Minhas Leituras #42: Medo clássico – Edgar Allan Poe

 

Título: Medo clássico, v. 1
Autor: Edgar Allan Poe
Editora: Darkside Books
Ano: 2017
Páginas: 384
Tradução: Marcia Heloisa
Veja o livro no site da editora: http://www.darksidebooks.com.br/edgar-allan-poe-medo-classico/

“Àqueles que sonham de dia, é dado a conhecer muito do que escapa aos que sonham apenas à noite”. (POE, Edgar Allan. Eleonora. In: Medo Clássico. Darkside Books, 2017, p. 263)

Inspiração para diversos autores, como H. P. Lovecraft, Stephen King e Neil Gaiman, Edgar Allan Poe ajudou a consolidar diversos gêneros literários e criou uma legião de leitores amantes do horror e do mistério. Dentre sua vasta produção de contos, a editora Darkside Books selecionou 15 e os organizou em uma bela edição, digna à importância desse grande autor. Continuar lendo “Minhas Leituras #42: Medo clássico – Edgar Allan Poe”

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Minhas Leituras #42: Medo clássico – Edgar Allan Poe

Poema: O estande

Quem nunca errou, que atire o primeiro ‘não gostei’ nesse post!

Errar é comum, ao longo da vida erraremos incontáveis vezes. Mas, nós humanos, temos a capacidade de raciocinar e também temos concepções sobre aquilo que é certo e errado. Eis nossa perdição.

Acho difícil não existir alguém que nunca se sentiu culpado após cometer um deslize, após dizer o que não deveria, ou após magoar alguém. Isso faz parte de nós, afinal, ninguém quer ser mau.

Alguns desses erros são cometidos de forma inconsciente, mas, a maioria, é exercida com uma noção do que está sendo feito. Podemos fazer escolhas, das quais diversas consequências refletirão, podem ser boas, ou ruins; certas ou erradas.

Esse é um poema reflexivo, sobre esse tema. Continuar lendo “Poema: O estande”

Poema: O estande

Poema: Messias líquido

Não se cria uma poesia à força. Você não se senta numa cadeira e diz “Agora vou escrever um poema”. É até possível sair algo, mas será algo sem inspiração, pois é a inspiração que faz a poesia. Ficar inspirado é algo que acontece e é preciso ficar atendo, ou toda uma boa ideia pode cair no esquecimento.

Esses momentos ocorrem de maneira aleatória. Estava no meu trabalho quando alguns versos surgiram em minha mente. Eram relacionados à água, chuva. Rapidamente os anotei em um pedaço de papel e tentei parar de pensar no assunto. Só voltei a focar nesses versos quando decidi que eles deveriam se transformar em poesia. Chegou o momento de lapidação da ideia original.

Assim formou-se esse poema, a partir da ideia de que a água é a fonte de nossa vida. Afinal, o que seria de nós sem ela? Continuar lendo “Poema: Messias líquido”

Poema: Messias líquido

Poema: Sonho recorrente

Os sonhos ainda são um grande mistério para nós. Será que possuem algum significado? Por que sonhamos tal coisa, mesmo não querendo? Por que nos esquecemos deles com tanta facilidade?

No fundo, sonhos são grandes viagens, para mundos familiares, mas que, de certa forma, possuem um tom de estranheza. Há um sonho que me é recorrente. Se me recordo bem, já o revisitei umas cinco vezes, no mínimo. Reconheço o cenário, pois sei que é o sítio onde minha avó e meu avô vivem, porém, diversos elementos estão fora de lugar, alterados, com outros elementos a mais, que não estavam ali antes.

Inspirado nesse sonho, em toda essa maluquice, construída pela liberdade que minha mente possui em criar cenários abstratos e em me pregar peças, escrevi esse poema, que tenta passar essa sensação de estar sonhando, onde cenas não são conectadas, tudo pode mudar a qualquer momento.

Talvez a dúvida da última estrofe seja resolvida, pois, a partir de agora, você irá adentrar meus sonhos. Continuar lendo “Poema: Sonho recorrente”

Poema: Sonho recorrente

Minhas Leituras #36: Ciclo da Lua, poemas – César Magalhães Borges

Título: Ciclo da Lua, poemas
Autor: César Magalhães Borges
Editora: Editora Plêiade
Ano: 2010
Páginas: 94
Veja o livro no site da editora: http://www.editorapleiade.com.br/detalheslivro.php?cod=312

“Em palavras exatas,/ disseram/ que o mundo/ não teria mais fronteiras./ Mas ninguém falou/ que as barreiras cairiam/ somente para que/ subissem prateleiras/ desiguais em iguarias”. (BORGES, César Magalhães. Esperantos. In: Ciclo da Lua. Plêiade, 2010, p. 62)

Dentre os diversos subgêneros da literatura, a poesia é, talvez, aquela que dá maior liberdade ao trabalho do autor. Uma poesia não se faz apenas de rimas, que na verdade não são necessárias, possibilitando ao artista uma maior manipulação do verso, tanto no emprego de palavras, quanto em estrutura. É possível formatar o poema a seu gosto, dando uma característica visual ao texto, o que pode ser um ótimo recurso para expressar o que os versos dizem, de uma forma diferente e única. O presente livro apresenta poesias que usam e abusam da liberdade estrutural, o que dá vida e originalidade à obra. Continuar lendo “Minhas Leituras #36: Ciclo da Lua, poemas – César Magalhães Borges”

Minhas Leituras #36: Ciclo da Lua, poemas – César Magalhães Borges

POEMA: DOR

Há uma semana, mais ou menos, eu estava sentindo muita dor, eu não estava bem. E uma ideia me surge de uma situação adversa, mais uma vez.

Quem é que nunca sentiu dor? Já nascemos com ela, ao respirar o ar que nossos pulmões não estavam acostumados a receber. Se trata de um sentimento que nos acompanha pelo resto da vida, ruim pois senti-la não é bom, mas ao mesmo tempo nos faz lembrar de que estamos vivos e devemos seguir em frente.

Gosto de ser engraçado e acredito possuir certa facilidade em criar algo que possa fazer rir. Por isso a primeira estrofe que criei foi a última, que parece um pouco boba até, mas que é divertira (eu acho). O resto foi se desenrolando ao me lembrar de situações em que a dor passou pela minha vida.

Foi um poema bom de se escrever, e espero que seja bom de ler. Espero que goste. Pode dizer o que achou nos comentários. Seja sincero. Continuar lendo “POEMA: DOR”

POEMA: DOR

POEMA: O QUE POSSO DIZER?

Encontrei esse poema vasculhando os arquivos em meu computador. Sequer lembrava que o havia escrito. Achei os versos bonitinhos, de uma época onde eu era mais romântico do que agora, com certeza. O poeta pode fingir sentimentos para melhorar a sua obra, seus versos não precisam necessariamente representar o que realmente sente. Gosto desses versos porque não se trata de algo parecido, são palavras sinceras. Apenas fiz algumas alterações que achei necessárias, pois o tempo nos deixa mais críticos, quanto mais escrevemos, mais aprendemos e melhoramos. A última estrofe é nova, parecia que estava faltando um final.

Não é nenhuma-obra prima, mas espero que goste, nobre pessoa que dedicou parte de seu tempo para visitar meu blog. Continuar lendo “POEMA: O QUE POSSO DIZER?”

POEMA: O QUE POSSO DIZER?

ROCK E POESIA – POETS OF THE FALL

A banda finlandesa Poets of the Fall é algo peculiar no cenário musical atual. Formada em meados de 2003, possui 7 álbuns lançados até então; ‘Clearview’ foi o último, em 2016.

Apesar de ser uma banda da Finlândia, Marko Saaresto, o vocalista, canta e escreve as canções em inglês. Sua voz é única e surpreende tanto nas versões de estúdio, quanto ao vivo. Ele é um baixo-barítono treinado. Os outros membros da banda são: Markus Kaarlonen, Olli Tukiainen, Jani Snellman, Jaska Makinen e Jari Salminen. A qualidade musical de cada um deles é tão grande quanto a dificuldade de pronúncia (e escrita) de seus nomes. Continuar lendo “ROCK E POESIA – POETS OF THE FALL”

ROCK E POESIA – POETS OF THE FALL

POEMA: EVIDENTE

Aqui no blog já escrevi sobre terror, sobre clássicos, já escrevi dicas e fui muito crítico. Nunca escrevi algo sobre o amor, nem algo bonitinho. Por isso decidi postar esse poema, para fugir dos padrões. Já faz algum tempo que o escrevi, porém é a primeira vez que o posto em algum lugar. Não sou só trevas e escuridão, também tem amor nesse coração ❤😂. Espero que goste. Continuar lendo “POEMA: EVIDENTE”

POEMA: EVIDENTE

POEMA: SOBRE A ESCURIDÃO

Esse é um poema de 2012, escrito por um Alan mais jovem, fascinado por livros, histórias e jogos de terror. O resultado disso não poderia ser diferente, alguns versos sobre algo presente em qualquer boa prosa de horror: a escuridão.

A escuridão é um tema amplo, que pode ser explorado de diversas maneiras. Ninguém sabe o que se esconde na penumbra, quais criaturas se esgueiram por ela, os piores pesadelos que ela pode trazer. Enfim, nossa imaginação parece ganhar uma enorme força quando confrontada com a falta de luz. Ironicamente, a falta é o que dá luz à imaginação.

Deixo o aviso: tome cuidado com a escuridão, ela te observa, pode sentir seu medo. Continuar lendo “POEMA: SOBRE A ESCURIDÃO”

POEMA: SOBRE A ESCURIDÃO