O que é a Epidemiologia?

A epidemiologia é a ciência que estuda as epidemias. As primeiras observações epidemiológicas foram feitas pelo médico John Snow que investigou óbitos causados por cólera. Ele analisou as residências que tiveram e que não tiveram casos de óbito. O médico percebeu que as residências que haviam tido casos de morte pela doença tinham água fornecida por uma determinada empresa, diferente das outras casas que onde não foi detetada a doença. Concluiu-se, então, que o causador da epidemia de cólera era a água fornecida por aquela empresa.

Essa ciência estuda quantitativamente os fatores de saúde-doença de um grupo, bem como os elementos ambientais, genéticos e exposição a elementos tóxicos que podem levar ao contágio e/ou à morte, para que assim seja possível elaborar estratégias para a prevenção, controle e eliminação dos fatores que levam à enfermidades. Continuar lendo “O que é a Epidemiologia?”

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O que é a Epidemiologia?

MINHAS LEITURAS #32: O ALIENISTA – MACHADO DE ASSIS

Título: O alienista
Autor: Machado de Assis
Editora: Penguin – Companhia das Letras
Ano: 2014
Páginas: 104
Veja o livro no site da editora: https://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=85139

“— Supondo o espírito humano uma vasta concha, o meu fim, Sr. Soares, é ver se posso extrair a pérola, que é a razão; por outros termos, demarquemos definitivamente os limites da razão e da loucura”. (ASSIS, Machado de. O alienista. Penguin – Companhia das Letras, 2014, p. 36)

Considerado por muitos “o maior escritor que Brasil já teve” (e considerado um pesadelo pelos alunos do Ensino Médio), Machado de Assis escreveu, ao longo de sua vida, diversos romances, novelas, contos, poesias e peças teatrais. Seu estilo de escrita teve variações ao longo de sua carreira, encontrando seu pico de criatividade no final de 1870 até a primeira metade da década de 1880. Foi um período onde trabalhou muito, escrevendo diversas obras. Do meio desse turbilhão criativo, nasceu a novela ‘O alienista’ (1882). Trata-se de uma histórica satírica sobre um psiquiatra que resolve criar um manicômio na vila onde reside.

Já imaginou algo assim ocorrendo no bairro onde você vive? Continue lendo e descubra mais sobre esse clássico da literatura brasileira.

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MINHAS LEITURAS #32: O ALIENISTA – MACHADO DE ASSIS

MINHAS LEITURAS #28: MERIDIANO DE SANGUE – CORMAC MCCARTHY

Título: Meridiano de sangue
Autor: Cormac McCarthy
Editora: Alfaguara
Ano: 2009
Páginas: 352
Tradução: Cássio de Arantes Leite
Veja o livro no site da editora: Atualmente esgotado

“O homem que acredita que os segredos do mundo estão escondidos para sempre vive em mistério e medo. A superstição o arrasta para o fundo”. (MCCARTHY, Cormac. Meridiano de sangue. Alfaguara, 2009,  p. 210)

Assim como boa parte da história do mundo, a história da expansão territorial dos Estados Unidos foi marcada por episódios sangrentos e horríveis. Esse livro fala sobre a violência do Oeste no século XIX. É uma narrativa de estilo Western, misturando fatos históricos e ficção, com o estilo do autor. Um livro violento, de leitura pesada, porém que revela como a violência moldou o mundo. Afinal, conquistas territoriais nunca foram pacíficas. Continuar lendo “MINHAS LEITURAS #28: MERIDIANO DE SANGUE – CORMAC MCCARTHY”

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MINHAS LEITURAS #27: O SOL É PARA TODOS – HARPER LEE

Título: O Sol é para todos
Autor: Harper Lee
Editora: José Olympio
Ano: 2015
Páginas: 364
Tradução: Beatriz Horta
Veja o livro no site da editora: http://www.record.com.br/livro_sinopse.asp?id_livro=28725

“Você só consegue entender uma pessoa de verdade quando vê as coisas do ponto de vista dela”. (LEE, Harper. O Sol é para todos. José Olympio, 2015, p. 43)

Poucos livros conseguem descrever um momento histórico de maneira tão precisa. Harper Lee conseguiu. ‘O Sol é para todos’ consegue transmitir de maneira muito clara como era a sociedade do Sul dos Estados Unidos na década de 1930. Racismo, conservadorismo, coerção social, tudo está presente nesse livro. E melhor de tudo: é uma prosa gostosa e muito fácil de ler. Uma obra que aborda um tema pesado de maneira inteligente e interessante. Que tal conhecer um pouco mais sobre essa autora e seu livro, considerado um dos melhores romances de seu país? Continuar lendo “MINHAS LEITURAS #27: O SOL É PARA TODOS – HARPER LEE”

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MINHAS LEITURAS #25: BÍBLIA, NOVO TESTAMENTO: OS QUATRO EVANGELHOS

Título: Bíblia, Novo Testamento: os quatro Evangelhos vol. 1
Autor: Vários
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2017
Páginas: 424
Tradução: Frederico Lourenço
Veja o livro no site da editora: https://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=14271

“Porque a verdade é esta: tanto crentes como não crentes andaremos com Jesus na nossa cabeça, enquanto houver seres humanos na Terra”. (LOURENÇO, Frederico. In: Bíblia, Novo Testamento: os quatro Evangelhos vol. 1. Companhia das Letras, 2017, p. 37)

A editora Companhia das Letras apostou em um projeto ambicioso ao decidir publicar, no Brasil, essa nova tradução da Bíblia. Trata-se de uma tradução feita direta da língua grega, pelo português Frederico Lourenço. Não é apenas mais uma edição desse livro milenar, mas sim uma proposta de se manter o mais fiel possível ao texto original. Para crentes e não crentes existe um fato: a Bíblia é uma parte importante da moral ocidental e guarda diversos segredos. Este primeiro volume abrange os quatro Evangelhos do Novo Testamento. São livros que apresentam os ensinamentos de Jesus, sendo esses ensinamentos a base para o Cristianismo. Continuar lendo “MINHAS LEITURAS #25: BÍBLIA, NOVO TESTAMENTO: OS QUATRO EVANGELHOS”

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MINHAS LEITURAS #19: AS AVENTURAS DE HUCKLEBERRY FINN – MARK TWAIN

Título: As aventuras de Huckleberry Finn
Autor: Mark Twain
Editora: L&PM Pocket
Ano: 2011
Páginas: 320
Tradução: Rosaura Eichenberg
Veja o livro no site da editora: http://www.lpm.com.br/site/default.asp?Template=../livros/layout_produto.asp&CategoriaID=725462&ID=517253

É assim com algumas pessoas. Elas pegam birra com alguma coisa mesmo sem saber nada sobre a coisa. (TWAIN, Mark. As aventuras de Huckleberry Finn. L&PM Pocket, 2011, p. 12)

‘As aventuras de Huckleberry Finn’ é considerada a obra-prima de Mark Twain, um dos grandes nomes da literatura estadunidense e um dos fundadores das Letras daquele país. É um livro citado por muitos autores, lido e estudado até hoje. Com uma narrativa rápida, o autor escreve sobre os EUA dos meados do século XIX, antes da guerra civil, e sobre a sociedade escravocrata. Por tratar sobre esse tema, é uma obra muito polêmica, tanto agora, como na época em que foi publicada. Conheça um pouco sobre esse autor e sobre um livro considerado um clássico de seu país.

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MINHAS LEITURAS #19: AS AVENTURAS DE HUCKLEBERRY FINN – MARK TWAIN

UM RESUMO SOBRE A HISTÓRIA DA LUTA ANTIMANICOMIAL

A loucura já foi compreendida de diversas maneiras ao longo dos séculos: já se pensou que se tratava de uma possessão demoníaca, já tentaram isolar os “loucos”, mantendo-os afastados da população, até chegarmos à lógica médica-psiquiátrica de internação. Essa lógica de manter a pessoa em sofrimento psíquico (um termo mais adequado) sob constante vigilância e punição foi muito discutido por Michel Foucault em suas obras ‘Vigiar e punir’ e ‘A história da loucura’. Essa lógica contribuiu para a criação dos manicômios, que davam um tratamento moral aos pacientes, isolando a doença do resto do sujeito. Enfim, esses “hospitais” se tornaram laboratórios de pesquisas com doenças e doentes e um espaço de reprodução do saber médico. Na década de 60, essas instituições eram utilizadas por grupos econômicos para a “fabricação da loucura”, com o interesse de fomentar a cronificação, mantendo a clientela, ao invés de oferecer um tratamento aos pacientes.

O tratamento dentro dessas instituições pode ser considerado como, no mínimo, desumano e insuficiente. Baseado em medicação, métodos violentos como o eletrochoque, total descaso com os pacientes, que eram deixados “às traças”, sem qualquer tipo de cuidado. Não havia o intuito de promover a emancipação do sujeito, sua autossuficiência, pois esses eram privados da liberdade e interação social. O que ocorria era a total alienação e a perda de identidade. Viver isolado, com tratamentos cruéis, com intenso uso de medicamentos — medicamentos são importantes, porém, sozinhos, trazem mais problemas do que ganhos, podendo levar à dependência — apenas contribuía para a formação de pessoas dóceis, tornando o trabalho dos funcionários, de vigiar e punir, mais simples.

Da década de 60 em diante, os próprios funcionários dessas instituições começaram a perceber que o que ocorria ali dentro não estava certo. Isso deu início à diversas discussões e movimentos em prol de tratamentos mais humanos. Em 1987 houve, na cidade de Bauru/SP, o Congresso de Trabalhadores de Serviços de Saúde Mental, que deu visibilidade ao movimento da Luta Antimanicomial. Esse congresso ocorreu no dia 18 de maio, por isso esse movimento é lembrado nessa data. Quais foram os avanços obtidos na área da saúde mental desde a década de 1980 até os dias de atuais? Continuar lendo “UM RESUMO SOBRE A HISTÓRIA DA LUTA ANTIMANICOMIAL”

UM RESUMO SOBRE A HISTÓRIA DA LUTA ANTIMANICOMIAL

MINHAS LEITURAS #17: NÓS – IEVGUÊNI ZAMIÁTIN

Título: Nós
Autor: Ievguêni Zamiátin
Editora: Aleph
Ano: 2017
Páginas: 344
Tradução: Gabriela Soares
Veja o livro no site da editora: http://www.editoraaleph.com.br/nos/p

— E que última revolução é essa que você quer? Não há última, as revoluções são infinitas. (ZAMIÁTIN, Ievguêni. Nós. Aleph, 2017, p. 237)

A obra mais conhecida do escritor russo Ievguêni Zamiátin [“Nós”] possui a fama de ser a distopia original, aquela que inspirou trabalhos posteriores como “Admirável mundo novo”, de Aldous Huxley, “1984”, de George Orwell e “Cântico”, da também russa, Ayn Rand (nesse a influência é extremamente evidente). Se não fosse por esse romance, finalizado em 1920, talvez esse gênero literário não se consagrasse, talvez esses autores citados não se interessassem em escrever histórias do tipo. Uma distopia é, basicamente, uma utopia que deu errado, ou uma utopia que certas pessoas acham que deu errado, pois são enredos que falam sobre governos totalitários, que abdicam sua população de qualquer forma de liberdade. O livro sofreu censura e não foi publicado na Rússia, devido ao período histórico no qual Zamiátin estava inserido: época posterior a Revolução Russa de 1917, com a ascensão Stálin ao poder. A citação acima demonstra um pouco o teor do enredo, que não ia muito de acordo com os ideais do governo stalinista. Continuar lendo “MINHAS LEITURAS #17: NÓS – IEVGUÊNI ZAMIÁTIN”

MINHAS LEITURAS #17: NÓS – IEVGUÊNI ZAMIÁTIN