O significado dos sonhos para a Terapia Comportamental

Muitos veem o behaviorismo como uma teoria dura, que apenas enxerga o concreto, sem considerar o que se passa dentro do cliente, como a psicanálise, por exemplo. O único problema é que não é bem por aí. Para o behaviorismo radical tudo é comportamento, o simples ato de pensar já é um comportamento, que pode ser reforçado e/ou extinto. Dessa forma, esse tipo de terapia também leva em conta sonhos, mas não com interpretações, como na própria psicanálise. Esses são os chamados “eventos encobertos”.

Um pouco de behaviorês

A terapia comportamental, baseada nos conceitos da análise do comportamento, considera que eventos privados, como sentimentos, sonhos e intuições, são comportamentos encobertos. Para Skinner, a acessibilidade limitada de um evento privado não lhe concede qualquer tipo de estrutura especial. Os comportamentos encobertos, por serem considerados comportamentos, não devem ser considerados como eventos mentais ou cognitivos, pois esse tipo de consideração vai contra as propostas do behaviorismo radical. Continuar lendo “O significado dos sonhos para a Terapia Comportamental”

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O significado dos sonhos para a Terapia Comportamental

Aprendendo a lidar com o luto: Terapia Cognitivo-Comportamental

Passar por uma situação de luto não é fácil. Cada um lida de determinada forma com esse momento de perda e tristeza. A Psicologia pode ajudar, também, nesse tipo de situação, acolhendo o sujeito e fornecendo suporte e estratégias para o enfrentamento e superação do luto. Veja como a Terapia Cognitivo-Comportamental pode contribuir nesse tipo de caso.

O luto

Para entender o luto, é necessário compreender as diferentes concepções de morte. Houve um período em que a morte era vista como natural ao ser humano, tranquila e resignada. Sua vivência dava-se no âmbito familiar, numa cerimônia pública, como ocorria na Idade Média. A finitude da morte era ligada às religiões e suas causas eram atribuídas a um ser divino, com a ideia de paraíso, inferno e ressurreição. Algumas mudanças socioculturais provocaram o distanciamento da morte do cotidiano, fazendo com que a morte fosse camuflada, passando a ser vista como tabu. Com o passar dos séculos, houve a ruptura entre morte e religião, foi onde a ciência passou a explicar as doenças e as causas das mortes. Isso impulsionou o desenvolvimento tecnológico, que passou a adiar a morte, novas técnicas e medicamentos. Isso acarretou na impossibilidade de expressão de dor pela morte, uma repressão desses sentimentos. O significado de morte também varia de acordo com a cultura, religião e credo, assim como o tipo de morte. Continuar lendo “Aprendendo a lidar com o luto: Terapia Cognitivo-Comportamental”

Aprendendo a lidar com o luto: Terapia Cognitivo-Comportamental

Psicologia, medo e ansiedade

Dia das Bruxas e medo caminham juntos. Quem é que nunca sentiu medo na vida? Este texto traz uma explicação sobre o sentimento de medo, na visão da psicologia comportamental.

O medo e a ansiedade são, muitas vezes, considerados sinônimos, entretanto o que os diferencia é a presença ou ausência de estímulos desencadeadores externos e o comportamento de evitação. Quando o desencadeador externo que provoca comportamento de fuga ou evitação é óbvio, considera-se medo; já a ansiedade é um estado emocional aversivo, sem desencadeadores claros, que não podem ser evitados.

As teorias das emoções consideram o medo uma emoção básica, presente em todas as idades, culturas, etnias e espécies; a ansiedade seria uma mistura de emoções, sendo o medo a predominante. Além disso, a ansiedade pode incluir tristeza, vergonha, culpa, ou cólera, curiosidade, interesse ou excitação. Continuar lendo “Psicologia, medo e ansiedade”

Psicologia, medo e ansiedade

Fobia social na Terapia Cognitivo-Comportamental

O termo fobia social ou transtorno de ansiedade social é utilizado para a ansiedade intensa em situações sociais e de desempenho e é caracterizado por um medo acentuado e persistente dessas situações. A pessoa teme que seu modo de agir seja humilhante ou embaraçoso, e a exposição à essa temida situação provoca uma ansiedade intensa. São pessoas que apresentam hipersensibilidade a críticas, que mantém uma avaliação negativa sobre si mesma, sentimentos de inferioridade e grande dificuldade em serem assertivas.

As explicações mais antigas sobre a fobia social focam no condicionamento clássico, e afirmavam que uma experiência traumática seria responsável pelo início da fobia. Porém, pesquisas apontaram que essas experiências negativas já eram uma consequência da fobia, e não seu início. Continuar lendo “Fobia social na Terapia Cognitivo-Comportamental”

Fobia social na Terapia Cognitivo-Comportamental

TCC: Terapia Cognitivo-comportamental

A Terapia Cognitiva utiliza um conceito “biopsicossocial”, focalizando o trabalho sobre os fatores cognitivos da psicopatologia. Para a Terapia Cognitiva (TC), os indivíduos atribuem significados a certos aspectos de sua vida, por isso se comportam de determinada maneira e criam diferentes hipóteses sobre sua vida e sua própria identidade. O objetivo dessa Terapia seria a descrição da natureza de conceitos envolvidos na psicopatologia e fornecer estratégias capazes de corrigir esses conceitos.

Ocorre, na Terapia Cognitiva, um processo semelhante a testagem empírica; que ocorre a partir da aplicação de técnicas e conceitos desenvolvidos em sua base teórica, por isso é necessário que o terapeuta possua uma boa base teórica. Continuar lendo “TCC: Terapia Cognitivo-comportamental”

TCC: Terapia Cognitivo-comportamental

Minhas Leituras #40: Mindhunter – John Douglas & Mark Olshaker

Título: Mindhunter
Autor: John Douglas & Mark Olshaker
Editora: Intrínseca
Ano: 2017
Páginas: 384
Tradução: Lucas Peterson
Veja o livro no site da editora: http://www.intrinseca.com.br/livro/781/

“Assassinos em série são, por definição, assassinos “bem-sucedidos”, que aprendem com a própria experiência. Precisamos apenas ter certeza de que estamos aprendendo mais rápido do que eles”. (DOUGLAS, John E. Mindhunter. Intrínseca, 2017, p. 147)

Serial killers existem há muito tempo, porém esse termo só foi cunhado centenas de anos depois. Desde Jack, o Estripador, até hoje, esse tipo de assassino tira o sossego de cidades, estados e até mesmo de um país inteiro. Identificá-los nem sempre é uma tarefa fácil, porém muitas pesquisas aumentaram a eficiência no trabalho de investigação. John Douglas, um ex-agente do FBI, conta nesse livro como ajudou na criação de um método que facilita o trabalho da polícia, resultando numa busca mais precisa desses assassinos em série. Continuar lendo “Minhas Leituras #40: Mindhunter – John Douglas & Mark Olshaker”

Minhas Leituras #40: Mindhunter – John Douglas & Mark Olshaker

O que é a Epidemiologia?

A epidemiologia é a ciência que estuda as epidemias. As primeiras observações epidemiológicas foram feitas pelo médico John Snow que investigou óbitos causados por cólera. Ele analisou as residências que tiveram e que não tiveram casos de óbito. O médico percebeu que as residências que haviam tido casos de morte pela doença tinham água fornecida por uma determinada empresa, diferente das outras casas que onde não foi detetada a doença. Concluiu-se, então, que o causador da epidemia de cólera era a água fornecida por aquela empresa.

Essa ciência estuda quantitativamente os fatores de saúde-doença de um grupo, bem como os elementos ambientais, genéticos e exposição a elementos tóxicos que podem levar ao contágio e/ou à morte, para que assim seja possível elaborar estratégias para a prevenção, controle e eliminação dos fatores que levam à enfermidades. Continuar lendo “O que é a Epidemiologia?”

O que é a Epidemiologia?

Como conhecemos as pessoas?

O que é conhecer alguém? Como esse processo acontece?

“Não vemos as pessoas como elas são, mas sim como nós somos”.

Em nossa interação com as outras pessoas, registramos o que acontece de forma mais ou menos distorcida, em função de nossos interesses, vieses, atitudes e formas de fazer atribuições.

Dificilmente não temos uma teoria implícita de personalidade, da qual pessoas com determinados traços seguirão os comportamentos já esperados. A crença nesse tipo de teoria facilita nosso entendimento sobre as intenções e comportamentos das pessoas. Às vezes possuímos teorias sobre determinados grupos. É o que os psicólogos sociais chamam de estereótipos e que consistem na atribuição de determinados traços aos membros de um certo grupo.

Esses estereótipos possuem algo de verdadeiro, porém podem ser totalmente falsos em um caso particular. É comum dizer que todo político é corrupto, mas há exceções, alguns políticos são honestos, pois esses estereótipos decorrem da generalização de observações individuais dos indivíduos desse grupo. Um estereótipo integrado por aspectos puramente negativos, como o do exemplo acima, é chamado de preconceito. Continuar lendo “Como conhecemos as pessoas?”

Como conhecemos as pessoas?

A TEORIA COMPORTAMENTAL

A Terapia Comportamental (TC) é baseada nas terapias do comportamento que se desenvolveram no início do século XX, principalmente com J. B. Watson, que foi influenciado pelos estudos de Pavlov; sua grande repercussão ocorreu na década de 1950 com os estudos de B. F. Skinner (BAHLS; NAVOLAR, 2004).

Os estudos da teoria comportamental permitiram a criação de leis gerais do comportamento, tornando-o previsível. Existem dois tipos de comportamento dentro dessa perspectiva: o comportamento respondente (ou comportamento reflexo, involuntário) e o comportamento operante (os comportamentos voluntários, que modificam o ambiente e estão sujeitos a alterações de suas consequências) (BAHLS; NAVOLAR, 2004)

Comportamentos podem ser condicionados, ou seja, podem ser alterados dependendo das mudanças no ambiente. Os fatores causadores desse condicionamento são os reforçadores (negativos ou positivos) e/ou estímulos aversivos (BAHLS; NAVOLAR, 2004). Continuar lendo “A TEORIA COMPORTAMENTAL”

A TEORIA COMPORTAMENTAL