabalho com a faculdade e com o meu emprego. Por falar em faculdade, esse ano comecei a estagiar em um hospital, e, num lugar como esse, você vê muito trabalho, o tempo todo. É incrível a movimentação dentro de um hospital, onde sempre há algo acontecendo, um ambiente muito dinâmico. Quem observa de fora, não consegue ter a noção de como é trabalhar lá dentro. São trabalhadores que merecem todo nosso respeito, pois fornecem um serviço de extrema importância à população. Devemos valorizar nossos hospitais.

Nesse turbilhão todo, de trabalho, estágio e faculdade, ainda consegui ler e trazer as resenhas àqueles que acompanham o blog. Foi um bom número de leituras e de gêneros variados. Como de praxe, apresento o ranking das melhores leituras do mês. Aproveite o feriado e tire um tempo para a leitura, aqui você encontrará ótimas dicas! Continuar lendo “Abril trabalhoso”

Abril trabalhoso

Minhas Leituras #64: Memórias dum hiperbóreo – Oleg Almeida

“Quando o mito e o real se encontram na poesia”

Título: Memórias dum hiperbóreo
Autor: Oleg Almeida
Editora: 7Letras
Ano: 2008
Páginas: 76
Veja o livro no site da editora: https://www.7letras.com.br/memorias-dum-hiperboreo.html

“E eu vivia —/ não consumia a vida/ nem a deixava puxar-me pelas orelhas —/ apenas vivia,/ contente com poucas coisas que tinha,/ e no lugar dos brinquedos surgiam os livros interessantes:/ contos diálogos e poemas.” (ALMEIDA, Oleg. Memórias dum hiperbóreo. 7Letras, 2008, p. 25)

Buscando inspiração nos mitos e antigos poemas gregos, Oleg Almeida criou uma história triste, sobre perdas e mudanças, que, de certa forma, remete à sua história pessoal. Continuar lendo “Minhas Leituras #64: Memórias dum hiperbóreo – Oleg Almeida”

Minhas Leituras #64: Memórias dum hiperbóreo – Oleg Almeida

Minhas Leituras #62: Desenhos a lápis – Oleg Almeida

“Poesia em forma de diário e vice-versa”

Título: Desenhos a lápis
Autor: Oleg Almeida
Editora: Scortecci Editora
Ano: 2018
Páginas: 72
Encontre este livro na Amazon: https://amzn.to/2rWcigG

“Não é que tivesse vencido/ meus medos e preconceitos,/ mas entendi que do mal não se esconde debaixo da cama/ e contentei-me com isso.” (ALMEIDA, Oleg. Desenhos a lápis. Scortecci Editora, 2018, p. 16)

Se São Paulo, a maior cidade do Brasil, é capaz de surpreender qualquer brasileiro que a visite, imagine quais impressões esse colosso pode causar em alguém de outro país! Oleg Almeida, nascido na Bielorrússia, converteu todas as surpresas que encontrou na capital paulista em poesia. Continuar lendo “Minhas Leituras #62: Desenhos a lápis – Oleg Almeida”

Minhas Leituras #62: Desenhos a lápis – Oleg Almeida

Entrevista com o poeta e tradutor Oleg Almeida

“Só lendo e refletindo é que terão uma opinião consciente e independente”

O poeta e tradutor Oleg Almeida
Imagem cedida pelo autor.

A vida de blogueiro reserva muitas surpresas. Uma delas (e uma muito boa) foi “topar” com o tradutor de um livro que resenhei. Isso não é algo que acontece todo dia!

Estou falando de Oleg Almeida, bielorrusso que vive no Brasil desde 2005, autor de livros de poesia (escrevendo em português!), além de tradutor. Ele é muito conhecido por suas traduções de obras russas, vertidas diretamente dos originais. Todos sabemos que a história da literatura russa, no Brasil, é marcada por traduções indiretas, fato que Oleg vem ajudando a modificar. Esse é apenas um dos temas dessa entrevista, que ficou uma verdadeira aula sobre tradução, literatura russa e poesia.

Confira como ficou nossa conversa: Continuar lendo “Entrevista com o poeta e tradutor Oleg Almeida”

Entrevista com o poeta e tradutor Oleg Almeida

Versos natalinos

A época do Natal é muito linda. Parece que todos mudam, ao menos um pouquinho, tornando-se mais generosos e menos individualistas. Sentimos vontade de fazer alguém feliz, mesmo que isso signifique um grande sacrifício.

Entretanto, é uma onda que se restringe a amigos e familiares, não sentimos vontade de ser assim com todo mundo — não a maioria de nós —, sequer esse sentimento perdura por muito tempo. É algo passageiro, como uma estação do ano, que possui um início, o apogeu, e um fim.

Como seria legal se isso pudesse ser diferente. Pensando nisso, criei alguns versos para expressar essa ideia. Não é nada muito elaborado, mas acredito que a ideia central, intrínseca a eles, está bem clara. Espero que goste, que essas palavras obtenham algum significado para você! Continuar lendo “Versos natalinos”

Versos natalinos

Minhas Leituras #42: Medo clássico – Edgar Allan Poe

 

Título: Medo clássico, v. 1
Autor: Edgar Allan Poe
Editora: Darkside Books
Ano: 2017
Páginas: 384
Tradução: Marcia Heloisa
Veja o livro no site da editora: http://www.darksidebooks.com.br/edgar-allan-poe-medo-classico/

“Àqueles que sonham de dia, é dado a conhecer muito do que escapa aos que sonham apenas à noite”. (POE, Edgar Allan. Eleonora. In: Medo Clássico. Darkside Books, 2017, p. 263)

Inspiração para diversos autores, como H. P. Lovecraft, Stephen King e Neil Gaiman, Edgar Allan Poe ajudou a consolidar diversos gêneros literários e criou uma legião de leitores amantes do horror e do mistério. Dentre sua vasta produção de contos, a editora Darkside Books selecionou 15 e os organizou em uma bela edição, digna à importância desse grande autor. Continuar lendo “Minhas Leituras #42: Medo clássico – Edgar Allan Poe”

Minhas Leituras #42: Medo clássico – Edgar Allan Poe

Poema: O estande

Quem nunca errou, que atire o primeiro ‘não gostei’ nesse post!

Errar é comum, ao longo da vida erraremos incontáveis vezes. Mas, nós humanos, temos a capacidade de raciocinar e também temos concepções sobre aquilo que é certo e errado. Eis nossa perdição.

Acho difícil não existir alguém que nunca se sentiu culpado após cometer um deslize, após dizer o que não deveria, ou após magoar alguém. Isso faz parte de nós, afinal, ninguém quer ser mau.

Alguns desses erros são cometidos de forma inconsciente, mas, a maioria, é exercida com uma noção do que está sendo feito. Podemos fazer escolhas, das quais diversas consequências refletirão, podem ser boas, ou ruins; certas ou erradas.

Esse é um poema reflexivo, sobre esse tema. Continuar lendo “Poema: O estande”

Poema: O estande

Poema: Messias líquido

Não se cria uma poesia à força. Você não se senta numa cadeira e diz “Agora vou escrever um poema”. É até possível sair algo, mas será algo sem inspiração, pois é a inspiração que faz a poesia. Ficar inspirado é algo que acontece e é preciso ficar atendo, ou toda uma boa ideia pode cair no esquecimento.

Esses momentos ocorrem de maneira aleatória. Estava no meu trabalho quando alguns versos surgiram em minha mente. Eram relacionados à água, chuva. Rapidamente os anotei em um pedaço de papel e tentei parar de pensar no assunto. Só voltei a focar nesses versos quando decidi que eles deveriam se transformar em poesia. Chegou o momento de lapidação da ideia original.

Assim formou-se esse poema, a partir da ideia de que a água é a fonte de nossa vida. Afinal, o que seria de nós sem ela? Continuar lendo “Poema: Messias líquido”

Poema: Messias líquido