A neutralidade da rede está em perigo e você deveria se preocupar com isso!

Na última quinta-feira, dia 14 de dezembro, a Comissão Federal das Comunicações dos Estados Unidos (FCC, sigla em inglês), órgão que regula a área de telecomunicação e radiodifusão nesse país, decidiu deixar de classificar a internet banda larga como um serviço de utilidade pública. Isso trará consequências muito sérias para os consumidores estadunidenses e, mesmo sendo algo que ocorreu fora, nós brasileiros devemos ficar atentos sobre esse tema.

O que é a neutralidade da rede?

O ponto central da neutralidade da rede é: todo o tráfego na internet deve ser tratado igualmente. As companhias de telecomunicação, que fornecem acesso à internet, não podem dar prioridade a um serviço em detrimento de outro. Uma mensagem enviada pelo WhatsApp deve possuir a mesma prioridade de uma exibição de um vídeo no YouTube; um serviço não pode ficar mais lento para beneficiar outro. Continuar lendo “A neutralidade da rede está em perigo e você deveria se preocupar com isso!”

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A neutralidade da rede está em perigo e você deveria se preocupar com isso!

Minhas Leituras #39: O sorriso da hiena – Gustavo Ávila

Título: O sorriso da hiena
Autor: Gustavo Ávila
Editora: Verus
Ano: 2017
Páginas: 266
Veja o livro no site da editora: http://www.record.com.br/livro_sinopse.asp?id_livro=29716

“— Pelo menos você está perguntando o que há de tão errado neste mundo. A maioria de nós não diz nada pra não correr o risco de se incriminar depois por ter tomado partido”. (ÁVILA, Gustavo. O sorriso da hiena. Verus Editora, 2017, p. 42)

O mercado editorial brasileiro está repleto de thrillers, histórias policiais, de suspense. Porém, a enorme maioria dos livros desse gênero, aqui publicados, são de origem internacional. Gustavo Ávila faz parte de uma nova safra de escritores nacionais que, aos poucos, estão mudando essa situação. Continuar lendo “Minhas Leituras #39: O sorriso da hiena – Gustavo Ávila”

Minhas Leituras #39: O sorriso da hiena – Gustavo Ávila

O que é a Epidemiologia?

A epidemiologia é a ciência que estuda as epidemias. As primeiras observações epidemiológicas foram feitas pelo médico John Snow que investigou óbitos causados por cólera. Ele analisou as residências que tiveram e que não tiveram casos de óbito. O médico percebeu que as residências que haviam tido casos de morte pela doença tinham água fornecida por uma determinada empresa, diferente das outras casas que onde não foi detetada a doença. Concluiu-se, então, que o causador da epidemia de cólera era a água fornecida por aquela empresa.

Essa ciência estuda quantitativamente os fatores de saúde-doença de um grupo, bem como os elementos ambientais, genéticos e exposição a elementos tóxicos que podem levar ao contágio e/ou à morte, para que assim seja possível elaborar estratégias para a prevenção, controle e eliminação dos fatores que levam à enfermidades. Continuar lendo “O que é a Epidemiologia?”

O que é a Epidemiologia?

Minhas Leituras #36: Ciclo da Lua, poemas – César Magalhães Borges

Título: Ciclo da Lua, poemas
Autor: César Magalhães Borges
Editora: Editora Plêiade
Ano: 2010
Páginas: 94
Veja o livro no site da editora: http://www.editorapleiade.com.br/detalheslivro.php?cod=312

“Em palavras exatas,/ disseram/ que o mundo/ não teria mais fronteiras./ Mas ninguém falou/ que as barreiras cairiam/ somente para que/ subissem prateleiras/ desiguais em iguarias”. (BORGES, César Magalhães. Esperantos. In: Ciclo da Lua. Plêiade, 2010, p. 62)

Dentre os diversos subgêneros da literatura, a poesia é, talvez, aquela que dá maior liberdade ao trabalho do autor. Uma poesia não se faz apenas de rimas, que na verdade não são necessárias, possibilitando ao artista uma maior manipulação do verso, tanto no emprego de palavras, quanto em estrutura. É possível formatar o poema a seu gosto, dando uma característica visual ao texto, o que pode ser um ótimo recurso para expressar o que os versos dizem, de uma forma diferente e única. O presente livro apresenta poesias que usam e abusam da liberdade estrutural, o que dá vida e originalidade à obra. Continuar lendo “Minhas Leituras #36: Ciclo da Lua, poemas – César Magalhães Borges”

Minhas Leituras #36: Ciclo da Lua, poemas – César Magalhães Borges

O AGOSTO QUE PASSOU DEPRESSA

Chegamos aos meses “bros”, o que significa que o ano está a alguns passos de seu fim. É até meio assustador pensar nisso! Pode parecer clichê, ou conversa de velho, mas a sensação é a de que o ano começou ontem. Quando estamos sempre correndo, cheios de coisas para fazer, o tempo passa mais rápido, a tal da relatividade.

Minhas aulas recomeçaram há pouco tempo, e mais uma rodada de provas está batendo à porta (isso sim é aterrorizante!). Olha, se você deseja fazer algo, se possui algum plano, trate de executá-lo logo, caso deseje fazê-lo ainda em 2017. Muita gente diz que agosto é o mês do “desgosto”, por ser um mês longo (31 dias), sem nenhum feriado, entretanto, mal o vi passar dessa vez. O frio chegou rápido e foi embora tão rápido quanto; o calor já veio com força por aqui. Estou com a leve impressão de que os dias não foram suficientes. Acredito que isso seja positivo, pois quer dizer que agosto foi produtivo.

Para ser sincero, foi sim um mês muito produtivo. Agosto foi o mês com o maior número de visualizações até o momento. Devo isso a você que acompanha o blog todos os dias, a cada post (sei que há pessoas que gravaram os dias e os horários das postagens; um abraço a você!). Outro fator importante para o bom número de visualizações foi a Editora Martin Claret, que compartilhou meu post sobre o livro ‘Diário do subsolo’ no Facebook — livro editado pela mesma. Fiquei muito feliz com esse reconhecimento! 😊

A frequência de postagens se manteve. Foram diversos poemas e artigos em agosto. E claro, as leituras também estiveram presentes. Consegui ler quatro livros, quase todos clássicos da literatura. Um bom mês para as leituras.

Como faço em todo início de mês, apresento aqui o ranking das leituras. E aí, curioso para saber quem foi o campeão do mês? Continuar lendo “O AGOSTO QUE PASSOU DEPRESSA”

O AGOSTO QUE PASSOU DEPRESSA

MINHAS LEITURAS #32: O ALIENISTA – MACHADO DE ASSIS

Título: O alienista
Autor: Machado de Assis
Editora: Penguin – Companhia das Letras
Ano: 2014
Páginas: 104
Veja o livro no site da editora: https://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=85139

“— Supondo o espírito humano uma vasta concha, o meu fim, Sr. Soares, é ver se posso extrair a pérola, que é a razão; por outros termos, demarquemos definitivamente os limites da razão e da loucura”. (ASSIS, Machado de. O alienista. Penguin – Companhia das Letras, 2014, p. 36)

Considerado por muitos “o maior escritor que Brasil já teve” (e considerado um pesadelo pelos alunos do Ensino Médio), Machado de Assis escreveu, ao longo de sua vida, diversos romances, novelas, contos, poesias e peças teatrais. Seu estilo de escrita teve variações ao longo de sua carreira, encontrando seu pico de criatividade no final de 1870 até a primeira metade da década de 1880. Foi um período onde trabalhou muito, escrevendo diversas obras. Do meio desse turbilhão criativo, nasceu a novela ‘O alienista’ (1882). Trata-se de uma histórica satírica sobre um psiquiatra que resolve criar um manicômio na vila onde reside.

Já imaginou algo assim ocorrendo no bairro onde você vive? Continue lendo e descubra mais sobre esse clássico da literatura brasileira.

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MINHAS LEITURAS #32: O ALIENISTA – MACHADO DE ASSIS

CONSIDERAÇÕES SOBRE A ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA

Há uma escassez de bibliográfica para o psicólogo, mesmo na especialização, quando o assunto são o SUS (Sistema Único de Saúde), e a ESF (Estratégia Saúde da Família), sendo que o material disponível está relacionado à uma ou outra ESF (FRANÇA; VIANA, 2006).

A constituição da República Federativa do Brasil de 1988 diz que todo cidadão brasileiro tem direito a saúde e o Estado tem o dever de garanti-la. O SUS foi criado para garantir esse direito à população. Em 19 de setembro de 1990 a lei n° 8080 foi criado, regulamentando-o.

A gestão do SUS é descentralizada, não ficando somente no nível da União, mas também dando autonomia às cidades e aos Estados. Isso garante a instalação da ESF nos municípios, já que as USFs (Unidades Saúde da Família) são de responsabilidade dos Governos Municipais. Continuar lendo “CONSIDERAÇÕES SOBRE A ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA”

CONSIDERAÇÕES SOBRE A ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA

EDUCAÇÃO INCLUSIVA: O QUE É?

Estudiosos concordam que inclusão não se refere apenas às crianças com deficiência, mas também a todos que sofrem qualquer forma de exclusão educacional (FERREIRA, 2005). A Educação Inclusiva vem crescendo no mundo todo, propondo que toda criança tem direito à uma educação de qualidade, para isso as escolas devem se adaptar. Esse movimento cresceu muito após a Declaração Mundial de Educação para Todos e Diretrizes de Ação para o Encontro das Necessidades Básicas de Aprendizagem, em 1990.

O principal objetivo do movimento pelas escolas inclusivas é o de rompimento com práticas pedagógicas autoritárias e alienantes (FERREIRA, 2005). A maioria dos professores não dão espaço aos alunos, com práticas que não promovem autonomia, mas sim práticas de controle. Continuar lendo “EDUCAÇÃO INCLUSIVA: O QUE É?”

EDUCAÇÃO INCLUSIVA: O QUE É?

CAPITALISMO E DIREITOS HUMANOS

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, redigida em 1948, após as atrocidades cometidas durante a Segunda Guerra Mundial, é uma tentativa de delinear uma série de direitos básicos e foi adotada pela Organização das Nações Unidas (ONU). Se compreendermos esses diretos como pré-estatais, caímos na ideia liberal de direito natural; considerando-os direitos morais, são direitos sem valor algum diante de um tribunal (Lohmann, 2013). Para que os Direitos Humanos se tornem direitos jurídicos, é preciso que o Estado forneça meios de garanti-los, através de políticas públicas, a partir do momento em que os Estados se comprometeram a promover uma cooperação com a Declaração (ONU, 1948).

Segundo Alves (2012), os Direitos Humanos saíram de moda. Isso se deve, em grande parte, ao fato da grande onda neoliberal que assola o mundo desde a década de 1980. Uma sociedade liberal é pautada no capitalismo e no individualismo, assim como no enfraquecimento do poder do Estado. Desde essa época, estados de bem-estar social, provedores de direitos, tendem a sucumbir (Justo, 2008). Continuar lendo “CAPITALISMO E DIREITOS HUMANOS”

CAPITALISMO E DIREITOS HUMANOS