Poema: Sonho recorrente

Os sonhos ainda são um grande mistério para nós. Será que possuem algum significado? Por que sonhamos tal coisa, mesmo não querendo? Por que nos esquecemos deles com tanta facilidade?

No fundo, sonhos são grandes viagens, para mundos familiares, mas que, de certa forma, possuem um tom de estranheza. Há um sonho que me é recorrente. Se me recordo bem, já o revisitei umas cinco vezes, no mínimo. Reconheço o cenário, pois sei que é o sítio onde minha avó e meu avô vivem, porém, diversos elementos estão fora de lugar, alterados, com outros elementos a mais, que não estavam ali antes.

Inspirado nesse sonho, em toda essa maluquice, construída pela liberdade que minha mente possui em criar cenários abstratos e em me pregar peças, escrevi esse poema, que tenta passar essa sensação de estar sonhando, onde cenas não são conectadas, tudo pode mudar a qualquer momento.

Talvez a dúvida da última estrofe seja resolvida, pois, a partir de agora, você irá adentrar meus sonhos. Continuar lendo “Poema: Sonho recorrente”

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Poema: Sonho recorrente

Minhas Leituras #36: Ciclo da Lua, poemas – César Magalhães Borges

Título: Ciclo da Lua, poemas
Autor: César Magalhães Borges
Editora: Editora Plêiade
Ano: 2010
Páginas: 94
Veja o livro no site da editora: http://www.editorapleiade.com.br/detalheslivro.php?cod=312

“Em palavras exatas,/ disseram/ que o mundo/ não teria mais fronteiras./ Mas ninguém falou/ que as barreiras cairiam/ somente para que/ subissem prateleiras/ desiguais em iguarias”. (BORGES, César Magalhães. Esperantos. In: Ciclo da Lua. Plêiade, 2010, p. 62)

Dentre os diversos subgêneros da literatura, a poesia é, talvez, aquela que dá maior liberdade ao trabalho do autor. Uma poesia não se faz apenas de rimas, que na verdade não são necessárias, possibilitando ao artista uma maior manipulação do verso, tanto no emprego de palavras, quanto em estrutura. É possível formatar o poema a seu gosto, dando uma característica visual ao texto, o que pode ser um ótimo recurso para expressar o que os versos dizem, de uma forma diferente e única. O presente livro apresenta poesias que usam e abusam da liberdade estrutural, o que dá vida e originalidade à obra. Continuar lendo “Minhas Leituras #36: Ciclo da Lua, poemas – César Magalhães Borges”

Minhas Leituras #36: Ciclo da Lua, poemas – César Magalhães Borges

POEMA: DOR

Há uma semana, mais ou menos, eu estava sentindo muita dor, eu não estava bem. E uma ideia me surge de uma situação adversa, mais uma vez.

Quem é que nunca sentiu dor? Já nascemos com ela, ao respirar o ar que nossos pulmões não estavam acostumados a receber. Se trata de um sentimento que nos acompanha pelo resto da vida, ruim pois senti-la não é bom, mas ao mesmo tempo nos faz lembrar de que estamos vivos e devemos seguir em frente.

Gosto de ser engraçado e acredito possuir certa facilidade em criar algo que possa fazer rir. Por isso a primeira estrofe que criei foi a última, que parece um pouco boba até, mas que é divertira (eu acho). O resto foi se desenrolando ao me lembrar de situações em que a dor passou pela minha vida.

Foi um poema bom de se escrever, e espero que seja bom de ler. Espero que goste. Pode dizer o que achou nos comentários. Seja sincero. Continuar lendo “POEMA: DOR”

POEMA: DOR

POEMA: O QUE POSSO DIZER?

Encontrei esse poema vasculhando os arquivos em meu computador. Sequer lembrava que o havia escrito. Achei os versos bonitinhos, de uma época onde eu era mais romântico do que agora, com certeza. O poeta pode fingir sentimentos para melhorar a sua obra, seus versos não precisam necessariamente representar o que realmente sente. Gosto desses versos porque não se trata de algo parecido, são palavras sinceras. Apenas fiz algumas alterações que achei necessárias, pois o tempo nos deixa mais críticos, quanto mais escrevemos, mais aprendemos e melhoramos. A última estrofe é nova, parecia que estava faltando um final.

Não é nenhuma-obra prima, mas espero que goste, nobre pessoa que dedicou parte de seu tempo para visitar meu blog. Continuar lendo “POEMA: O QUE POSSO DIZER?”

POEMA: O QUE POSSO DIZER?

ROCK E POESIA – POETS OF THE FALL

A banda finlandesa Poets of the Fall é algo peculiar no cenário musical atual. Formada em meados de 2003, possui 7 álbuns lançados até então; ‘Clearview’ foi o último, em 2016.

Apesar de ser uma banda da Finlândia, Marko Saaresto, o vocalista, canta e escreve as canções em inglês. Sua voz é única e surpreende tanto nas versões de estúdio, quanto ao vivo. Ele é um baixo-barítono treinado. Os outros membros da banda são: Markus Kaarlonen, Olli Tukiainen, Jani Snellman, Jaska Makinen e Jari Salminen. A qualidade musical de cada um deles é tão grande quanto a dificuldade de pronúncia (e escrita) de seus nomes. Continuar lendo “ROCK E POESIA – POETS OF THE FALL”

ROCK E POESIA – POETS OF THE FALL

POEMA: EVIDENTE

Aqui no blog já escrevi sobre terror, sobre clássicos, já escrevi dicas e fui muito crítico. Nunca escrevi algo sobre o amor, nem algo bonitinho. Por isso decidi postar esse poema, para fugir dos padrões. Já faz algum tempo que o escrevi, porém é a primeira vez que o posto em algum lugar. Não sou só trevas e escuridão, também tem amor nesse coração ❤😂. Espero que goste. Continuar lendo “POEMA: EVIDENTE”

POEMA: EVIDENTE

POEMA: SOBRE A ESCURIDÃO

Esse é um poema de 2012, escrito por um Alan mais jovem, fascinado por livros, histórias e jogos de terror. O resultado disso não poderia ser diferente, alguns versos sobre algo presente em qualquer boa prosa de horror: a escuridão.

A escuridão é um tema amplo, que pode ser explorado de diversas maneiras. Ninguém sabe o que se esconde na penumbra, quais criaturas se esgueiram por ela, os piores pesadelos que ela pode trazer. Enfim, nossa imaginação parece ganhar uma enorme força quando confrontada com a falta de luz. Ironicamente, a falta é o que dá luz à imaginação.

Deixo o aviso: tome cuidado com a escuridão, ela te observa, pode sentir seu medo. Continuar lendo “POEMA: SOBRE A ESCURIDÃO”

POEMA: SOBRE A ESCURIDÃO

O POEMA DA PREOCUPAÇÃO

Durante essa semana e semana passada, estive bastante preocupado. Muitas coisas se misturaram e formaram um enorme emaranhado preocupante: prazos, trabalhos da faculdade, acordar cedo para trabalhar, a sensação de falta de tempo, a vontade de escrever para o blog, a vontade de ler; enfim, muita coisa, mesmo.

Nenhuma palavra pode descrever melhor o que eu estava sentido do que a palavra preocupação. A vontade de conseguir dar conta de tudo o que se deseja acaba desencadeando isso. Já é ruim fazer as coisas quando se está preocupado, e para piorar, esse sentimento elicia uma certa incapacidade, uma sensação de inutilidade. Dessa forma fica ainda mais difícil atingir todas as nossas metas (nesse caso é mais inteligente agir diferente da Dilma e não dobrar as metas).

Não quero me passar por coitado, não escrevo essas palavras para mostrar que minha vida e difícil, nem nada do tipo. Esse é o pano de fundo para o pequeno poema que vem a seguir. O processo de sua criação (ter a ideia, pensar nos versos, escrever) foi uma válvula de escape para essa preocupação toda que eu estava sentindo. Me sinto mais tranquilo agora e para celebrar isso, lhe apresento esse poema, que foi gostoso de escrever. Espero que sua leitura seja tão prazerosa quanto o processo de escrevê-lo foi para mim. Continuar lendo “O POEMA DA PREOCUPAÇÃO”

O POEMA DA PREOCUPAÇÃO

UMA NOTÍCIA BOA E UMA POESIA

Há dias em que somos surpreendidos por alguma notícia, boa ou ruim. Nessa última semana, quarta-feira (dia 03/05/2017), para ser mais preciso, recebi uma ligação dizendo que minha poesia fora uma das 50 selecionadas no VI Festival de Literatura de Tupã e iria compor um livro, a “Antologia tupãense”. Confesso que na hora fiquei abismado, foi algo inesperado. Escrevi a poesia que enviei ao concurso de maneira despretensiosa, não tinha em mente a ideia de criar uma obra perfeita, a mais bela de todas. Parece que as coisas funcionam dessa maneira: quando você tenta enfeitar demais algo, acaba dando errado, você estraga tudo. Fico feliz por ter feito o oposto e por tudo ter dado certo.
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UMA NOTÍCIA BOA E UMA POESIA

CONFIRA OS VENCEDORES DO VI FESTIVAL DE LITERATURA DE TUPÃ

A Prefeitura Municipal de Tupã, junto com a Secretaria de Cultura, divulgaram os vencedores do VI Festival de Literatura. Da categoria livre, da qual qualquer cidadão brasileiro poderia participar, e até mesmo gente de outros países, foram selecionados 50 poesias que irão compor a obra “Antologia Tupãense”. O concurso contou com a participação de 452 pessoas, de vários estados brasileiros e também contou com a participação de moradores do Japão, Portugal e Moçambique. Isso é muito bom, pois mostra que se trata de um concurso amplo, não apenas regional, contando com a participação de pessoas de diferentes lugares, apesar de ser promovido por uma prefeitura de uma cidade do interior paulista, com uma população de um pouco mais de 65.000 habitantes. A participação te todos contribui para a continuação do concurso e seu crescimento, ajudando na divulgação da cultura no município e região. Continuar lendo “CONFIRA OS VENCEDORES DO VI FESTIVAL DE LITERATURA DE TUPÔ

CONFIRA OS VENCEDORES DO VI FESTIVAL DE LITERATURA DE TUPÃ