A (in)gratidão de cada dia

Na última sexta-feira, dia 18 de maio, aconteceu algo inusitado na cidade onde vivo, Tupã/SP. Um empresário guardou R$70 mil (em espécie) dentro de um saco de lixo. Por um engano, esse dinheiro acabou indo parar no lixo. Após se dar conta do erro, esse empresário foi atrás dos coletores (que trabalham em trios), que interromperam o serviço e se deslocaram ao aterro sanitário, a fim de encontrar o dinheiro no meio de todo o material que haviam coletado.

O final dessa história foi feliz para o tal empresário, que recuperou seu dinheiro, com a ajuda dos coletores. Estes, por sua vez, disseram (em entrevista a um canal de televisão) que sentiam-se bem por terem devolvido os R$70 mil, gratos pela boa ação. Como recompensa, receberam R$100,00 desse empresário, para que dividissem entre os três. Continuar lendo “A (in)gratidão de cada dia”

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A (in)gratidão de cada dia

A importância da confiança em uma terapia cognitiva

De acordo com diversas abordagens psicológicas, obter uma aliança terapêutica com o cliente é de suma importância para o êxito de uma psicoterapia, para a obtenção de bons resultados. Os terapeutas cognitivos, principalmente, veem uma boa relação entre terapeuta e cliente como necessária para existência de uma colaboração no processo terapêutico (muitos, até mesmo, consideram a aliança terapêutica como o cerne desse processo).

Sendo assim, não é possível existir uma psicoterapia sem que a relação interpessoal cliente-terapeuta seja considerada; o vínculo entre ambos é imprescindível.

Um dos primeiros objetivos de uma psicoterapia é se aproximar do cliente, fator determinante, já que, para a evolução de uma terapia cognitiva (para o processo de mudança), é preciso haver a colaboração do mesmo. Entende-se a psicoterapia como um processo de reconstrução dos significados do cliente (sobre sua experiência e ao mundo), podendo, também, ser compreendida como uma forma de colaboração na construção e reconstrução de significados. Continuar lendo “A importância da confiança em uma terapia cognitiva”

A importância da confiança em uma terapia cognitiva

Deficiência e sociedade

Antes de individual, a deficiência é um fenômeno social, que ocorre em uma família, em uma comunidade ou em uma sociedade. Não basta apenas olhar para o indivíduo, é preciso compreender também os conceitos e valores da sociedade onde ele está inserido. Como essa população encara a deficiência? Afinal, a sociedade tem grande influência sobre nossos comportamentos, em como agimos.

Por muito tempo, o sujeito deficiente foi visto por uma perspectiva médica: sadio ou não sadio. Todavia, estudos da antropologia e da psicologia social apontam que essas pessoas são encaradas como “desviantes”, pois fogem de um padrão de comportamento pré-estabelecido por uma sociedade, e o fato de seus comportamentos serem “indesejados” seria uma justificativa para a forma como são tratados (como divergentes). As sociedades criam um padrão de “normalidade”, quem se desvia desse padrão acaba sendo visto como diferente. Continuar lendo “Deficiência e sociedade”

Deficiência e sociedade

O manejo de uma terapia analítico-comportamental

Colombinin e Perguer, em um artigo, descrevem doze sessões de terapia analítico-comportamental com uma cliente, em uma clínica-escola. Descrevem a cliente como uma mulher de 54 anos, camareira, solteira, branca, católica e com nível de escolaridade Ensino Médio. Uma análise baseada em teóricos da área foi feita a partir da descrição de cada sessão.

Para começar

Na primeira sessão, a cliente fez relatos de sua vida de maneira genérica, utilizando muito a conjunção “mas”. Os autores sugerem que na primeira sessão o terapeuta forneça uma compreensão sobre o problema apresentado e que o terapeuta fale menos que o cliente. Indicam, também, que quaisquer relatos sejam reforçados com atenção social, o que estimula positivamente o comportamento de ir à terapia. Além disso, o terapeuta deve se portar como uma audiência não-punitiva, ouvir o cliente sem criticá-lo ou julgá-lo, afim de estabelecer confiança. Continuar lendo “O manejo de uma terapia analítico-comportamental”

O manejo de uma terapia analítico-comportamental

Relato: um caso de luto em psicoterapia

O luto é uma experiência universal. Está incluso na classificação da 4ª edição do Manual Diagnóstico de Transtornos Mentais (DSM-IV) no eixo relativo à avaliação global de funcionamento. Também foi incluído na Classificação Internacional de Doenças (CID-10), na categoria Z, de exame geral e investigação de pessoas sem queixas ou diagnóstico relatado. Os estudos sobre o tema ainda são poucos se comparados a outros quadros de saúde mental.

Uma pessoa pode manifestar diversos sinais e sintomas em relação à perda, tanto cognitivos, emocionais, comportamentais ou físicos. Por isso deve-se tomar cuidado no diagnóstico diferencial entre luto e quadros de depressão. Os clientes enlutados apresentam maior vulnerabilidade a problemas psicossomáticos. Continuar lendo “Relato: um caso de luto em psicoterapia”

Relato: um caso de luto em psicoterapia

Terapia Comportamental: a importância da Análise Funcional

Ao estudar padrões de comportamento, a medicina busca estabelecer padrões de normalidade se baseando em critérios estatísticos. Os termos utilizados em diagnósticos, encontrados no APA (Associação Psiquiátrica Americana) e na OMS (Organização Mundial da Saúde), foram criados com a finalidade de estabelecer uma comunicação entre os diferentes profissionais. O modelo médico, ao definir uma doença, acredita que uma terapêutica seja aplicável à todas as pessoas que apresentam sintomas, sendo essa terapêutica, em geral, farmacológica.

O modelo da psicologia clínica vem da medicina psiquiátrica e pode ser chamado de modelo quase-médico. É um modelo que se esbarra na dicotomia entre normal e patológico e considera as respostas “disfuncionais” como sintomas da doença, que é subjacente. A diferença entre esse modelo e o modelo médico é o de que, esta, acredita que nem sempre seja necessário utilizar fármacos no tratamento. Continuar lendo “Terapia Comportamental: a importância da Análise Funcional”

Terapia Comportamental: a importância da Análise Funcional

A depressão na Terapia cognitivo-comportamental

Aaron Beck e Albert Ellis concluíram que a depressão é o resultado de hábitos de pensamentos arraigados. O humor e comportamentos negativos seriam resultados de pensamentos e crenças distorcidas, diferente do modelo do inconsciente freudiano. Clientes depressivos agem como se as coisas estivessem piores do que realmente estão. A terapia cognitiva, ou a terapia cognitivo-comportamental (TCC), é a forma mais pesquisada no tratamento de qualquer tipo de transtorno psicológico.

Beck criou o modelo cognitivo da depressão pressupondo dois elementos básicos: a tríade cognitiva e as distorções cognitivas. A tríade cognitiva é a visão negativa de si mesmo, onde a pessoa se enxerga como inadequada ou inapta. As distorções cognitivas são questões centrais na depressão. Indivíduos depressivos possuem a tendência de estruturar suas experiências de maneira absoluta e inflexível, acarretando em erros de interpretação quanto ao desempenho pessoal e do julgamento das situações externas. Decorrem de padrões estáveis adquiridos ao longo da vida e são sensíveis à ativação de fontes primárias, como o estresse. Continuar lendo “A depressão na Terapia cognitivo-comportamental”

A depressão na Terapia cognitivo-comportamental

Aceitando e comprometendo-se para 2018

Tenho certeza que 2017 foi um ano difícil para todo mundo. Não que tenha sido um ano apenas de dificuldades, é importante lembrar das coisas boas, porém, com 365 dias disponíveis, algum empecilho sempre acaba acontecendo.

Olha que interessante: se você está lendo isso hoje, saiba que você conseguiu superar esses problemas, ou, ao menos, está lidando muito bem com eles! Espero que continue assim.

Sempre desejamos um ano feliz, cheio de realizações, carregado de mudanças e etc. Mas acabamos nos esquecendo de que, quem faz essas mudanças, somos nós, assim como de que problemas irão sempre existir. Continuar lendo “Aceitando e comprometendo-se para 2018”

Aceitando e comprometendo-se para 2018

Terapia infantil: utilizando o Treino de Pais

Para a Análise do Comportamento, os comportamentos dos indivíduos estão sob controle de variáveis ambientais. Os comportamentos seriam determinados pelas consequências em determinados contextos, sendo possível explicá-los a partir de suas relações funcionais com variáveis históricas e atuais, que compõem as contingências. Contingências são relações de dependência entre variáveis ambientais e organismo; sendo a mais simples a contingência operante e a contingência tríplice, que inclui os antecedentes, a classe de respostas e as consequências de um comportamento.

Técnicas da Análise do Comportamento

Na clínica, a Análise de Comportamento (AC) investiga as relações funcionais, buscando alívio para o sofrimento e resolvendo as queixas. Através dela é possível localizar as variáveis que favoreceram o desenvolvimento e a manutenção do comportamento. Pode-se trabalhar, na AC, a terapia com adultos, adolescentes e crianças; com crianças há algumas particularidades. Implementar novas habilidades no repertório comportamental, proporcionar uma melhor adaptação social e o autoconhecimento são uns dos objetivos do trabalho com a criança. Autoconhecimento é a possibilidade de o indivíduo descrever contingências onde seus comportamentos se inserem. Continuar lendo “Terapia infantil: utilizando o Treino de Pais”

Terapia infantil: utilizando o Treino de Pais

Treinamento de Pais e Habilidades Sociais Educativas

O temperamento impulsivo, desafiador e intolerante a frustrações, associado a déficits cognitivos e inabilidade no manejo social podem constituir um quadro de características de comportamentos inadequados, caso a criança obtenha ganhos com a não realização de tarefas, acesso a privilégios e atenção. Famílias disfuncionais são chamadas de negligentes, com pouca ou nenhuma autoridade ou envolvimento com a criança.

O modelo eficiente, ou democrático-recíproco, onde a disciplina é construída a partir de uma base de confiança mútua, onde os pais adotam um estilo mais contratual com a criança, sob a forma de combinados, é o que mostra mais resultados positivos.

Programas direcionados aos pais foram criados em muitos países. São programas que os ensinam a ser “terapeutas comportamentais” de si e dos próprios filhos. Qualquer modificação efetiva e duradoura dos comportamentos da criança pressupõe uma mudança prévia na forma com que os cuidadores lidam com ela. Continuar lendo “Treinamento de Pais e Habilidades Sociais Educativas”

Treinamento de Pais e Habilidades Sociais Educativas