Breve história do Hospital

Procurar o atendimento em um hospital, hoje, é algo bem simples e rotineiro. Temos em mente toda uma imagem sobre o ambiente que encontraremos, as variedades de profissionais e de especialidades. Porém, historicamente, o hospital nem sempre existiu dessa forma que conhecemos hoje.

A palavra hospital vem do latim hospes (hóspede), que deu origem a hospitalis e hospitium (designação do lugar onde se hospedavam viajantes, enfermos e peregrinos). Um estabelecimento ocupado por pobres, incuráveis e insanos era chamado de hospituim (hospício, termo utilizado para se referir a um hospital de psiquiatria).

Os médicos da Grécia, Egito e Índia antigos aprendiam medicina junto aos templos e atuavam no domicilio das pessoas enfermas. Em templos da Grécia, os enfermos eram colocados ante a estátua de um deus, para que, em associação a medicamentos, os sacerdotes pudessem curá-los. Em diversas estradas da Índia antiga, foram criadas construções “hospitalares”, que seriam utilizadas como locais de descanso e tratamento para o exército e civis. Continuar lendo “Breve história do Hospital”

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Breve história do Hospital

Um resumo sobre a Psicologia Jurídica no Brasil

A profissão de psicólogo só foi regulamentada no Brasil em 1962, porém, muitos psicólogos já vinham atuando em diversos campos, muito antes disso. Conhecidos até então como psicologistas, esses profissionais ajudaram a moldar a profissão no país, assim como desenvolveram várias técnicas e teorias. A especialidade da psicologia jurídica ganhou importância graças a esses profissionais, especialidade esta que só veio a ser reconhecida pelo Conselho Federal de Psicologia recentemente (se levarmos em consideração que a atuação nesse campo é muito mais antiga), e está especificada na resolução CFP nº 013/2007.

Um pouco de história

Antes, a psicologia jurídica era baseada em uma atuação médica. Era uma espécie de busca pela patologia no crime, como se houvesse uma pré-disposição para o surgimento de um criminoso. O psicólogo era um “testólogo”, aplicando testes para a elaboração de provas que ajudassem o juiz em seu julgamento (testes que, aplicados de forma isolada, produzem resultados tendenciosos). Todavia, não se tratava de uma atuação regulamentada, com o psicólogo inserido dentro do fórum. A entrada formal deu-se apenas em 1985, com o primeiro concurso público para o Tribunal de Justiça de São Paulo. Continuar lendo “Um resumo sobre a Psicologia Jurídica no Brasil”

Um resumo sobre a Psicologia Jurídica no Brasil

Minhas Leituras #67: Bíblia, vol. II – Novo Testamento: Apóstolos, Epístolas, Apocalipse

“Em busca da tradução mais fiel, parte II”

Título: Bíblia, vol. II: Novo Testamento: Apóstolos, Epístolas, Apocalipse
Autor: Vários
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2018
Páginas: 616
Tradução: Frederico Lourenço
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“Por isso és indesculpável, ó homem, tu, qualquer um que sejas, que te pões a julgar. Pois naquilo em que julgas outra pessoa, condenas-te a ti mesmo, já que tu — que julgas — praticas as mesmas coisas.” Rm 2:1, p. 167

Dando continuidade ao ambicioso projeto de Frederico Lourenço, a editora Companhia das Letras publica o segundo volume dessa nova tradução bíblica, completando a publicação do Novo Testamento. Continuar lendo “Minhas Leituras #67: Bíblia, vol. II – Novo Testamento: Apóstolos, Epístolas, Apocalipse”

Minhas Leituras #67: Bíblia, vol. II – Novo Testamento: Apóstolos, Epístolas, Apocalipse

Deficiência e sociedade

Antes de individual, a deficiência é um fenômeno social, que ocorre em uma família, em uma comunidade ou em uma sociedade. Não basta apenas olhar para o indivíduo, é preciso compreender também os conceitos e valores da sociedade onde ele está inserido. Como essa população encara a deficiência? Afinal, a sociedade tem grande influência sobre nossos comportamentos, em como agimos.

Por muito tempo, o sujeito deficiente foi visto por uma perspectiva médica: sadio ou não sadio. Todavia, estudos da antropologia e da psicologia social apontam que essas pessoas são encaradas como “desviantes”, pois fogem de um padrão de comportamento pré-estabelecido por uma sociedade, e o fato de seus comportamentos serem “indesejados” seria uma justificativa para a forma como são tratados (como divergentes). As sociedades criam um padrão de “normalidade”, quem se desvia desse padrão acaba sendo visto como diferente. Continuar lendo “Deficiência e sociedade”

Deficiência e sociedade

A evolução do conceito de deficiência

O conceito de deficiência modificou-se ao longo do tempo, sendo este conceito relacionado às diferentes culturas e seus modos de compreender o homem. É possível classificar as concepções de deficiência em pré-científicas e científicas.

Concepções pré-científicas

Nas concepções pré-científicas, os valores culturais e éticos eram utilizados para explicar e tratar esses indivíduos. O comportamento de um deficiente já foi visto como uma consequência de forças sobrenaturais, aleijados eram sacrificados na Grécia Antiga, por conta de um padrão de beleza física. A ideia de sobrenatural foi fortalecida na Idade Média, onde os comportamentos de um deficiente eram explicados como uma possessão demoníaca, por exemplo, pois a Igreja exercia um grande poder nessa época. Ainda no fim desse período, surgiu o atendimento assistencial à essas pessoas, um leve avanço, já que antes não havia nenhum tipo de cuidado especial. Continuar lendo “A evolução do conceito de deficiência”

A evolução do conceito de deficiência

A alienação mental contemporânea

A loucura, entre os séculos XII e XII, recebeu status de alienação mental, dessa forma acabou sendo considerada uma “doença mental”. A partir dessa concepção as práticas psiquiátricas tornaram-se dispositivos alienantes sobre a loucura. Todas estratégias de intervenção, como o internamento e o isolamento, acabaram por produzir a própria alienação mental. A loucura era considerada uma característica de estar “fora-de-si”.

O internamento era justificado como uma forma de isolar o louco da sociedade, afim de protegê-la da periculosidade que ele representava, já que a doença mental era comparada à criminalidade. Existia uma grande segregação, uma espécie de higienização social. Afirmavam que a internação era para o bem do louco, quando na verdade eram as pessoas que o temiam e queriam manter distância.

Nunca houve uma clara definição da loucura no passado, dessa forma os considerados loucos eram alocados em asilos ou prisões junto de outros indivíduos, como doentes da lepra, indigentes, criminosos. A cura psiquiátrica caracterizava-se como um tratamento moral. Continuar lendo “A alienação mental contemporânea”

A alienação mental contemporânea

Minhas Leituras #56: O homem do castelo alto – Philip K. Dick

E se as forças do Eixo tivessem vencido a Segunda Guerra Mundial?

Título: O homem do castelo alto
Autor: Philip K. Dick
Editora: Aleph
Ano: 2006
Páginas: 304
Tradução: Fábio Fernandes
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“Sim, o romancista conhece a humanidade, sabe como ela não vale nada, governada por seus testículos, controlada pela covardia, traindo qualquer causa por ganância […]” (DICK, Philip K. O homem do castelo alto. Aleph, 2006, p. 148)

Romance que narra uma história alternativa sobre o mundo pós-Segunda Guerra Mundial. Como seria se as forças do Eixo tivessem vencido a Guerra? Philip K. Dick imaginou como seria esse mundo, nesse livro que, em 2015, foi adaptado em uma série homônima, produzida pela Amazon. Continuar lendo “Minhas Leituras #56: O homem do castelo alto – Philip K. Dick”

Minhas Leituras #56: O homem do castelo alto – Philip K. Dick

Minhas Leituras #46: Edda em prosa – Snorri Sturluson

Título: Edda em prosa: Gylfaginning e Skáldskaparmál
Autor: Snorri Sturluson
Editora: Ed. Barbudânia
Ano: 2014
Páginas: 344
Tradução: Artur Avelar
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Eles não sabiam onde era o seu reino, mas eles acreditavam que ele governava tudo na terra e nas nuvens, o céu e as estrelas, o mar e o clima. A fim de que isso pudesse estar relacionado e ser relembrado, eles deram seus próprios nomes a tudo, mas com as migrações de povos e multiplicação de línguas, essa crença mudou de muitas maneiras. (STURLUSON, Snorri. Edda em prosa: Gylfaginning e Skáldskaparmál. Ed. Barbudânia, 2014, p. 14)

Nunca a mitologia nórdica esteve tão em alta na cultura pop. Há diversas séries e filmes inspirados nesse tema. Uma das fontes mais preciosas sobre essa mitologia é o ‘Edda em prosa’, escrito no século XIII, livro sobre o qual falarei neste post, atualmente a edição mais completa disponível no Brasil. Continuar lendo “Minhas Leituras #46: Edda em prosa – Snorri Sturluson”

Minhas Leituras #46: Edda em prosa – Snorri Sturluson

O que é a Epidemiologia?

A epidemiologia é a ciência que estuda as epidemias. As primeiras observações epidemiológicas foram feitas pelo médico John Snow que investigou óbitos causados por cólera. Ele analisou as residências que tiveram e que não tiveram casos de óbito. O médico percebeu que as residências que haviam tido casos de morte pela doença tinham água fornecida por uma determinada empresa, diferente das outras casas que onde não foi detetada a doença. Concluiu-se, então, que o causador da epidemia de cólera era a água fornecida por aquela empresa.

Essa ciência estuda quantitativamente os fatores de saúde-doença de um grupo, bem como os elementos ambientais, genéticos e exposição a elementos tóxicos que podem levar ao contágio e/ou à morte, para que assim seja possível elaborar estratégias para a prevenção, controle e eliminação dos fatores que levam à enfermidades. Continuar lendo “O que é a Epidemiologia?”

O que é a Epidemiologia?

MINHAS LEITURAS #32: O ALIENISTA – MACHADO DE ASSIS

Título: O alienista
Autor: Machado de Assis
Editora: Penguin – Companhia das Letras
Ano: 2014
Páginas: 104
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“— Supondo o espírito humano uma vasta concha, o meu fim, Sr. Soares, é ver se posso extrair a pérola, que é a razão; por outros termos, demarquemos definitivamente os limites da razão e da loucura”. (ASSIS, Machado de. O alienista. Penguin – Companhia das Letras, 2014, p. 36)

Considerado por muitos “o maior escritor que Brasil já teve” (e considerado um pesadelo pelos alunos do Ensino Médio), Machado de Assis escreveu, ao longo de sua vida, diversos romances, novelas, contos, poesias e peças teatrais. Seu estilo de escrita teve variações ao longo de sua carreira, encontrando seu pico de criatividade no final de 1870 até a primeira metade da década de 1880. Foi um período onde trabalhou muito, escrevendo diversas obras. Do meio desse turbilhão criativo, nasceu a novela ‘O alienista’ (1882). Trata-se de uma histórica satírica sobre um psiquiatra que resolve criar um manicômio na vila onde reside.

Já imaginou algo assim ocorrendo no bairro onde você vive? Continue lendo e descubra mais sobre esse clássico da literatura brasileira.

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MINHAS LEITURAS #32: O ALIENISTA – MACHADO DE ASSIS