Terapia infantil: utilizando o Treino de Pais

Para a Análise do Comportamento, os comportamentos dos indivíduos estão sob controle de variáveis ambientais. Os comportamentos seriam determinados pelas consequências em determinados contextos, sendo possível explicá-los a partir de suas relações funcionais com variáveis históricas e atuais, que compõem as contingências. Contingências são relações de dependência entre variáveis ambientais e organismo; sendo a mais simples a contingência operante e a contingência tríplice, que inclui os antecedentes, a classe de respostas e as consequências de um comportamento.

Técnicas da Análise do Comportamento

Na clínica, a Análise de Comportamento (AC) investiga as relações funcionais, buscando alívio para o sofrimento e resolvendo as queixas. Através dela é possível localizar as variáveis que favoreceram o desenvolvimento e a manutenção do comportamento. Pode-se trabalhar, na AC, a terapia com adultos, adolescentes e crianças; com crianças há algumas particularidades. Implementar novas habilidades no repertório comportamental, proporcionar uma melhor adaptação social e o autoconhecimento são uns dos objetivos do trabalho com a criança. Autoconhecimento é a possibilidade de o indivíduo descrever contingências onde seus comportamentos se inserem. Continuar lendo “Terapia infantil: utilizando o Treino de Pais”

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Terapia infantil: utilizando o Treino de Pais

Treinamento de Pais e Habilidades Sociais Educativas

O temperamento impulsivo, desafiador e intolerante a frustrações, associado a déficits cognitivos e inabilidade no manejo social podem constituir um quadro de características de comportamentos inadequados, caso a criança obtenha ganhos com a não realização de tarefas, acesso a privilégios e atenção. Famílias disfuncionais são chamadas de negligentes, com pouca ou nenhuma autoridade ou envolvimento com a criança.

O modelo eficiente, ou democrático-recíproco, onde a disciplina é construída a partir de uma base de confiança mútua, onde os pais adotam um estilo mais contratual com a criança, sob a forma de combinados, é o que mostra mais resultados positivos.

Programas direcionados aos pais foram criados em muitos países. São programas que os ensinam a ser “terapeutas comportamentais” de si e dos próprios filhos. Qualquer modificação efetiva e duradoura dos comportamentos da criança pressupõe uma mudança prévia na forma com que os cuidadores lidam com ela. Continuar lendo “Treinamento de Pais e Habilidades Sociais Educativas”

Treinamento de Pais e Habilidades Sociais Educativas

Utilizando o brincar na Terapia Comportamental

Independente do pressuposto teórico, o brincar é um instrumento necessário para o atendimento psicológico infantil, uma ferramenta de intervenção e de comunicação indispensável. O brincar pode significar instrumento de exploração do mundo, expressão de sentimento ou meio de comunicação.

O brincar como terapia

O brinquedo passou a ser investigado com mais seriedade a partir do final do século XIX. Analisando por uma perspectiva histórica, Freud deve ser considerado o primeiro a reconhecer a utilidade da brincadeira num processo terapêutico, com seu relato do caso do “Pequeno Hans”, entretanto ele não gostava da ideia de uma psicanálise infantil. Os trabalhos de Melanie Klein (a desenvolvedora da técnica do brincar como conhecemos atualmente), Ana Freud (que discordava de Klein em vários pontos) e Winnicott (que via o brincar como algo terapêutico em si mesmo), desde a década de 1920, são modelos de utilização da brincadeira como instrumento de entendimento da criança. Na década de 1950, Piaget observou de forma sistemática o papel do jogo nas fases do desenvolvimento infantil. Continuar lendo “Utilizando o brincar na Terapia Comportamental”

Utilizando o brincar na Terapia Comportamental

Psicoterapia na infância: viés analítico

Sigmund Freud, apesar de nunca ter atendido pessoalmente nenhuma criança, foi o primeiro psicanalista a pensar em uma terapêutica voltada à criança. Observou que as crianças expressam suas ansiedades, fantasias e angustias através do brincar, a partir do estudo do caso do pequeno Hans.

Utilizando os conceitos psicanalíticos de Freud, Melanie Klein interpretou o brincar. Acreditava que através do brincar a criança domina realidades traumáticas e controla medos instintivos. O brincar, para a criança, seria o mesmo que a associação livre para os adultos.

Já Anna Freud pensava de outra maneira, discordando totalmente das ideias de Klein. Criou uma teoria mais educativa, reforçando aspectos positivos do vínculo, não considerando a relação do brincar da criança com a associação livre e os sonhos do adulto. Continuar lendo “Psicoterapia na infância: viés analítico”

Psicoterapia na infância: viés analítico

5 livros infantis que todo adulto deveria conhecer

Existem diversos tipos de livros no mercado, um mundo de gêneros e subgêneros. Há sempre um que vai te agradar, afinal as editoras precisam de vendas, e, quanto mais diversificado for seu catálogo, um público mais amplo será atingido, aumentando as vendas como consequência.

Quando o autor escreve um livro, ele possui um público alvo em mente: será para crianças, adultos, adolescentes? Ele deve ter consciência disso, pois o tipo de linguagem utilizado para cada público é diferente. Não se utiliza as mesmas expressões de um livro adulto em um infantil; se isso ocorrer, as crianças não vão entender muita coisa da história.

Entretanto, existem autores muito inteligentes, que conseguem criar mundos e personagens que agradarão a quase todos. Mesmo que o livro seja destinado a crianças, um adulto também será capaz de apreciá-lo, pois há algo ali que chama sua atenção.

Há, também, aqueles autores que deixam algo nas entrelinhas, que apenas um adulto seria capaz de compreender. Pensando nisso, tendo em mente que 12 de outubro é o Dia das Crianças, apresento uma lista com 5 livros infantis capazes (e certamente irão) de agradar adultos. Mesmo que tenham sido escritos para crianças, esses livros apenas poderão ter seu conteúdo aproveitado ao máximo por um adulto, ou alguém mais instruído. Ah, e, principalmente, são livros que despertam a criança interior que reside dentro de cada um de nós. Continuar lendo “5 livros infantis que todo adulto deveria conhecer”

5 livros infantis que todo adulto deveria conhecer

DA INOCÊNCIA À REALIDADE: A INFÂNCIA E A VIDA ADULTA

Se perguntarmos para alguém sobre a diferença entre a infância e a vida adulta, uma resposta será dada sem qualquer dificuldade. Uma diferença, seja qual for, será apontada. Isso mostra com total clareza que a vida muda quando deixamos de ser criança e nos vemos como adultos. São fases distintas e muito bem caracterizadas. Dentre as milhões de divergências que poderiam ser pontuadas entre essas duas fases, esse post vai discutir sobre uma em particular, uma característica muito marcante, porém uma que poucos localizariam logo de cara, como uma primeira resposta. Talvez uma criança possa apontar isso com mais facilidade, todavia seria uma resposta mais rara em um adulto, a não ser que se trate de um adulto sonhador. Acredito que o título resume muito bem a discussão que virá a seguir, apenas com menos detalhes. Continuar lendo “DA INOCÊNCIA À REALIDADE: A INFÂNCIA E A VIDA ADULTA”

DA INOCÊNCIA À REALIDADE: A INFÂNCIA E A VIDA ADULTA